Celpe-Bras course › Week 4: Argue
Today you practice, against the clock:
- A Tarefa 4 in 40 minutes: a reader's letter that answers a column and takes a position
- A Tarefa 3 in 40 minutes: a formal e-mail that suggests a project and answers the reader's worry
- Two oral cards of 5 minutes each, with opinions, concessions and conditions
- About 90 minutes in all, with nothing new to learn
Today's two texts ask for different things from the same skills. The first one argues with an author. The second persuades a director who has every reason to say no. Do them one after the other, without a break, as you will in the exam.
Before you start
Four reminders from this week. Read them once, then close them.
- Position first. In the letter, the reader should know by the end of the first paragraph whether you agree. A claim, two reasons, and the column's own facts in your words.
- Sum up fairly, then answer. Two sentences on what the author defends and proposes, a point you grant (embora… , é verdade que… mas…), then your answer.
- Check the verb after the trigger. Não acho que seja. É importante que a escola faça. Embora a ideia seja boa. Sugiro que o hospital crie. Se adotarmos. Caso o senhor aprove.
- The e-mail goes back to Week 1. Subject line, Prezado, who you are in the first sentence, o senhor or a senhora, a next step at the end, Atenciosamente. The facts are selected for one reader: ask yourself what a hospital director fears most.
Two minutes of planning are part of the 40. QPQO, the numbered points, your position or your request in one line. Then write. Stop when the clock stops, even in the middle of a sentence: you need to know what 40 minutes of your writing looks like.
Tarefas
Start with the column. When the first 40 minutes are over, go straight to the second task and mark both texts at the end.
Texto para ler
Notas na escola: é hora de abolir?
“Professora, vale nota?” Em vinte e dois anos dando aulas de matemática, essa é a pergunta que mais ouvi. Ela vem antes de qualquer atividade, de um exercício no quadro a um passeio ao museu. Se a resposta é sim, a turma se mexe. Se é não, metade guarda o caderno. Durante muito tempo, culpei os alunos. Hoje acho que a culpa é do sistema que nós, adultos, montamos para eles.
A nota nasceu para medir a aprendizagem e acabou tomando o lugar dela. O aluno que tira 6 não se pergunta o que deixou de entender; pergunta quanto precisa tirar na próxima prova para “fechar a média”. O que tira 9 aprende que já pode parar. E o que tira 3 conclui, aos onze anos, que “não é de exatas”, rótulo que muitos carregam pelo resto da vida. Um número sozinho não diz a ninguém onde errou nem o que fazer para melhorar.
No ano passado, resolvi fazer uma experiência com as minhas três turmas de 7º ano, em uma escola pública de Sorocaba. Durante um semestre, devolvi as provas sem nota, apenas com comentários: o que estava certo, onde o raciocínio se perdeu, o que refazer. O aluno podia corrigir e entregar de novo quantas vezes quisesse. No começo, houve revolta, dos alunos e dos pais. Mas algo mudou. Antes, de cada dez provas devolvidas, uma era refeita. Ao fim do semestre, eram sete. As colas quase desapareceram, pois não fazia sentido colar em uma prova que não valia pontos. No exame aplicado a toda a rede no fim do ano, minhas turmas ficaram um pouco acima das outras turmas da escola. Não é uma pesquisa científica, mas é um sinal.
Sei o que os defensores da nota vão dizer. Que os pais precisam de uma informação clara, e que um boletim cheio de comentários dá trabalho para ler. Que o mundo lá fora dá notas o tempo todo, do vestibular à entrevista de emprego, e que a escola deve preparar para ele. Que, sem nota, o aluno se acomoda. São argumentos sérios. Ao primeiro, respondo que “7,5” é claro só na aparência: nenhum pai sabe, olhando para esse número, se o filho entende frações. Ao segundo, que ninguém aprende a nadar sendo jogado ao mar; primeiro se aprende, depois se compete. Quanto ao terceiro, minha experiência mostrou o contrário.
Há um obstáculo real, e ele não é pedagógico. Escrever comentários para 105 alunos me custou, em média, seis horas a mais de trabalho por semana, que ninguém me pagou. Um professor que dá aulas em duas escolas, para quatrocentos alunos, não tem como fazer o mesmo. Abolir a nota sem dar tempo ao professor seria trocar um número ruim por um comentário apressado.
Por isso, minha proposta é gradual. Defendo que as notas sejam abolidas até o fim do 9º ano e substituídas por dois instrumentos: comentários escritos a cada trabalho e uma pasta com as produções do aluno, apresentada por ele mesmo aos pais a cada trimestre. No ensino médio, quando os exames de seleção se aproximam, as notas voltariam. E, para que isso funcione, cada professor precisaria ter parte da sua carga horária reservada para avaliar.
