Celpe-Bras course › Week 7: Hard cases and polish
Today you practise:
- A Tarefa 2 in 35 minutes: a text for a neighbourhood newspaper, from an audio played twice
- A Tarefa 4 in 40 minutes: a reader's letter that takes a position on a column
- The three-minute proofreading routine at the end of each text
- Two oral cards, one of them on an abstract subject
There is no new teaching today. Allow about 90 minutes.
Antes de começar
Quatro lembretes desta semana:
- QPQO antes da fonte. Leia o enunciado, escreva as quatro respostas e numere o que a tarefa pede. Só depois ouça o áudio ou leia a coluna.
- O gênero decide o começo e o fim. Um texto para um jornal de bairro tem título e não tem saudação. Uma carta do leitor começa com Prezado editor, cita a coluna e o autor e termina com Atenciosamente, o seu nome e a sua cidade.
- Os últimos três minutos são da revisão. Quatro leituras: papel e leitor, os pontos, os verbos, os acentos e a concordância.
- Os erros desta semana. Procure à e às, por e para, a preposição depois de cada verbo, as contrações, têm e tem.
Escreva à mão, com caneta preta, uma página para cada texto. Se quiser, imprima a folha de resposta.
Tarefas
Faça as duas tarefas uma depois da outra, sem pausa. Abra a caixa de correção de cada uma só depois de terminar as duas.
Áudio · toca duas vezes, como no exame
Cine Banquinho: o cinema que cabe na praça
The audio needs JavaScript. You can read the transcript below instead.
Transcrição (leia só depois de escrever o seu texto)
Locutor: Você está na Rádio Ilha, e o nosso programa de hoje vai até Jardim da Penha, em Vitória. Lá, uma praça vira sala de cinema duas vezes por mês. Quem conta essa história é a Tereza Nogueira, professora aposentada e uma das criadoras do Cine Banquinho. Tereza, por que banquinho?
Tereza: Porque não tem cadeira, ué. Cada um traz a sua de casa. Banquinho, cadeira de praia, almofada, o que tiver. No começo era por falta de dinheiro mesmo. Depois a gente percebeu que era a nossa marca.
Locutor: E como começou?
Tereza: Começou há três anos, com um lençol branco amarrado em duas árvores e um projetor emprestado da escola onde eu dava aula. Na primeira noite vieram umas 30 pessoas, quase todas da minha rua. Hoje a gente recebe por volta de 300 por sessão. O lençol, graças a Deus, se aposentou. Agora temos uma tela inflável de 6 metros.
Locutor: Explica para o ouvinte como funciona uma sessão.
Tereza: Olha, é sempre no primeiro e no terceiro sábado do mês, na praça do bairro. Às cinco e meia da tarde tem a sessão infantil, com desenhos curtos. Às sete começa a sessão principal. Antes do filme, a gente sempre passa um curta-metragem de um cineasta capixaba, que muitas vezes está ali e conversa com o público. E é tudo de graça. Não tem ingresso, não tem lista, é só chegar.
Locutor: E que filmes vocês passam?
Tereza: Só filme brasileiro. Essa é a regra da casa. Tem gente no bairro que nunca tinha visto um filme nacional numa tela grande, acredita? E a escolha é dos moradores: a gente coloca três opções nas redes sociais, e ganha o mais votado.
Locutor: Quem paga a conta? Porque tela, som, direitos dos filmes, isso custa.
Tereza: Custa. Cada sessão sai por uns R$ 900. Metade vem dos comerciantes do bairro, a padaria, a farmácia, a papelaria, que aparecem na tela antes do filme. A outra metade vem de uma vaquinha na internet e do chapéu que a gente passa no fim.
Tereza: Ah, e a pipoca. A pipoca é vendida por três famílias aqui do bairro, e o dinheiro é delas. Uma dessas senhoras me disse que paga a conta de luz com dois sábados de pipoca.
Locutor: E se chover?
Tereza: Se chover, a sessão vai para a quadra coberta da escola municipal, que fica a um quarteirão dali. A gente avisa pelas redes sociais até as quatro da tarde.
