Day 47: Hard cards and the last three minutes

Celpe-Bras course › Week 7: Hard cases and polish

Day 47 of 56 · about 90 minutes

By the end of today you can:

  • Explain what an ironic cartoon criticises
  • Keep talking when you have no opinion or don't know the subject
  • Proofread a text in three minutes, in four passes
  • Write an artigo de opinião with a title, a position, arguments and a conclusion

Dois momentos decidem muitas notas. Na parte oral, é o cartão que você não entende logo. Na parte escrita, são os últimos minutos de cada tarefa. Hoje você se prepara para os dois.

Warm-up: do you remember?

Before anything new, pull these out of memory. They come from earlier days. Getting one wrong is useful: it shows you what to look at again.

  1. O serviço ______ gratuito para todos os idosos do bairro.The service is free for all the older people in the neighborhood.
  2. O motorista chega ______ oito horas em ponto.The driver arrives at eight o’clock sharp.
  3. Ontem assisti ______ reportagem sobre moda circular.Yesterday I watched the report on circular fashion.
  4. Mais de cem pessoas participaram ______ última edição.More than a hundred people took part in the last edition.
  5. Você reescreve uma crônica do ponto de vista de outro personagem. O que não pode mudar?Os fatos da história A pessoa que diz eu Os sentimentos do narrador
  6. Quando cheguei ao ponto, o ônibus já tinha ______. (sair)When I got to the stop, the bus had already left.
  7. I go to work by bus.______
  8. The festival attracts tourists from all over the country.______
  9. I can’t speak for everyone.______
  10. ___ no Brasil quanto no México, a família é muito importante.Tanto Já Enquanto
  11. A maioria dos concertos tem entrada ______.Most of the concerts have free admission.
  12. Admission is free at 36 concerts.______
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  1. O serviço é gratuito para todos os idosos do bairro.
  2. O motorista chega às oito horas em ponto.
  3. Ontem assisti à reportagem sobre moda circular.
  4. Mais de cem pessoas participaram da última edição.
  5. Você reescreve uma crônica do ponto de vista de outro personagem. O que não pode mudar? Os fatos da história
  6. Quando cheguei ao ponto, o ônibus já tinha saído.
  7. Vou ao trabalho de ônibus.
  8. A festa atrai turistas de todo o país.
  9. Não posso falar por todos.
  10. Tanto no Brasil quanto no México, a família é muito importante.
  11. A maioria dos concertos tem entrada gratuita.
  12. A entrada é gratuita em 36 concertos.

Cartões com ironia e temas abstratos

Alguns cartões trazem um cartum ou uma tirinha. Muitas vezes o humor vem da ironia: o personagem diz uma coisa, mas o autor quer que você entenda outra. O examinador vai perguntar o que o material critica. Para responder, procure a distância entre o que se diz e o que acontece, em três passos.

Passo Português
1. O que o personagem diz No quadrinho, o chefe diz que quer ouvir a equipe.
2. O que acontece de verdade Mas, na verdade, só ele fala durante a reunião.
3. O que o autor critica O cartum critica os chefes que não escutam ninguém.
Onde está o humor A graça está no contraste entre a fala e a atitude dele.

Verbos úteis: critica, ironiza, questiona, faz uma crítica a, chama a atenção para.

Outros cartões tratam de um tema abstrato: a felicidade, o sucesso, o tempo, a liberdade. Não procure a definição perfeita. Desça do abstrato para o concreto.

Movimento Português
Definir do seu jeito Para mim, felicidade é ter tempo para as pessoas de quem eu gosto.
Dar um exemplo Por exemplo, no domingo passado almocei com a minha família sem olhar o relógio.
Comparar Já para os meus pais, felicidade era ter um emprego estável.

Quando você não tem opinião ou não conhece o assunto

O examinador avalia como você fala, e nunca o que você pensa. Não existe opinião errada. O que custa nota é o silêncio e a resposta de uma frase só. Por isso, nunca diga apenas "não sei".

Situação Português
Você nunca pensou no assunto Nunca tinha pensado nisso, mas acho que depende da pessoa.
Você não conhece o assunto Não conheço bem esse assunto, mas, pelo que li no cartão, parece um problema sério.
Você não tem um lado Por um lado, entendo quem é a favor; por outro, vejo alguns riscos.
Você não sabe como é no Brasil Não sei bem como é no Brasil, mas imagino que seja parecido com o meu país.
Você não entendeu a pergunta Desculpe, não entendi bem. Você quer saber se eu concordo com o texto?

Pedir ajuda em português conta a seu favor. O examinador tem a instrução de ajudar quando você não entende o cartão. Perguntar Como assim? ou O que significa esta palavra? é interação, e interação, compreensão e fluência valem metade da nota do observador.

Os últimos três minutos

Em cada tarefa, pare de escrever três minutos antes do fim. Releia o texto quatro vezes, depressa, procurando uma coisa só em cada leitura.

Leitura Onde olhar Pergunta
1. Papel e leitor o começo e o fim Dá para ver quem escreve e para quem? O começo e o fim são os do gênero pedido?
2. Os pontos o enunciado, depois de Em seu texto Cada coisa que a tarefa pediu está no meu texto?
3. Os verbos as terminações O verbo combina com o sujeito? Depois de sugiro que, espero que, é importante que, usei o subjuntivo?
4. Acentos e concordância é, está, têm, à, ç, -ção; o, a, os, as O acento está visível? O adjetivo combina com o substantivo?