A pergunta que eu gostaria de ouvir um dia, antes de uma atividade, é outra: “Professora, o que a gente vai aprender com isso?”. Enquanto a resposta valer pontos, ela não virá.
Coluna da professora Cláudia Bittencourt para a revista Sala Aberta. Texto escrito para este curso, no formato do exame.
Tarefa 4 · leitura → texto · 40 minutos
Escola sem notas?
Você é leitor da revista Sala Aberta e leu a coluna “Notas na escola: é hora de abolir?”, da professora Cláudia Bittencourt. Escreva uma carta do leitor à revista posicionando-se sobre a proposta da autora de acabar com as notas até o 9º ano. Em seu texto, retome a experiência relatada pela colunista e os argumentos que ela apresenta e defenda o seu ponto de vista.
Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.
I’ve finished writing: check my text
Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um leitor da revista Sala Aberta.
- O texto fala com o leitor certo: a revista e os seus leitores.
- Cumpre o propósito: posicionar-se sobre a proposta de abolir as notas até o 9º ano.
- Tem forma de carta do leitor: começo, fim e tom adequados.
- Cita a coluna, a autora e a revista
- Deixa claro se é a favor da proposta, contra ela ou a favor em parte
- Retoma a experiência da professora: provas devolvidas só com comentários, alunos que passaram a refazê-las, menos colas
- Retoma pelo menos um argumento da coluna: a nota informa pouco, rotula o aluno, ou exige tempo que o professor não tem
- Defende a posição com pelo menos duas razões
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Prezada editora,
Escrevo a propósito da coluna “Notas na escola: é hora de abolir?”, da professora Cláudia Bittencourt, publicada na última edição desta revista. Sou pai de uma menina de doze anos e, confesso, comecei a leitura desconfiado: sempre achei que o boletim era a forma mais simples de saber como minha filha estava na escola.
A experiência relatada pela autora me fez mudar de ideia em parte. Ao devolver as provas apenas com observações sobre os erros, permitindo que os alunos as refizessem, ela viu o número de provas corrigidas pelos próprios estudantes passar de uma para sete em cada dez, e as colas praticamente sumirem. É um resultado que nenhum número no boletim consegue. Concordo com ela quando afirma que a nota informa pouco: sei que minha filha tirou 6 em matemática, mas não sei o que ela não entendeu.
Ainda assim, não acho que abolir as notas até o 9º ano seja viável hoje. A própria colunista admite que os comentários lhe custaram seis horas semanais a mais de trabalho não pago. Embora a proposta preveja tempo reservado para a avaliação, é pouco provável que as escolas o garantam tão cedo, e um comentário feito às pressas ajuda menos que uma nota.
Por isso, defendo um caminho intermediário: que as notas continuem, mas sempre acompanhadas de uma orientação sobre o que refazer, e que os alunos possam corrigir as suas provas. Assim, o número deixaria de ser o ponto final.
Atenciosamente,
Sérgio Tavares, de Niterói, RJ
Why it’s a 5: The letter names the column and the author and says where it appeared, and the reader's role ("pai de uma menina de doze anos") gives him a reason to write. He sums up the experiment accurately in his own words ("de uma para sete em cada dez"), grants what convinced him, and then takes a clear position against the proposal as it stands, using the columnist's own admission about unpaid hours. The subjunctives are in place ("não acho que… seja viável", "embora a proposta preveja", "é pouco provável que as escolas o garantam"), and the letter ends with a middle way before the closing.
Texto modelo: nota 3
Senhores,
Eu li a coluna sobre as notas na escola e quero dar minha opinião. Eu discordo com a professora porque as notas são importantes.
A nota nasceu para medir a aprendizagem e acabou tomando o lugar dela. O aluno que tira 6 não se pergunta o que deixou de entender. Mas eu não acho que isso é verdade para todos os alunos. Quando eu era estudante, eu sempre queria tirar notas boas e isso me fazia estudar mais. Sem notas eu não estudaria nada!
A professora fez uma experiência com suas turmas e ela não deu notas. Os alunos melhoraram. Mas eu penso que era porque ela é uma boa professora, não por causa das notas. Embora a experiência foi interessante, o mundo tem notas em todo lugar: na universidade, no trabalho. Os pais também precisam de saber como seus filhos vão. É importante que a escola prepara as crianças pela vida real.
Em resumo, as notas tem problemas mas nós não devemos abolir elas.