Locutor: Tereza, você é do tempo em que o bairro tinha cinema de rua. Sente falta?
Tereza: Sinto falta das conversas na saída. Hoje cada um vê filme sozinho, no sofá, olhando o celular ao mesmo tempo. Na praça é diferente. As pessoas riem juntas, levam susto juntas. Semana passada um cachorro latiu para o vilão, e a praça inteira aplaudiu.
Locutor: Do que o Cine Banquinho precisa agora?
Tereza: De braços. Montar a tela e o som leva duas horas, e hoje somos só oito voluntários. Quem puder chegar às três da tarde no sábado para ajudar é muito bem-vindo. E quem não puder carregar peso pode ajudar na vaquinha ou trazer um vizinho. A próxima sessão é no dia 6, com uma comédia escolhida pelo público.
Locutor: Tereza Nogueira, do Cine Banquinho. Obrigado e boa sessão.
Entrevista de rádio escrita para este curso, no formato do exame.
Tarefa 2 · áudio → texto · 35 minutos
Cinema na praça do bairro
Você mora em Jardim da Penha, em Vitória, e colabora com o jornal do bairro. Depois de ouvir a entrevista com Tereza Nogueira, escreva um texto para o jornal apresentando o Cine Banquinho aos moradores. Em seu texto, explique como funcionam as sessões, conte como o projeto cresceu e mostre como os vizinhos podem participar e ajudar. Você vai ouvir o áudio duas vezes, podendo fazer anotações enquanto ouve.
Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.
I’ve finished writing: check my text
Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um morador que escreve para o jornal do bairro.
- O texto fala com o leitor certo: os moradores do bairro.
- Cumpre o propósito: apresentar o Cine Banquinho e convidar os vizinhos a participar e a ajudar.
- Tem forma de texto para um jornal de bairro: começo, fim e tom adequados.
- Explica como funcionam as sessões: primeiro e terceiro sábado do mês, sessão infantil às 17h30 e principal às 19h, de graça, cada um leva a sua cadeira
- Conta como o projeto cresceu: do lençol e das 30 pessoas à tela inflável e a cerca de 300
- Mostra como ajudar: montar a tela a partir das 15h, contribuir com a vaquinha, trazer um vizinho
- Tem título e fala com os moradores do bairro, sem forma de carta
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Traga o seu banquinho: tem cinema na nossa praça
Você sabia que, duas vezes por mês, a praça de Jardim da Penha se transforma em sala de cinema? É o Cine Banquinho, projeto criado há três anos por moradores do bairro, entre eles a professora aposentada Tereza Nogueira.
O nome explica quase tudo: não há cadeiras, e cada espectador leva de casa o seu banquinho, a sua cadeira de praia ou uma almofada. As sessões acontecem no primeiro e no terceiro sábado do mês e não custam nada. Às 17h30 há desenhos para as crianças; às 19h, a sessão principal, sempre com um filme brasileiro escolhido pelos próprios moradores em votação nas redes sociais. Antes dele, o público assiste a um curta de um cineasta do Espírito Santo. Em caso de chuva, tudo é transferido para a quadra coberta da escola municipal.
O começo foi modesto: um lençol preso em duas árvores, um projetor emprestado e cerca de 30 vizinhos. Hoje, uma tela inflável de seis metros reúne aproximadamente 300 pessoas por noite, e a venda de pipoca garante renda a três famílias do bairro.
Para continuar crescendo, o cinema precisa de nós. Apenas oito voluntários montam a tela e o som, trabalho que leva duas horas. Quem puder ajudar deve chegar à praça às 15h do sábado. Também é possível contribuir com a vaquinha virtual ou, simplesmente, convidar um vizinho.
A próxima sessão é no dia 6. Até lá!
Why it’s a 5: A headline that calls the reader, no greeting, and a neighbour's voice from start to finish ("na nossa praça", "o cinema precisa de nós"). The three things the task asks for each get a paragraph, with the times and days a reader needs in order to turn up. Tereza's spoken answers are turned into written sentences ("um lençol branco amarrado em duas árvores" becomes "um lençol preso em duas árvores"), and the extras that don't serve the task, the cost of a session and the dog, are left out.
