Celpe-Bras course › Week 4: Argue
By the end of today you can:
- Build an opinion from three parts: a claim, two reasons, and what the source says
- Use the indicative after acho que and the subjunctive after não acho que and é importante que
- Write a reader's letter (carta do leitor) that names the article, states your view, argues and closes
- Agree and disagree out loud, politely, and say why
This week is about Tarefa 4, the hardest task of the written part. Its source is usually an opinion column or a dense report, and its statement uses the verbs posicione-se, argumente, proponha. You can no longer only pass facts on to a new reader. You have to say where you stand, and the source has to stay in your text while you do it.
Warm-up: do you remember?
Before anything new, pull these out of memory. They come from earlier days. Getting one wrong is useful: it shows you what to look at again.
- Time is almost up and one thing the task asks for is still missing. What do you do?Leave it out and polish the rest Add one clear sentence about it Write a longer closing
- Qual frase pode ser o primeiro parágrafo de uma matéria de jornal?Espero que os leitores gostem deste texto. Neste sábado, Ouro Preto recebe a décima edição da Feira do Livro. Eu sempre gostei muito de livros.
- Não ______ essa oportunidade! (perder)Don’t miss this opportunity!
- Vale a pena ___ o mel das abelhas nativas.prove provando provar
- Which line is the title of a leaflet?Prezado Senhor Diretor, Li com interesse o artigo publicado nesta revista. Doe sangue: um gesto simples que salva vidas
- One donation can help four people.______
- Houve um ______ do número de leitores. (aumentar)There was an increase in the number of readers.
- Fonte: “O número de visitantes cresceu muito”, diz o diretor.“O número de visitantes cresceu muito.” Houve um grande crescimento do número de visitantes. O número de visitantes caiu muito.
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- Time is almost up and one thing the task asks for is still missing. What do you do? Add one clear sentence about it
- Qual frase pode ser o primeiro parágrafo de uma matéria de jornal? Neste sábado, Ouro Preto recebe a décima edição da Feira do Livro.
- Não perca essa oportunidade!
- Vale a pena provar o mel das abelhas nativas.
- Which line is the title of a leaflet? Doe sangue: um gesto simples que salva vidas
- Uma doação pode ajudar quatro pessoas.
- Houve um aumento do número de leitores.
- Fonte: “O número de visitantes cresceu muito”, diz o diretor. Houve um grande crescimento do número de visitantes.
A claim, two reasons, and the source
An opinion text in this exam is not a free essay about the subject. It answers one particular text, and it has three parts.
| Part | What it does | Português |
|---|---|---|
| The claim | says where you stand, in one sentence, early | Concordo com a autora: o centro deve ser devolvido aos pedestres. |
| Two reasons | say why, each in its own paragraph or its own clear sentences | Em primeiro lugar, o comércio ganha com a mudança. Além disso, a rua fica mais segura. |
| The source | shows that you read the article: its idea, an example or a number from it, in your words | A autora lembra que as lojas da rua venderam mais depois que os carros saíram. |
Here are two openings for the same task, a letter about a column that proposes closing downtown streets to cars.
Weak: Eu acho que os carros são um problema em todas as cidades do mundo. A poluição é muito ruim para a saúde das pessoas.
Better: Concordo com a proposta de Beatriz Nogueira de fechar o centro aos carros. Como ela mostra, na rua onde isso já foi feito as lojas passaram a vender mais.
The weak one has an opinion about cars. The better one has a position on the author's proposal, and it brings a fact from the column. However good its Portuguese, the weak one stays near the bottom of the scale, because it writes about the subject and ignores the task.
Your position can be for, against, or partly for: Concordo em parte com a autora. A mixed position is often the easiest to argue, because you can use the column's best point and then add what it leaves out.
No position is the right one. The graders mark whether your text does its job, and they don't mark which side you take. Choose the side for which you can find two reasons in two minutes, even if you'd vote the other way at home.
