Day 29: Five minutes about you

Celpe-Bras course › Week 5: The conversation

Day 29 of 56 · about 90 minutes

By the end of today you can:

  • Say what happens in the oral part and what the two examiners mark
  • Fill in the registration questionnaire so that it gives you questions you can answer well
  • Answer any question about yourself in three parts: answer, reason, example
  • Tell a short story from your own life without learning it by heart

A partir de hoje, as explicações do curso são em português. Leia com calma: as frases são curtas e as palavras são comuns. Esta semana é toda sobre a parte oral, e ela começa pelo assunto que você conhece melhor: você.

Warm-up: do you remember?

Before anything new, pull these out of memory. They come from earlier days. Getting one wrong is useful: it shows you what to look at again.

  1. “Das 21 empresas, 17 mantiveram o faturamento.” Qual frase diz o mesmo com outras palavras?A grande maioria das empresas manteve o faturamento. Todas as empresas mantiveram o faturamento. Menos da metade das empresas manteve o faturamento.
  2. Which line opens a proposal to a board?Venha conhecer a semana de quatro dias! Era uma sexta-feira chuvosa quando tive uma ideia. Apresento à Diretoria uma proposta para reduzir a saída de funcionários.
  3. I don’t think it’s a good idea.______
  4. Which reason uses the source?Todo mundo sabe que carro polui. Segundo a autora, as lojas da rua venderam mais depois da mudança. Eu sempre gostei de andar a pé.
  5. Se você tem boa saúde, ______ sangue. (doar)If you are in good health, give blood.
  6. Don’t come on an empty stomach.______
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  1. “Das 21 empresas, 17 mantiveram o faturamento.” Qual frase diz o mesmo com outras palavras? A grande maioria das empresas manteve o faturamento.
  2. Which line opens a proposal to a board? Apresento à Diretoria uma proposta para reduzir a saída de funcionários.
  3. Não acho que seja uma boa ideia.
  4. Which reason uses the source? Segundo a autora, as lojas da rua venderam mais depois da mudança.
  5. Se você tem boa saúde, doe sangue.
  6. Não venha em jejum.

Como é a parte oral

A parte oral é uma conversa de 20 minutos, gravada. Na sala, há duas pessoas com você:

  • o avaliador-interlocutor, que conversa com você;
  • o avaliador-observador, que só escuta e dá notas.
Minutos O que acontece
5 Uma conversa sobre você, a partir do questionário de inscrição
15 Três cartões (os elementos provocadores), com 5 minutos para cada um

O interlocutor dá uma nota geral, de 0 a 5. O observador dá seis notas, e elas têm pesos diferentes:

O que o observador avalia Peso
Compreensão, interação e fluência 50% (as três juntas)
Vocabulário e gramática 42% (as duas juntas)
Pronúncia 8%

A nota da parte oral é a média das notas dos dois avaliadores.

Conversar vale mais do que acertar tudo. Metade da nota do observador vem de entender as perguntas, participar da conversa e falar sem parar a toda hora. A pronúncia vale 8%, e ter sotaque é normal, até na nota 5. Os avaliadores julgam como você fala. Eles não julgam as suas opiniões nem a sua vida.

O questionário de inscrição

Quando você se inscreve no exame, preenche um questionário sobre você: família, trabalho, interesses, por que estuda português, o que pensa do Brasil. As perguntas dos primeiros cinco minutos são feitas a partir das suas respostas. Ou seja: é você quem escolhe os assuntos dessa parte do exame.

Três conselhos para preencher bem:

  1. Escreva com detalhes. Uma resposta vaga traz uma pergunta vaga. Um detalhe traz uma pergunta fácil.
  2. Escreva só o que você sabe contar em português. Se você escrever que gosta de astronomia, prepare as palavras da astronomia.
  3. Anote o que você escreveu e releia na véspera da prova.
No questionário A pergunta que pode vir
Gosto de música. De que tipo de música você gosta?
Toco violão desde os quinze anos e adoro samba. Como você começou a tocar violão?

A segunda resposta leva a uma história que você já tem pronta.

A resposta em três partes

A resposta de uma frase só é um dos erros mais comuns na parte oral. Quem fala pouco mostra pouco. Por isso, responda sempre em três partes: a resposta, a razão e um exemplo.