Texto modelo: nota 3
Prezados moradores,
Eu quero falar sobre o Cine Banquinho. É um cinema em a praça do nosso bairro que começou há três anos, com um lençol branco amarrado em duas árvores e um projetor emprestado da escola. Na primeira noite vieram umas 30 pessoas. Hoje a gente recebe por volta de 300 por sessão.
As sessões são no sábado e são grátis. Tem uma sessão para crianças e depois uma sessão principal as sete. Os filmes são todos brasileiro e as pessoas trazem suas cadeiras por que não tem cadeiras lá. Eu acho que é muito legal porque atualmente as pessoas assistem filmes sozinhos em casa e não falam com os vizinhos. O cinema na praça é melhor para a comunidade.
Eu assisti uma sessão no mês passado e eu fiquei muito feliz. Todos devem ir!
Atenciosamente,
John
Why it’s a 3: A neighbour would understand what the Cine Banquinho is, but not when to go or how to help: which Saturdays is missing, and the whole third point (the volunteers at three o'clock, the vaquinha) is left out. Most of the first paragraph is Tereza's own words, down to "Hoje a gente recebe", which makes the writer sound like the organiser. "Prezados moradores… Atenciosamente" is a letter frame on a newspaper text. The slips: em a praça, as sete for às sete, todos brasileiro, por que for porque, assistem filmes sozinhos for assistem a filmes sozinhas, assisti uma sessão. A title, the dates, and the call for help in the writer's own words would make this a 4.
Texto para ler
Arte de rua: arte ou vandalismo?
Durante onze anos, a parede lateral do estacionamento em frente à minha casa, no centro de Manaus, foi apenas uma parede: cinza, descascada, com a marca de antigos cartazes. No ano passado, em três noites, um artista do bairro que assina Curumim pintou ali uma vitória-régia de seis metros, com um menino dormindo no meio da folha. Em março, o dono do estacionamento mandou cobrir tudo de tinta bege. Estava no direito dele. E, mesmo assim, a rua inteira sentiu que tinha sido roubada.
O episódio me fez voltar a uma pergunta velha: pintar um muro é arte ou vandalismo? A resposta honesta é que depende, e a própria lei brasileira reconhece isso. Desde 2011, o grafite feito com autorização do proprietário não é crime; a pichação, aquela assinatura rápida feita sem pedir licença, continua sendo. A diferença, portanto, não está na lata de spray. Está no consentimento.
Só que a vida real é menos arrumada do que a lei. O mural da minha rua foi pintado sem autorização. Era, tecnicamente, tão ilegal quanto os rabiscos na porta da farmácia. E, no entanto, ninguém na vizinhança colocaria as duas coisas na mesma gaveta. Uma enquete feita por estudantes de arquitetura com 400 moradores do centro mostra bem essa contradição: 62% disseram que os murais deixam a rua mais agradável, mas 81% não aceitariam uma pintura na fachada da própria casa sem serem consultados. Gostamos da arte de rua, desde que seja no muro dos outros.
Quem defende tolerância zero tem argumentos que merecem respeito. O comerciante que repinta a porta todo mês paga do próprio bolso uma conta que não escolheu. Prédios históricos cobertos de tinta perdem valor, e limpar pedra antiga custa caro e nem sempre dá certo. Há também quem veja em cada muro pintado um sinal de abandono, que afasta clientes e turistas.
Mas apagar tudo, como se toda tinta fosse sujeira, é um erro igualmente caro. Primeiro, porque não funciona: muro cinza é convite. O dono do estacionamento já repintou a parede duas vezes desde março, porque no lugar da vitória-régia apareceram dezenas de assinaturas. Segundo, porque o mural fazia um trabalho que ninguém mais fazia. Durante um ano, a calçada em frente ficou mais limpa, as pessoas paravam para tirar fotos, e a lanchonete da esquina passou a abrir à noite. Arte na rua é, entre outras coisas, um jeito barato de dizer que alguém cuida daquele lugar.