Acho que, não acho que, é importante que
Opinion phrases decide the form of the verb that follows them. English doesn't change the verb here, so English speakers get this wrong more than anything else this week.
| You write | The next verb is in the | Português | English |
|---|---|---|---|
| acho que, acredito que, penso que, tenho certeza de que | indicative | Acho que a proposta é boa. | I think the proposal is good. |
| é verdade que, é claro que | indicative | É verdade que o ônibus é ruim. | It's true that the bus is bad. |
| não acho que, não acredito que, duvido que | subjunctive | Não acho que a proposta seja boa. | I don't think the proposal is good. |
| é importante que, é necessário que, é fundamental que | subjunctive | É importante que a prefeitura ouça os moradores. | It's important for city hall to listen to the residents. |
| é possível que, é provável que | subjunctive | É possível que o comércio perca clientes. | The stores may lose customers. |
The idea behind the table: when you present something as a fact you believe, the verb stays in the indicative. When you deny it, doubt it, or say it should happen, the verb goes into the subjunctive.
To form the present subjunctive, take the eu form of the present, drop the -o and swap the vowel: -ar verbs take -e, -er and -ir verbs take -a.
| Infinitive | Eu (present) | Subjunctive | Português |
|---|---|---|---|
| melhorar | melhoro | melhore, melhorem | É importante que o transporte melhore. |
| ter | tenho | tenha, tenham | Não acho que a autora tenha razão. |
| fazer | faço | faça, façam | É necessário que a prefeitura faça uma pesquisa. |
| ouvir | ouço | ouça, ouçam | É fundamental que a cidade ouça os idosos. |
| perder | perco | perca, percam | Duvido que as lojas percam clientes. |
Seven common verbs don't follow the pattern and have to be learned: ser → seja, estar → esteja, ir → vá, haver → haja, dar → dê, saber → saiba, querer → queira.
How strict is the rule? In conversation you will hear Brazilians say não acho que é and, when they want to sound less sure, acredito que seja. Both exist. In the exam, write the forms in the table: they are always right, and they are what a magazine or a newspaper would print.
The reader's letter, in full
You met the carta do leitor on Day 5. Here is the whole kit. Recent papers have asked for it in Tarefa 4: a reader writes to the magazine or newspaper about something it published.
Genre kit: carta do leitor
- Greeting: Prezado editor, or Prezada editora,. You write to the publication. The author is spoken about, in the third person: a autora, a colunista, Beatriz Nogueira.
- First sentence: name the article and say where it appeared. Li com interesse o artigo “Cidades para carros ou para pessoas?”, publicado nesta revista. Add who you are if it gives you the right to speak: Como morador do centro, …
- Position: Concordo com a autora quando ela afirma que o centro precisa de mais calçadas. or Discordo da autora em um ponto.
- Argument: two reasons that use what the article says. No entanto, acredito que a proposta esquece os moradores mais velhos.
- Closing: one sentence that sums up your view, then Atenciosamente, with your name and your city.
- Never: a title, a summary of the whole article, você for the author, or a new subject the article didn't raise.
All the kits are on the genre kits page.
The readers of the magazine may not remember the column, so one or two sentences must say what the author defends. Don't spend more than that: a letter that retells the article and adds "concordo" at the end has no argument, and stays at mark 2 or 3.
Practice
Indicative or subjunctive? Choose the form that completes the sentence.
- Acho que a proposta ___ boa para o comércio do centro.é seja for
- Não acho que fechar a rua ___ o problema do trânsito.resolver resolve resolva
- É importante que a prefeitura ___ os moradores antes de decidir.ouça ouve ouvir
- Tenho certeza de que os pedestres ___ mais espaço.merecem merecer mereçam
- É fundamental que o transporte público ___ antes da mudança.melhora melhorar melhore
- Duvido que os motoristas ___ o carro em casa.deixar deixam deixem
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- Acho que a proposta é boa para o comércio do centro.
- Não acho que fechar a rua resolva o problema do trânsito.
- É importante que a prefeitura ouça os moradores antes de decidir.
- Tenho certeza de que os pedestres merecem mais espaço.
- É fundamental que o transporte público melhore antes da mudança.
- Duvido que os motoristas deixem o carro em casa.
Write the verb in the right form.
- É importante que a cidade ______ mais calçadas. (ter)It’s important for the city to have more sidewalks.
- Não acho que o carro ______ o vilão da história. (ser)I don’t think the car is the villain of the story.
- É necessário que os ônibus ______ no horário. (chegar)The buses need to arrive on time.
- Acho que a autora ______ razão. (ter)I think the author is right.
- Não acredito que a medida ______ bons resultados. (trazer)I don’t believe the measure will bring good results.
- Sugiro que a revista ______ outras opiniões sobre o tema. (publicar)I suggest that the magazine publish other opinions on the subject.