A pergunta é: Você gosta da cidade onde mora?

Parte Português
Resposta Gosto, sim.
Razão É uma cidade pequena, e eu posso fazer quase tudo a pé.
Exemplo Por exemplo, eu levo dez minutos para chegar ao trabalho.

As três partes juntas levam de 30 a 40 segundos. É o tamanho certo: você mostrou que sabe desenvolver uma ideia, e o interlocutor pode fazer a pergunta seguinte.

  • Para dar a razão: porque, é que, por causa de.
  • Para dar o exemplo: por exemplo, uma vez, no ano passado, outro dia.

Responda com o verbo. Os brasileiros quase nunca respondem só com sim. Eles repetem o verbo da pergunta: Você trabalha aqui? Trabalho, sim. Você gosta de café? Gosto. Você já foi ao Rio? Não, ainda não fui. É uma resposta curta e muito natural. Depois dela vêm a razão e o exemplo.

Prepare as suas histórias

Os primeiros cinco minutos são sobre a sua vida, e a sua vida não muda no dia do exame. Prepare cinco histórias curtas:

  • como o português entrou na minha vida;
  • como cheguei à minha profissão ou ao meu curso;
  • uma viagem ou uma mudança importante;
  • uma dificuldade que eu superei (overcame);
  • um plano para os próximos anos.

Cada história responde a quatro perguntas: quando e onde foi, o que aconteceu, como eu me senti, o que mudou depois.

Prepare ideias, não frases decoradas. Um texto decorado parece leitura, e basta uma pergunta um pouco diferente para ele não servir mais. Anote só palavras-chave: 2019, intercâmbio, Recife, medo de falar, a feira de sábado. Com elas, você conta a mesma história de três jeitos.

Há quanto tempo? Para dizer I've lived here for three years, o português usa o presente: Moro aqui há três anos. ou Faz três anos que moro aqui. Para um fato que já terminou, use o passado: Cheguei ao Brasil há três anos. (three years ago).

Prática

Leia e ouça um trecho de entrevista. Observe as três partes na primeira resposta de Mark.

Examinadora Você escreveu no questionário que é enfermeiro. Por que escolheu essa profissão? You wrote in the questionnaire that you’re a nurse. Why did you choose that profession?

Mark Olha, eu escolhi por causa da minha avó. Well, I chose it because of my grandmother.

Mark Ela ficou doente quando eu tinha quinze anos, e eu ajudava a cuidar dela. She got sick when I was fifteen, and I used to help take care of her.

Mark Foi aí que eu percebi que gostava de cuidar das pessoas. That’s when I realized I liked taking care of people.

Examinadora E há quanto tempo você trabalha na área? And how long have you worked in the field?

Mark Trabalho há oito anos. Comecei em um hospital pequeno, na minha cidade. I’ve worked in it for eight years. I started in a small hospital in my hometown.

Mark Hoje eu trabalho com crianças, que é o que eu mais gosto de fazer. Today I work with children, which is what I like doing most.

Examinadora E o português, como entrou na sua vida? And Portuguese, how did it come into your life?

Mark Por causa de um colega brasileiro. Ele me convidou para passar as férias em Salvador. Because of a Brazilian colleague. He invited me to spend the holidays in Salvador.

Mark Eu voltei apaixonado pela língua e, no mês seguinte, comecei a estudar. I came back in love with the language and, the next month, I started studying.

Responda sobre a entrevista.

  1. Por que Mark escolheu ser enfermeiro?Porque o pai dele era médico Porque queria morar no Brasil Porque ajudou a cuidar da avó doente
  2. Há quanto tempo Mark trabalha na área?Há oito meses Há quinze anos Há oito anos
  3. Na primeira resposta de Mark, qual é o exemplo?As férias em Salvador O hospital pequeno A história da avó doente
  4. Como o português entrou na vida de Mark?Por meio de um colega brasileiro Por causa de um curso na faculdade Por causa de uma paciente
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  1. Por que Mark escolheu ser enfermeiro? Porque ajudou a cuidar da avó doente
  2. Há quanto tempo Mark trabalha na área? Há oito anos
  3. Na primeira resposta de Mark, qual é o exemplo? A história da avó doente
  4. Como o português entrou na vida de Mark? Por meio de um colega brasileiro

Escolha a resposta certa.