O caminho que me parece sensato é o do meio. Cidades que reservam muros para os grafiteiros, com autorização dos donos e um calendário de pinturas, dão aos artistas o que eles mais querem, que é visibilidade, e aos proprietários o que eles mais temem perder, que é o controle. A pichação não desaparece, mas diminui onde há mural: quem picha costuma respeitar o trabalho de quem pintou antes. Em troca, o artista aceita a regra básica de qualquer convivência, que é perguntar antes.
Curumim, aliás, bateu à porta do dono do estacionamento na semana passada, com um desenho debaixo do braço. Dessa vez, pediu licença. O dono ainda não respondeu. Eu, da minha janela, torço por um sim.
Coluna de opinião escrita para este curso, no formato do exame. O autor, Bruno Calixto, é um personagem inventado.
Tarefa 4 · leitura → texto · 40 minutos
Carta sobre a arte de rua
Você leu, em um jornal, a coluna “Arte de rua: arte ou vandalismo?”, de Bruno Calixto. Escreva uma carta para a seção de cartas dos leitores desse jornal, posicionando-se sobre a opinião do colunista. Em seu texto, retome a posição defendida na coluna, diga se concorda com ela e justifique o seu ponto de vista com argumentos do texto.
Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.
I’ve finished writing: check my text
Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um leitor do jornal.
- O texto fala com o leitor certo: o editor e os leitores do jornal.
- Cumpre o propósito: posicionar-se sobre a opinião do colunista.
- Tem forma de carta do leitor: começo, fim e tom adequados.
- Cita a coluna e o seu autor logo no começo
- Retoma a posição do colunista: nem apagar tudo nem aceitar tudo, mas reservar muros com autorização dos donos
- Diz claramente se concorda ou discorda
- Justifica com pelo menos dois argumentos do texto, com as próprias palavras
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Prezado editor,
Li com interesse a coluna “Arte de rua: arte ou vandalismo?”, de Bruno Calixto, publicada neste jornal. O autor defende um caminho intermediário: nem apagar toda pintura, nem aceitar qualquer uma, mas reservar muros para os grafiteiros, com a permissão dos proprietários. Concordo com ele, embora considere que a proposta, sozinha, não seja suficiente.
O colunista tem razão ao lembrar que a diferença entre arte e vandalismo está no consentimento, e não na tinta. A enquete que ele cita mostra isso com clareza: a maioria dos moradores aprecia os murais, mas poucos aceitariam ver a própria fachada pintada sem serem consultados. Também me convence o exemplo da parede do estacionamento, que, depois de coberta de bege, foi tomada por assinaturas e precisou ser repintada duas vezes. Apagar, portanto, sai caro e não resolve.
No entanto, a coluna dá pouca atenção a quem paga a conta hoje. O pequeno comerciante que limpa a porta todos os meses não pode esperar que um calendário de murais reduza as pichações. Para que a ideia funcione, é necessário que a prefeitura, além de autorizar muros, ajude esses comerciantes e proteja os prédios históricos, cuja limpeza é difícil.
Arte de rua pode, sim, mostrar que alguém cuida de um lugar. Mas só quando começa por um pedido de licença.
Atenciosamente,
Laura Bennett Manaus, AM
Why it’s a 5: The letter names the column and its author in the first line, sums up his position fairly in one sentence ("um caminho intermediário"), and then says where the writer stands, with a reservation ("Concordo com ele, embora considere…"). The arguments come from the column and are reworded: the survey's 62% and 81% become "a maioria… poucos". The subjunctives after embora, para que and é necessário que are right, and it opens and closes like a reader's letter.
Texto modelo: nota 3
Olá,
Eu li a coluna sobre a arte de rua e eu gostei muito. O autor fala sobre um mural no centro de Manaus que foi apagado por o dono de um estacionamento.
Eu sou de acordo com o autor. O grafite feito com autorização do proprietário não é crime; a pichação, aquela assinatura rápida feita sem pedir licença, continua sendo. Uma enquete mostra que 62% disseram que os murais deixam a rua mais agradável.
Na minha opinião, a arte de rua é muito bonito e as cidades precisam mais cores. No meu país tem muitos murais famosos e os turistas visitam eles. Eu não penso que é vandalismo, porque os artistas trabalham muito. Eventualmente todas as cidades vão aceitar a arte de rua.