Atenciosamente,
Anna
Why it’s a 3: The position is clear and it answers the column, so the task is done. But the letter doesn't name the column, the author or the magazine, and the experiment is reduced to "ela não deu notas": the comments, the rewritten tests and the cheating are all missing. Two sentences are copied from the column ("A nota nasceu para medir a aprendizagem…"), and the proposal itself, no grades up to the 9th grade, is never stated. Language: discordo com for discordo de, não acho que isso é for seja, embora a experiência foi for tenha sido, precisam de saber for precisam saber, prepara as crianças pela vida for prepare as crianças para a vida, tem for têm, abolir elas for aboli-las. Naming the article, describing the experiment in her own words and stating the proposal would make this a 4.
Texto para ler
Cães terapeutas mudam a rotina de hospital em Goiânia
Às terças e quintas, às três da tarde, o corredor da pediatria do Hospital Vale do Cerrado, em Goiânia, fica em silêncio por alguns segundos. Depois vêm os gritos, de alegria. É a hora em que chegam Mel, uma labradora de seis anos, e Pipoca, um vira-lata de pelo caramelo, com lenço azul no pescoço e crachá de “voluntário”. Os dois fazem parte do projeto Visita de Quatro Patas, que há três anos leva cães treinados a pacientes internados.
A ideia partiu da fisioterapeuta Débora Antunes, que notava como era difícil convencer crianças e idosos a sair da cama. “Eu pedia para o paciente dar dez passos e ele dizia que não conseguia. Com o cachorro no fim do corredor, ele dá trinta”, conta. Ela procurou o Instituto Cão Amigo, organização que treina animais para esse tipo de trabalho, e apresentou um plano à direção. A primeira resposta foi não. “Bicho em hospital me parecia um risco absurdo”, admite o diretor, o médico Alberto Faria. Ele mudou de ideia depois que a comissão de controle de infecção do hospital escreveu, com a equipe do projeto, um conjunto de regras.
As regras são rígidas. Cada cão passa por um teste de comportamento, toma banho na véspera da visita, tem as vacinas em dia e é examinado por um veterinário a cada três meses. As visitas duram 40 minutos e acontecem na pediatria, na oncologia e na ala de idosos; a UTI e os quartos de isolamento ficam de fora. Só recebe o animal o paciente que tem autorização do médico e da família, e quem tem alergia ou medo é poupado. Antes e depois de tocar o cão, todos higienizam as mãos. Em três anos e mais de 2 mil visitas, segundo a infectologista Regina Moura, o hospital não registrou nenhum caso de infecção ligado aos animais.
Os resultados aparecem nos prontuários. Em um levantamento feito pelo hospital com 180 pacientes, 78% disseram sentir menos ansiedade depois das visitas. Na pediatria, os pedidos de remédio para dor caem cerca de um quarto nos dias em que os cães aparecem. E a participação nas sessões de fisioterapia, a preocupação inicial de Débora, quase dobrou entre os idosos. “Meu filho ficou onze dias sem sorrir depois da cirurgia. Sorriu quando a Mel pôs a cabeça na cama dele”, lembra Simone Araújo, mãe de Davi, de 7 anos.
Os funcionários também sentem a diferença. A técnica de enfermagem Joana Ribeiro diz que os plantões de terça e quinta são os mais leves da semana: “A gente também faz carinho no cachorro. Cinco minutos e o estresse vai embora”.
O custo é baixo. Os oito cães do projeto pertencem a voluntários, que os acompanham nas visitas e foram treinados pelo instituto sem pagar nada. O hospital paga apenas o material de higiene e um seguro, cerca de R$ 900 por mês. Hoje há uma fila de 23 pessoas querendo inscrever os seus animais, mas só um em cada cinco cães passa no teste. Mel, a veterana, foi encontrada abandonada em um posto de gasolina na saída para Anápolis e adotada por uma professora aposentada.
A terapia com animais não é novidade: há registros do seu uso em hospitais desde o século passado. No Brasil, porém, ela ainda depende da iniciativa de cada instituição. O Instituto Cão Amigo diz receber pedidos de hospitais de todo o estado e oferece, sem custo, uma visita de orientação para quem quer começar. “O mais difícil é o primeiro sim”, resume Débora. O doutor Alberto concorda: “Eu tinha medo das bactérias. Não tinha pensado na tristeza, que também adoece”.
Reportagem escrita para este curso, no formato do exame.