  1. Na parte oral do Celpe-Bras, de onde vêm as perguntas dos primeiros cinco minutos?De um sorteio feito na hora Do questionário de inscrição De um texto de jornal
  2. Na parte oral do Celpe-Bras, o que faz o avaliador-observador?Escuta e dá notas Conversa com o candidato Lê o cartão em voz alta
  3. Na nota do observador da parte oral do Celpe-Bras, quanto vale a pronúncia?42% 50% 8%
  4. “Você gosta do seu trabalho?” Qual resposta tem as três partes: resposta, razão e exemplo?Gosto, sim, porque aprendo todo dia. Ontem, por exemplo, uma colega me ensinou a usar um programa novo. Gosto muito, muito mesmo. Sim. É um trabalho. Eu trabalho lá.
  5. “Gosto de viajar. Por exemplo, no ano passado fui ao Chile.” Que parte falta nessa resposta?A resposta A razão O exemplo
  6. “Você mora aqui há muito tempo?” Qual é a resposta mais natural no Brasil?Sim, eu moro aqui por cinco anos atrás. Sim, eu faço. Moro, sim. Faz cinco anos.
  7. “Escreva um e-mail à coordenadora do curso sugerindo a criação de um grupo de conversação.” Para quê?Para pedir uma vaga no curso Para agradecer pelas aulas Para sugerir a criação de um grupo
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  1. Na parte oral do Celpe-Bras, de onde vêm as perguntas dos primeiros cinco minutos? Do questionário de inscrição
  2. Na parte oral do Celpe-Bras, o que faz o avaliador-observador? Escuta e dá notas
  3. Na nota do observador da parte oral do Celpe-Bras, quanto vale a pronúncia? 8%
  4. “Você gosta do seu trabalho?” Qual resposta tem as três partes: resposta, razão e exemplo? Gosto, sim, porque aprendo todo dia. Ontem, por exemplo, uma colega me ensinou a usar um programa novo.
  5. “Gosto de viajar. Por exemplo, no ano passado fui ao Chile.” Que parte falta nessa resposta? A razão
  6. “Você mora aqui há muito tempo?” Qual é a resposta mais natural no Brasil? Moro, sim. Faz cinco anos.
  7. “Escreva um e-mail à coordenadora do curso sugerindo a criação de um grupo de conversação.” Para quê? Para sugerir a criação de um grupo

Complete a frase.

  1. Moro em Toronto ______ dois anos.I’ve lived in Toronto for two years.
  2. ______ três anos que estudo português.I’ve been studying Portuguese for three years.
  3. Escolhi essa profissão por ______ da minha avó.I chose this profession because of my grandmother.
  4. Gosto do bairro. Por ______, tem uma feira ótima aos sábados.I like the neighborhood. For example, there’s a great market on Saturdays.
  5. Quando eu ______ criança, morava em uma cidade pequena. (ser)When I was a child, I lived in a small town.
  6. Sugiro que o curso ______ um grupo de conversação. (criar)I suggest that the course create a conversation group.
  7. ______ Senhora Coordenadora,Dear Coordinator, (formal greeting to a woman)
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  1. Moro em Toronto há dois anos.
  2. Faz três anos que estudo português.
  3. Escolhi essa profissão por causa da minha avó.
  4. Gosto do bairro. Por exemplo, tem uma feira ótima aos sábados.
  5. Quando eu era criança, morava em uma cidade pequena.
  6. Sugiro que o curso crie um grupo de conversação.
  7. Prezada Senhora Coordenadora,

Coloque as palavras em ordem.

  1. I started studying Portuguese four years ago.______
  2. It was a very important experience for me.______
  3. I’ve always wanted to see the Northeast of Brazil.______
  4. I’d like to suggest an activity for the students.______
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  1. Comecei a estudar português há quatro anos.
  2. Foi uma experiência muito importante para mim.
  3. Sempre quis conhecer o Nordeste do Brasil.
  4. Gostaria de sugerir uma atividade para os alunos.

Ouça e escreva o que você ouve.