Obrigado para ler minha carta.
Laura
Why it’s a 3: It answers the column and takes a side, but the reader never learns what the columnist actually defends: "eu sou de acordo com o autor" agrees with a position the letter doesn't state. The second paragraph is copied from the column, and the third argues from the writer's own country instead of from the text. It doesn't name the column or its author, and "Olá" isn't how a letter to a newspaper opens. The slips: por o dono for pelo dono, sou de acordo, muito bonito for bonita, precisam mais cores for precisam de, visitam eles, não penso que é for seja, eventualmente for com o tempo, obrigado para ler for obrigada por ler. One sentence on the columnist's middle way, and two of his arguments reworded, would make this a 4.
Fala
Dois cartões, cinco minutos cada um, sem pausa entre eles. O primeiro traz um tema abstrato: comece com a sua definição e dê um exemplo. No segundo, ligue os números ao texto.
Elemento provocador · 5 minutos
Comportamento
O que é sucesso?
Para os avós de muita gente, sucesso era ter casa própria, emprego para a vida inteira e os filhos formados. Hoje, a palavra aparece em toda parte, dos livros de autoajuda às redes sociais, quase sempre ao lado de dinheiro, fama e cargos importantes. Mas cresce o número de pessoas que trocam um salário alto por mais tempo livre, mudam de profissão aos quarenta anos ou saem da cidade grande. Para elas, sucesso é poder escolher como passar o dia. Afinal, quem decide o que é uma vida bem-sucedida: nós ou os outros?
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- Que relação você vê entre a imagem e o texto?
- Para você, o que é uma pessoa de sucesso?
- A sua ideia de sucesso mudou com o tempo? Como?
- Você trocaria um salário mais alto por mais tempo livre? Por quê?
- No seu país, o que as pessoas costumam considerar sucesso?
- Pelo que você conhece do Brasil, o que os brasileiros valorizam mais: a carreira, a família ou o tempo livre?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- bem-sucedido successful
- a carreira the career
- o cargo the position, the post
- realizar um sonho to fulfil a dream
- abrir mão de to give up
Elemento provocador · 5 minutos
Trabalho
Ócio criativo
Ficar sem fazer nada tem má fama. Desde pequenos, ouvimos que tempo é dinheiro e que descansar é coisa de preguiçoso. A ideia do ócio criativo diz o contrário: as melhores ideias surgem quando o trabalho, o estudo e o lazer se misturam, e quando a cabeça tem tempo para passear. Não se trata de preguiça, e sim de pausas que alimentam a criatividade. Uma enquete com trabalhadores de escritório perguntou onde eles costumam ter as suas melhores ideias. A mesa de trabalho ficou em último lugar.
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- Que relação você vê entre os números e o texto?
- Onde e quando você costuma ter as suas melhores ideias?
- Você consegue ficar meia hora sem fazer nada e sem celular? Como se sente?
- Você concorda que descansar pode tornar uma pessoa mais produtiva? Por quê?
- No seu país, como as pessoas veem quem trabalha menos para ter mais tempo livre?
- O que você já observou sobre a relação dos brasileiros com o trabalho e o descanso?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- o ócio idleness, free time
- a preguiça laziness
- ter má fama to have a bad reputation
- a pausa the break
- produtivo productive
Depois
Coloque os seus dois textos lado a lado. No primeiro, você informou e convidou; no segundo, você argumentou. Compare três coisas. Primeiro, o começo e o fim: cada um é o do seu gênero, ou a carta e o texto de jornal ficaram parecidos? Segundo, as palavras da fonte: em qual dos dois você copiou mais? Depois de um áudio é mais fácil escrever com as suas palavras, porque você não tem o texto na frente; tente fazer o mesmo com a coluna. Terceiro, os erros: sublinhe em cada texto os erros de crase, de preposição e de concordância e conte. Se o segundo texto tem mais erros, o cansaço está pesando, e a revisão dos últimos três minutos vai ser ainda mais importante no dia do exame.
Finish day 48
Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.