Tarefa 3 · leitura → texto · 40 minutos
Cães terapeutas no nosso hospital
Você é enfermeiro em um hospital onde muitos pacientes passam semanas internados. Depois de ler a reportagem “Cães terapeutas mudam a rotina de hospital em Goiânia”, escreva um e-mail ao diretor do seu hospital sugerindo a criação de um programa de visitas de cães terapeutas. Em seu texto, explique como o projeto funciona no hospital de Goiânia, apresente os resultados obtidos e mostre como os riscos são controlados.
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Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um enfermeiro do hospital.
- O texto fala com o leitor certo: o diretor do hospital.
- Cumpre o propósito: sugerir a criação de um programa de visitas de cães terapeutas.
- Tem forma de e-mail formal: começo, fim e tom adequados.
- Sugere claramente a criação do programa
- Explica como o projeto funciona: cães treinados que pertencem a voluntários, duas visitas por semana, de 40 minutos, em alas determinadas
- Apresenta pelo menos dois resultados: menos ansiedade, menos pedidos de remédio para dor, mais participação na fisioterapia, equipe menos estressada
- Mostra como os riscos são controlados: teste, banho, vacinas e veterinário, autorização do médico e da família, UTI e isolamento de fora, nenhuma infecção em três anos
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Assunto: Sugestão de programa de visitas de cães terapeutas
Prezado Dr. Henrique,
Sou Patrícia Lemos, enfermeira da ala de pediatria, e escrevo para sugerir uma iniciativa que pode tornar a internação menos difícil para os nossos pacientes: um programa de visitas de cães terapeutas.
A proposta se inspira em um projeto que existe há três anos em um hospital de Goiânia. Lá, duas vezes por semana, cães treinados, acompanhados dos seus donos, que são voluntários, passam 40 minutos com pacientes da pediatria, da oncologia e da ala de idosos.
Os efeitos são expressivos. Quase 80% dos pacientes ouvidos pelo hospital afirmaram ficar menos ansiosos após as visitas. Entre as crianças, a procura por medicamentos para dor diminui em torno de 25% nos dias em que os animais aparecem, e os idosos passaram a participar muito mais da fisioterapia.
Sei que a primeira preocupação do senhor será a segurança. No hospital goiano, as regras foram definidas com a comissão de controle de infecção: os cães são testados, vacinados, examinados regularmente por um veterinário e tomam banho no dia anterior; só participam pacientes autorizados pelo médico e pela família, e a UTI e os isolamentos ficam fora do roteiro. Em mais de 2 mil visitas, não houve nenhuma infecção associada aos animais.
O custo é pequeno, menos de mil reais por mês, e a organização que treina os cães orienta gratuitamente os hospitais interessados.
Se o senhor considerar a ideia viável, posso preparar um plano inicial com a nossa comissão de controle de infecção.
Atenciosamente,
Patrícia Lemos, enfermeira da pediatria
Why it’s a 5: The first sentence gives the role ("enfermeira da ala de pediatria") and the suggestion, and each thing the task asks for has its own paragraph. The facts are chosen for a hospital director: the risk paragraph is the longest, it opens by naming his worry ("a primeira preocupação do senhor será a segurança"), and it ends on the fact that answers it. Figures are reworded ("78%" becomes "quase 80%", "um quarto" becomes "em torno de 25%"), the story of the dog Mel is left out, and the e-mail closes with a next step in the right form ("Se o senhor considerar a ideia viável").
Texto modelo: nota 3
Prezado diretor,
Eu sou enfermeira neste hospital e eu gostaria de sugerir uma programa com cachorros para os pacientes.
Eu li uma reportagem sobre um hospital em Goiânia. Às terças e quintas chegam Mel, uma labradora de seis anos, e Pipoca, um vira-lata de pelo caramelo, com lenço azul no pescoço e crachá de “voluntário”. Os dois fazem parte do projeto Visita de Quatro Patas, que há três anos leva cães treinados a pacientes internados. Mel foi encontrada abandonada em um posto de gasolina.
Os resultados são muito bons. 78% dos pacientes sentem menos ansiedade e as crianças pedem menos remédios por a dor. Os pacientes são mais felizes quando os cachorros visitam eles. Eu acho que nossos pacientes vão gostar também, porque muitos ficam aqui por semanas e eles sentem sozinhos.
Eu sei que tem riscos, mas o hospital de Goiânia não teve problemas.
Eu espero que o senhor aceita minha sugestão. Eu posso ajudar com o programa.