  1. ______I’ve lived in Brazil for three and a half years.
  2. ______I have two brothers and an older sister.
  3. ______The conversation about you lasts five minutes.
  4. ______I’m available to help organize the group.
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  1. Moro no Brasil há três anos e meio.
  2. Tenho dois irmãos e uma irmã mais velha.
  3. A conversa sobre você dura cinco minutos.
  4. Fico à disposição para ajudar a organizar o grupo.

Responda em voz alta, em três partes: resposta, razão e exemplo. Depois compare com o modelo.

  1. Você gosta do lugar onde mora?

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    Gosto, sim. É um bairro tranquilo e tem tudo perto. Por exemplo, eu vou a pé ao mercado, à farmácia e até ao trabalho.

  2. Há quanto tempo você estuda português, e por que começou?

    Show a model answer

    Estudo há dois anos. Comecei por causa do meu trabalho, porque a minha empresa tem clientes no Brasil. No ano passado, por exemplo, eu fiz a minha primeira reunião em português.

  3. Conte, em poucas frases, uma viagem importante para você.

    Show a model answer

    Em 2019, eu passei um mês em Recife. Fiquei na casa de uma família e, no começo, tinha medo de falar. Depois de uma semana, eu já fazia as compras sozinho na feira. Foi ali que eu perdi o medo.

  4. Que plano você tem para os próximos anos?

    Show a model answer

    Eu pretendo fazer um mestrado no Brasil. É que a minha área é a engenharia ambiental, e há boas universidades aqui. Por isso eu preciso do certificado.

Tarefa

Esta semana, as tarefas têm 30 minutos, para a mão não perder o costume. Faça o QPQO no rascunho, numere o que o enunciado pede, leia a reportagem com a caneta na mão e ligue o relógio.

Texto para ler

Em Brasília, estudantes trocam idiomas na hora do almoço

Toda quarta-feira, ao meio-dia, as mesas do jardim ao lado do restaurante de uma universidade pública de Brasília são ocupadas por duplas que conversam sem parar. Em cada mesa há um brasileiro e um estrangeiro. Durante a primeira meia hora, só se fala português; na segunda, a língua do visitante. É o Língua em Dupla, projeto criado há três anos por professores do centro de idiomas da universidade.

A ideia partiu da professora Verônica Sales, que dá aulas de português para estrangeiros. Ela percebeu que muitos alunos terminavam o curso com boa gramática, mas com medo de abrir a boca fora da sala. “Em uma turma de vinte pessoas, cada aluno fala dois ou três minutos por aula. Na dupla, fala meia hora”, compara.

O funcionamento é simples. O interessado preenche um formulário na internet, informa a língua que fala e a que quer praticar, e a coordenação forma os pares. Não há professor na mesa, nem nota, nem mensalidade. Para ajudar quem não sabe por onde começar, cada mesa recebe um cartão com sugestões de assunto, como comida, família ou feriados, mas ninguém é obrigado a segui-lo. A única regra é dividir o tempo igualmente entre as duas línguas.

O projeto começou com 14 participantes e hoje reúne 160, que praticam 11 idiomas. Inglês, espanhol e francês são os mais procurados, mas também há duplas de japonês, coreano e árabe. Uma pesquisa feita pela coordenação no fim do ano passado mostrou que oito em cada dez estrangeiros dizem ter perdido o medo de falar português depois de um semestre. Entre os brasileiros, 70% nunca tinham conversado com um estrangeiro antes de entrar no projeto.

O ganês Kwame Mensah, de 24 anos, estudante de engenharia, é um dos mais animados. “Eu sabia conjugar verbos, mas não sabia pedir um pão de queijo. Minha dupla me ensinou gírias, me levou à feira e me explicou as piadas”, conta. Sua parceira, Júlia Tavares, de 20 anos, quer fazer mestrado no exterior. “Eu ensino português e ganho uma aula de inglês de graça. E ainda ganhei um amigo”, diz.

Nem todas as duplas dão certo. Algumas desistem depois de poucas semanas, e outras têm níveis muito diferentes. Para diminuir o problema, a coordenação pede que cada par se comprometa por pelo menos oito semanas e troca as duplas a cada semestre. Em dias de chuva, os encontros passam para o saguão da biblioteca.