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- É importante que a cidade tenha mais calçadas.
- Não acho que o carro seja o vilão da história.
- É necessário que os ônibus cheguem no horário.
- Acho que a autora tem razão.
- Não acredito que a medida traga bons resultados.
- Sugiro que a revista publique outras opiniões sobre o tema.
The reader's letter and the shape of an opinion.
- Which sentence opens a reader’s letter best?Li com interesse o artigo “Cidades para carros ou para pessoas?”, publicado nesta revista. Desde o início dos tempos, o ser humano precisa se locomover. Oi, Beatriz, tudo bem com você?
- Em uma carta do leitor, a quem o texto se dirige?Aos vizinhos do leitor Ao prefeito da cidade À revista ou ao jornal que publicou o artigo
- Which sentence is a claim?O artigo fala sobre o trânsito nas cidades. Concordo com a autora: o centro precisa de menos carros. A autora é arquiteta e trabalha no centro.
- Which reason uses the source?Todo mundo sabe que carro polui. Segundo a autora, as lojas da rua venderam mais depois da mudança. Eu sempre gostei de andar a pé.
- How does a reader’s letter end?Com “Beijos” e o primeiro nome Com “Atenciosamente”, o nome e a cidade do leitor Com um título em letras grandes
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- Which sentence opens a reader’s letter best? Li com interesse o artigo “Cidades para carros ou para pessoas?”, publicado nesta revista.
- Em uma carta do leitor, a quem o texto se dirige? À revista ou ao jornal que publicou o artigo
- Which sentence is a claim? Concordo com a autora: o centro precisa de menos carros.
- Which reason uses the source? Segundo a autora, as lojas da rua venderam mais depois da mudança.
- How does a reader’s letter end? Com “Atenciosamente”, o nome e a cidade do leitor
Put the words in order. Two of these lines use connectors from Week 2.
- I agree with the author on this point.______
- I disagree with the proposal for two reasons.______
- I don’t think it’s a good idea.______
- Besides, the street becomes safer.______
- Therefore, the change should be gradual.______
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- Concordo com a autora nesse ponto.
- Discordo da proposta por duas razões.
- Não acho que seja uma boa ideia.
- Além disso, a rua fica mais segura.
- Portanto, a mudança deve ser gradual.
Listen and type what you hear.
- ______I partly agree with the author.
- ______It’s important for the city to listen to the residents.
- ______Sixty percent get downtown by bus.
- ______I don’t think it’s that simple.
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- Concordo em parte com a autora.
- É importante que a cidade ouça os moradores.
- Sessenta por cento chegam ao centro de ônibus.
- Não acho que seja tão simples.
Tarefa
Do your QPQO first. Then read the column twice: once to find the author's claim and her proposal, and once to mark the two or three facts you'll use. Decide your position before the clock starts.
Texto para ler
Cidades para carros ou para pessoas?
Toda manhã, da janela do meu escritório, no centro de Ribeirão Preto, assisto à mesma cena. Uma senhora de bengala espera, na beira da calçada, uma brecha entre os carros para atravessar a rua. A calçada onde ela está tem pouco mais de um metro de largura e divide o espaço com um poste, uma lixeira e duas motos estacionadas. A rua, ao lado, tem quatro faixas. Não é preciso ser arquiteta, como eu, para entender para quem aquele lugar foi desenhado.
Durante mais de meio século, planejamos nossas cidades em torno do automóvel. Alargamos avenidas, construímos viadutos, trocamos praças por estacionamentos. A promessa era que, com mais espaço, o trânsito andaria. Não andou. Quanto mais pistas abrimos, mais carros aparecem para ocupá-las, e o congestionamento volta, agora maior. Enquanto isso, quem anda a pé, de bicicleta ou de ônibus ficou com as sobras. Uma pesquisa feita no ano passado pelo Observatório da Mobilidade, um grupo de pesquisadores da cidade, mostrou que 62% das pessoas que circulam pelo centro chegam de ônibus ou a pé. Os carros trazem 28% delas, mas ocupam quase 80% do espaço das ruas.