Atenciosamente,
Sarah
Why it’s a 3: The suggestion is clear, two results are given, and the greeting and closing suit the reader. But the paragraph about how the project works is copied from the report and keeps details the director doesn't need (the dogs' names, the scarf, the gas station), while what he does need is missing: who the dogs belong to, how long the visits last, which wards. The control of risks, the third thing the task asked for, gets one vague line ("não teve problemas"). Language: uma programa for um programa, por a dor for para dor, visitam eles for os visitam, sentem sozinhos for se sentem sozinhos, tem riscos for há riscos, espero que o senhor aceita for aceite. A paragraph on the rules, and the project described in her own words, would make this a 4.
Fala
Two cards, five minutes each, one after the other. Read each card for one minute before you start its questions. Aim for one concession (é verdade que… mas…) and one condition (desde que…, se eu tivesse…) on each card.
Elemento provocador · 5 minutos
Família
Idade certa para o primeiro celular
Aos oito anos? Aos doze? Só quando puder pagar a conta? Poucas decisões dividem tanto os pais quanto a hora de dar o primeiro celular. Uns dizem que o aparelho traz segurança, porque permite saber onde o filho está. Outros temem as redes sociais e as horas perdidas diante da tela. Uma pesquisa com pais de alunos de escolas de quatro capitais brasileiras perguntou com que idade os filhos ganharam o primeiro aparelho.
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- O que os números mostram? Algum deles surpreende você?
- Na sua opinião, existe uma idade certa para o primeiro celular? Qual seria?
- O texto diz que o celular traz segurança. Você concorda com esse argumento?
- Com que idade você teve o seu primeiro celular? Para que você usava?
- Se você tivesse um filho de dez anos, que regras criaria para o uso do aparelho?
- No seu país, as escolas permitem o celular na sala de aula?
- Pelo que você observa no Brasil, as crianças usam o celular mais ou menos do que no seu país?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- o aparelho the device
- ficar de olho to keep an eye on
- as redes sociais social media
- estabelecer limites to set limits
- depende da maturidade it depends on how mature the child is
Pergunta 4: Bom, é verdade que o celular ajuda na segurança, mas eu concordo só em parte. Para saber onde o filho está, um telefone simples, sem internet, já resolve, né? O problema é que ninguém dá um telefone simples, dá logo um aparelho com tudo. Então eu acho que a segurança é mais uma desculpa dos pais. Quer dizer, eu daria o celular a uma criança de dez anos, desde que fosse só para ligar.
Elemento provocador · 5 minutos
Educação
Uniforme escolar
Em muitas escolas brasileiras, públicas e particulares, os alunos vestem a mesma camiseta todos os dias. Quem defende o uniforme diz que ele identifica o estudante na rua, evita a competição pelas roupas de marca e facilita a vida das famílias de manhã. Quem critica responde que ele custa caro para quem tem pouco, apaga a personalidade dos jovens e não tem nenhum efeito sobre o que se aprende na sala de aula.
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- Que relação você vê entre a imagem e o texto?
- Na sua opinião, o uniforme diminui as diferenças entre os alunos? Por quê?
- O texto diz que o uniforme apaga a personalidade dos jovens. Você concorda?
- Você usava uniforme na escola? Como ele era e o que você achava dele?
- No seu país, o uniforme escolar é comum? Em que tipo de escola?
- Além da escola, em que profissões o uniforme é importante? Por quê?
- Se você fosse diretor de uma escola, deixaria os alunos escolherem a própria roupa?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- roupa de marca designer clothes
- vestir, usar to wear
- a camiseta the T-shirt
- destacar-se to stand out
- ser obrigatório to be mandatory
Pergunta 3: Olha, eu acho que diminui um pouco, sim. Embora os alunos sempre encontrem um jeito de se comparar, pelo tênis, pelo celular, pela mochila, pelo menos a roupa deixa de ser um problema todo dia. Na minha escola não tinha uniforme, e eu me lembro de colegas que sofriam porque usavam sempre a mesma calça. Então, na minha opinião, o uniforme não resolve a desigualdade, mas esconde um pouquinho.
After
Put the two texts side by side and compare three things. First, the reader: does the letter speak to a magazine about an author, and does the e-mail speak to one person with power, as o senhor? If the two sound the same, one of them is wrong. Second, what the source is doing in your text: in the letter, the column's facts should support or challenge a position; in the e-mail, the report's facts should answer the director's fears. Count how many sentences you took nearly whole from each source. Third, the verbs after the triggers: underline every que, embora, se and caso, and check the verb that follows.
If the letter got the lower mark, reread Days 22 and 23 before tomorrow. If the e-mail did, look again at how today's model at mark 5 orders its paragraphs. Tomorrow is the half mock exam: two tasks and ten minutes of conversation, all under exam conditions.
Finish day 27
Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.