Escolas de idiomas de outras cidades já procuraram a universidade para copiar o modelo. Para Verônica, não há segredo: “Qualquer curso pode fazer isso. Basta ter alunos de português, brasileiros que queiram aprender outra língua e alguém que organize a lista”.

Reportagem escrita para este curso, no formato do exame.

Tarefa 3 · leitura → texto · 30 minutos

Um grupo de conversa para o curso

Você estudou português em um curso para estrangeiros e sentiu falta de oportunidades para conversar com brasileiros. Depois de ler a reportagem “Em Brasília, estudantes trocam idiomas na hora do almoço”, escreva um e-mail à coordenadora do curso sugerindo a criação de um grupo de conversação entre alunos estrangeiros e brasileiros. Em seu texto, explique como o projeto Língua em Dupla funciona e apresente os resultados que ele alcançou.

Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.

I’ve finished writing: check my text

Confira o seu texto

  • Dá para ver quem escreve: um ex-aluno do curso de português.
  • O texto fala com o leitor certo: a coordenadora do curso.
  • Cumpre o propósito: sugerir a criação de um grupo de conversação.
  • Tem forma de e-mail formal: começo, fim e tom adequados.
  • Sugere claramente a criação de um grupo de conversação no curso
  • Explica como o projeto funciona: duplas de um brasileiro e um estrangeiro, metade do tempo em cada língua, sem professor, sem nota e sem custo
  • Apresenta pelo menos dois resultados: o crescimento do projeto, a perda do medo de falar, o contato entre brasileiros e estrangeiros
  • Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
  • Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
  • Os erros de língua não atrapalham a leitura.

Texto modelo: nota 5

Assunto: Sugestão de um grupo de conversação

Prezada Professora Regina,

Sou Thomas Reed, ex-aluno do curso de português, da turma avançada do ano passado. Escrevo para sugerir uma atividade que, na minha opinião, faria muita diferença para os próximos alunos: um grupo de conversação entre estrangeiros e brasileiros.

A ideia vem de um projeto de uma universidade de Brasília, chamado Língua em Dupla, sobre o qual li recentemente. Lá, a coordenação junta um estudante brasileiro e um estrangeiro, de acordo com as línguas que cada um fala e deseja treinar. Uma vez por semana, os dois conversam durante uma hora: metade do tempo em português, metade no idioma do estrangeiro. Não existe professor, avaliação nem pagamento, apenas um cartão com temas para quem precisa de ajuda para começar.

Os resultados são animadores. Em três anos, o número de participantes passou de 14 para 160. Além disso, a grande maioria dos estrangeiros afirma que deixou de ter medo de falar português após um semestre, e muitos brasileiros tiveram ali o primeiro contato com alguém de outro país.

Quando eu era aluno, sentia falta exatamente disso: tempo para conversar de verdade. Como o projeto praticamente não tem custo, acredito que o nosso curso poderia testá-lo já no próximo semestre.

Se a senhora achar a proposta interessante, posso ajudar a organizar a lista de duplas.

Atenciosamente,

Thomas Reed

Why it’s a 5: The writer is visible from the first line ("ex-aluno do curso de português") and so is the purpose. The explanation is built for a coordinator who has to picture the activity: pairs, one hour a week, half in each language, no teacher and no fee. The facts are reworded: the report's "oito em cada dez" becomes "a grande maioria", and only one pair of figures is kept ("de 14 para 160"). It ends with a concrete offer and the closing of a formal e-mail.

Texto modelo: nota 3

Olá professora Regina,

Como vai? Eu fui seu aluno no ano passado. Eu li uma reportagem muito interessante sobre um projeto em Brasília e quero falar sobre isso.

O projeto se chama Língua em Dupla. Em cada mesa há um brasileiro e um estrangeiro. Durante a primeira meia hora, só se fala português; na segunda, a língua do visitante. Não há professor na mesa, nem nota, nem mensalidade.

Eu sou de acordo com a professora do projeto que a dupla é melhor que a aula. Quando eu estudei no curso eu tinha vergonha de falar com brasileiros na rua. As pessoas aprendem mais rápido quando elas praticam com nativos. Na minha opinião é um boa oportunidade por os alunos e também é bom para fazer amigos novos.

Eu penso que o curso pode fazer um grupo assim também. Eu espero que você gosta da minha ideia.