Há quem diga que não existe alternativa. Existe, e ela já foi testada aqui mesmo. Em 2021, a prefeitura fechou aos carros, só aos domingos, três quarteirões da rua Coronel Batista. Os comerciantes protestaram: tinham certeza de que, sem vaga na porta, o cliente sumiria. Um ano depois, a pedido deles próprios, o fechamento passou a valer todos os dias. Segundo a associação dos lojistas da rua, as vendas cresceram 18% desde então, e o número de lojas vazias caiu de 14 para 3. “Carro não compra nada. Quem compra é gente, e gente gosta de passear sem medo”, me disse Osvaldo Teles, dono de uma sapataria, que foi um dos líderes do protesto.
Os ganhos não são apenas comerciais. Onde havia asfalto, há hoje bancos, árvores e mesas na calçada. O barulho diminuiu, e a sombra baixou a temperatura. Crianças brincam onde antes era preciso segurá-las pela mão. Os atropelamentos naquele trecho, que eram em média nove por ano, caíram a zero.
Por tudo isso, defendo que a experiência deixe de ser exceção. Minha proposta é simples: fechar aos carros, de forma permanente, as dez ruas do centro histórico e usar o espaço para alargar calçadas, plantar árvores e criar ciclovias. O acesso de ambulâncias, de caminhões de entrega em horários determinados e dos carros de quem mora ali seria mantido. Os estacionamentos ficariam nas bordas da área, a no máximo 500 metros de qualquer loja.
Conheço as objeções. Dirão que o brasileiro não larga o carro, que faz calor demais para caminhar, que o ônibus é ruim. A última é verdadeira, e é justamente por isso que parte do dinheiro hoje gasto com asfalto e viadutos deveria ir para o transporte coletivo. Quanto às outras, lembro que ninguém escolhe caminhar em uma calçada estreita, quebrada e sem sombra. As pessoas não andam a pé porque a cidade não deixa.
Uma cidade é feita de escolhas, e cada metro de rua só pode ser usado de um jeito. Podemos continuar entregando esse espaço a máquinas que passam vinte e três horas por dia paradas. Ou podemos devolvê-lo àquela senhora de bengala. Eu já fiz a minha escolha.
Coluna da arquiteta Beatriz Nogueira para a revista Cidade Viva. Texto escrito para este curso, no formato do exame.
Tarefa 4 · leitura → texto · 40 minutos
Carros fora do centro?
Você é leitor da revista Cidade Viva e leu a coluna “Cidades para carros ou para pessoas?”, de Beatriz Nogueira. Escreva uma carta do leitor à revista posicionando-se sobre a proposta da autora de fechar aos carros as ruas do centro. Em seu texto, retome os principais argumentos da coluna e argumente a favor da proposta ou contra ela.
Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.
I’ve finished writing: check my text
Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um leitor da revista Cidade Viva.
- O texto fala com o leitor certo: a revista e os seus leitores.
- Cumpre o propósito: posicionar-se sobre a proposta de fechar o centro aos carros.
- Tem forma de carta do leitor: começo, fim e tom adequados.
- Cita a coluna e a autora e diz onde o texto foi publicado
- Deixa claro se é a favor da proposta, contra ela ou a favor em parte
- Retoma pelo menos dois argumentos da coluna: o espaço ocupado pelos carros, as vendas da rua fechada, o fim dos atropelamentos, as calçadas estreitas
- Apresenta pelo menos duas razões para a sua posição, ligadas ao que a coluna diz
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Prezado editor,
Li com interesse o artigo “Cidades para carros ou para pessoas?”, de Beatriz Nogueira, publicado nesta revista. Como morador do centro de uma cidade média, que faz quase tudo a pé, concordo com a autora quando ela afirma que as nossas ruas foram pensadas para os automóveis, e não para quem caminha.
O exemplo que ela apresenta é convincente. Na rua de Ribeirão Preto que deixou de receber carros, os comerciantes, que temiam ficar sem clientes, passaram a vender quase um quinto a mais, e os atropelamentos acabaram. Além disso, a colunista lembra que a maior parte das pessoas chega ao centro de ônibus ou a pé, embora os carros fiquem com quase todo o espaço. Diante desses dados, acho que alargar calçadas e plantar árvores é uma escolha justa.
No entanto, não acredito que fechar dez ruas de uma só vez seja a melhor solução. A proposta esquece os moradores mais velhos e as pessoas com dificuldade para andar: para elas, um estacionamento a 500 metros pode significar nunca mais ir ao centro. A própria autora reconhece que o ônibus é ruim. Por isso, é importante que a prefeitura melhore primeiro o transporte coletivo e ofereça, por exemplo, pequenos ônibus gratuitos dentro da área fechada.