Abraços,

Thomas

Why it’s a 3: It suggests a group, and the reader can follow it. But "Olá", "você" and "Abraços" are too casual for a course coordinator, and the second paragraph is lifted from the report almost word for word ("Durante a primeira meia hora, só se fala português…"). The results the task asks for are missing: the third paragraph gives the writer's own opinions where the project's figures should be. The slips (Eu sou de acordo for Concordo, um boa oportunidade por os alunos, espero que você gosta for goste) don't block the reader. Rewording the explanation and adding two results from the report would make this a 4.

Fala

Hoje são duas rodadas. Na primeira, o assunto é a sua história: dê as três partes em cada resposta. Na segunda, você recebe um cartão: leia em silêncio por um minuto e só depois ouça a primeira pergunta. Não escreva nada antes. Se puder, grave as suas respostas no celular e ouça depois.

Entrevista · 5 minutos

A sua história

The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.

  1. Para começar, conte um pouco da sua história. Onde você nasceu e onde cresceu?
  2. Como era a sua vida quando você era criança?
  3. Qual foi a mudança mais importante da sua vida até hoje? Conte como foi.
  4. Qual foi o seu primeiro contato com a língua portuguesa?
  5. Conte uma situação engraçada ou difícil que você viveu por causa do português.
  6. De que você mais sente falta quando está longe de casa?
  7. O que as pessoas costumam achar curioso quando você fala do seu país?
  8. Que planos você tem para os próximos anos? O português faz parte deles?
Palavras úteis e uma resposta modelo
  • nasci em… e cresci em… I was born in… and grew up in…
  • quando eu era criança, eu costumava… when I was a child, I used to…
  • foi aí que eu percebi que… that’s when I realized that…
  • sinto falta de… I miss…
  • pretendo… I intend to…

Pergunta 5: Ah, tenho uma história boa. No meu primeiro mês no Brasil, eu fui a uma padaria e pedi “um pão de queixo”, em vez de “pão de queijo”. A moça riu muito, mas foi simpática e me explicou a diferença. Eu fiquei com vergonha, claro, quer dizer, fiquei vermelho na hora. Mas depois disso eu nunca mais errei essa palavra. Hoje eu acho que errar em público é o jeito mais rápido de aprender.

Elemento provocador · 5 minutos

Comportamento

Morar sozinho

Cada vez mais brasileiros moram sozinhos. Em um levantamento feito com moradores de seis capitais, a maioria dos que vivem sós diz que não trocaria a liberdade por companhia. Mas nem tudo é silêncio e sossego: as contas não se dividem, e o domingo à noite pode ser longo. Para a psicóloga Renata Viana, morar só não é o mesmo que ser sozinho. “É uma escola. A gente aprende a cuidar da casa, do dinheiro e de si mesmo”, diz.

Gostam da liberdade72%

Acham caro manter a casa61%

Sentem solidão às vezes48%

Voltariam a morar com a família19%

Material criado para este curso.

The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.

  1. De que trata o material?
  2. O que os números mostram sobre a vida de quem mora sozinho?
  3. Na sua opinião, quais são as vantagens e as desvantagens de morar sozinho?
  4. Você mora ou já morou só? Como foi essa experiência?
  5. A psicóloga diz que morar só é uma escola. Você concorda? Por quê?
  6. No seu país, é comum uma pessoa morar sozinha? Em que fase da vida?
  7. Por que você acha que cada vez mais pessoas moram sozinhas nas grandes cidades?
  8. E no Brasil, o que você já observou sobre esse assunto?
Palavras úteis e uma resposta modelo
  • o sossego peace and quiet
  • dividir as contas to split the bills
  • sentir solidão to feel lonely
  • sentir falta de alguém to miss someone
  • dar conta de tudo to manage everything

Pergunta 3: Bom, eu vejo os dois lados. A maior vantagem é a liberdade: você come na hora que quer, arruma a casa do seu jeito, ninguém reclama. Por outro lado, é caro, porque você paga tudo sozinho, e às vezes bate uma solidão, principalmente no domingo. No meu caso, eu morei sozinha dois anos e gostei, mas confesso que sentia falta de alguém para conversar no jantar. Então, para mim, vale a pena, mas não para sempre.

Finish day 29

Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.

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