Em resumo, a cidade deve, sim, ser devolvida às pessoas, mas aos poucos e sem deixar ninguém para trás.
Atenciosamente,
Marcos Andrade, de Londrina, PR
Why it’s a 5: The letter names the column, the author and the magazine in its first sentence, and the reader says who he is ("morador do centro de uma cidade média"). The position is clear and has two sides: he agrees with the diagnosis and argues against closing "dez ruas de uma só vez". The column's facts are there, reworded: "cresceram 18%" becomes "quase um quinto a mais". The verb forms follow the opinion phrases correctly ("não acredito que… seja", "é importante que a prefeitura melhore"), and the last line sums up the view before a letter's closing.
Texto modelo: nota 3
Cidades para pessoas
Na minha opinião, o artigo de Beatriz Nogueira é muito interessante e eu sou de acordo com ela. Os carros são um grande problema em todas as cidades do mundo, porque eles fazem poluição e barulho.
Durante mais de meio século, planejamos nossas cidades em torno do automóvel. Alargamos avenidas, construímos viadutos, trocamos praças por estacionamentos. Eu acho que isso seja um erro. No meu país nós temos muitas ruas só para pedestres e todos gostam.
A autora fala de uma rua em Ribeirão Preto onde os carros não podem entrar. As lojas venderam mais e não há mais acidentes. É importante que a prefeitura faz o mesmo em outras ruas. Eu não acho que os brasileiros não podem viver sem o carro, eles só precisam de melhores calçadas e ônibus. Atualmente eu vou no trabalho de bicicleta e eu sou mais saudável.
Eu espero que as cidades mudam no futuro.
Atenciosamente,
Julie
Why it’s a 3: The reader does take a side and uses one example from the column, so the task is done. But the text opens with a title and no greeting, like a school essay, and never says where the article appeared. Two sentences are copied from the column ("Durante mais de meio século, planejamos…"), and the author's actual proposal, closing the ten streets, is never mentioned, so the position stays general. The language shows this week's typical errors: sou de acordo for concordo, acho que isso seja for é, é importante que a prefeitura faz for faça, não acho que… não podem for não possam, espero que… mudam for mudem. A greeting to the editor, the copied lines reworded and a clear sentence about the proposal would make this a 4.
Fala
On the cards this week the examiner will push you to take a side: Você concorda? Por quê? Open your answer with one of the phrases in the box under the card, then give a reason and an example. To disagree politely, start by granting something: Entendo esse ponto de vista, mas…
Elemento provocador · 5 minutos
Trabalho
Trabalho em casa
Depois de alguns anos de experiência, empresas e funcionários ainda discutem onde se trabalha melhor. Muitas companhias chamaram as equipes de volta ao escritório, dizendo que a convivência faz falta. Boa parte dos trabalhadores resiste: não quer perder as horas que ganhou longe do trânsito. Uma pesquisa com profissionais de escritório de cinco capitais brasileiras perguntou qual seria o modelo ideal.
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- O que os números mostram sobre a preferência dos profissionais?
- Na sua opinião, por que tão poucas pessoas querem voltar ao escritório todos os dias?
- Há quem diga que quem trabalha em casa trabalha menos. Você concorda? Por quê?
- Você já trabalhou ou estudou em casa? Como foi a experiência?
- Algumas empresas dizem que a convivência no escritório é essencial. Você concorda com elas?
- No seu país, o trabalho em casa é comum? Em que profissões?
- Pelo que você conhece do Brasil, o que mudaria nas grandes cidades se mais gente trabalhasse em casa?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- Concordo plenamente, porque… I fully agree, because…
- Concordo em parte. I partly agree.
- Entendo esse ponto de vista, mas… I see that point of view, but…
- Não acho que seja bem assim. I don’t think that’s quite right.
- o trabalho híbrido hybrid work
- o deslocamento the commute
Pergunta 4: Olha, eu não acho que seja bem assim. Entendo esse ponto de vista, porque em casa tem muita distração, a televisão, a geladeira. Mas, na minha experiência, eu trabalho até mais. Quando eu ia ao escritório, perdia duas horas por dia no trânsito e chegava cansado. Em casa eu começo mais cedo e, quer dizer, às vezes nem paro para almoçar direito. Então eu acho que depende muito mais da pessoa do que do lugar.
Finish day 22
Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.