A ordem importa. Se falta um ponto da tarefa, uma frase a mais vale mais do que dez acentos corrigidos. Para corrigir à mão, risque a palavra com um traço só e escreva a forma certa ao lado. Nunca use lápis nem corretivo.

Genre kit: artigo de opinião

Em um artigo de opinião, você defende uma ideia para todos os leitores de um jornal.

  • Título: Inteligência artificial: aliada ou atalho?
  • Posição logo no começo: Defendo que a escola deve ensinar a usar essas ferramentas, e não proibi-las.
  • Dois ou três argumentos, com fatos da fonte: Segundo a colunista, proibir em casa não funciona.
  • Concessão: É verdade que há riscos, mas eles podem ser controlados.
  • Conclusão: Portanto, proibir não é a solução.
  • Voz: eu (defendo, acredito) ou impessoal (é preciso). Você pode dizer quem é: como professora desta escola.
  • Nunca: saudação, Atenciosamente, linha de assinatura.

Não confunda com a carta do leitor, que fala com o editor e responde a um texto. O artigo de opinião fala com todos os leitores e tem título. Todos os kits estão na página dos gêneros.

Prática

Ironia. Leia a situação e escolha a melhor resposta.

  1. Chove há uma semana, e alguém diz: “Que tempo maravilhoso para ir à praia!” O que a pessoa quer dizer?Que o tempo está péssimo Que ela adora praia com chuva Que vai fazer sol amanhã
  2. O ônibus chega com quarenta minutos de atraso, e um passageiro diz: “Pontual como sempre!” O que ele quer dizer?Que ele gosta de esperar Que o ônibus sempre atrasa Que o ônibus chegou na hora
  3. Em um cartum, um homem diz, sem tirar os olhos do celular: “Adoro jantar em família.” O que o cartum critica?O uso do celular durante as refeições Os jantares em família O preço dos celulares
  4. Qual frase explica a ironia de um cartum?O cartum não tem nenhuma relação com o texto. O personagem diz exatamente o que pensa. O personagem diz uma coisa, mas quer dizer o contrário.
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  1. Chove há uma semana, e alguém diz: “Que tempo maravilhoso para ir à praia!” O que a pessoa quer dizer? Que o tempo está péssimo
  2. O ônibus chega com quarenta minutos de atraso, e um passageiro diz: “Pontual como sempre!” O que ele quer dizer? Que o ônibus sempre atrasa
  3. Em um cartum, um homem diz, sem tirar os olhos do celular: “Adoro jantar em família.” O que o cartum critica? O uso do celular durante as refeições
  4. Qual frase explica a ironia de um cartum? O personagem diz uma coisa, mas quer dizer o contrário.

Complete as frases para ganhar tempo ou para dar a sua opinião.

  1. Nunca tinha ______ nisso, mas acho que depende da pessoa. (pensar)I had never thought about that, but I think it depends on the person.
  2. Não conheço bem esse assunto, mas, pelo que ______ no cartão, o problema é sério. (ler)I don’t know much about this subject, but from what I read on the card, the problem is serious.
  3. Por um lado, a tecnologia ajuda; por ______ lado, ela distrai.On the one hand, technology helps; on the other, it distracts.
  4. É verdade que há riscos, ______ eles podem ser controlados. (but)It’s true that there are risks, but they can be controlled.
  5. É importante que a escola ______ os alunos a usar essas ferramentas. (ensinar)It’s important that the school teach students to use these tools.
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  1. Nunca tinha pensado nisso, mas acho que depende da pessoa.
  2. Não conheço bem esse assunto, mas, pelo que li no cartão, o problema é sério.
  3. Por um lado, a tecnologia ajuda; por outro lado, ela distrai.
  4. É verdade que há riscos, mas eles podem ser controlados.
  5. É importante que a escola ensine os alunos a usar essas ferramentas.

Os últimos três minutos. Escolha a melhor resposta.

  1. Qual frase está sem erro de crase e de preposição?Agradeço à senhora para a atenção. Agradeço a senhora por a atenção. Agradeço à senhora pela atenção.
  2. Qual frase está sem erro de concordância?As propostas foram apresentadas ontem. As propostas foi apresentadas ontem. As propostas foram apresentado ontem.
  3. Qual frase está sem erro de acento e de gênero?Os alunos têm muitos dúvidas. Os alunos têm muitas dúvidas. Os alunos tem muitas duvidas.
  4. Qual frase está sem erro no verbo?Espero que a escola muda as tarefas. Espero que a escola mude as tarefas. Espero que a escola mudar as tarefas.
  5. Nos últimos três minutos, o que você confere primeiro?As vírgulas Quem escreve e para quem Os acentos
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  1. Qual frase está sem erro de crase e de preposição? Agradeço à senhora pela atenção.
  2. Qual frase está sem erro de concordância? As propostas foram apresentadas ontem.
  3. Qual frase está sem erro de acento e de gênero? Os alunos têm muitas dúvidas.
  4. Qual frase está sem erro no verbo? Espero que a escola mude as tarefas.
  5. Nos últimos três minutos, o que você confere primeiro? Quem escreve e para quem

Coloque as palavras em ordem. São frases para falar de um cartum, ganhar tempo ou concluir.

  1. The cartoon criticizes the excessive use of cell phones.______
  2. I had never thought about that before.______
  3. The humor lies in the contrast between the two panels.______
  4. Therefore, banning is not the solution.______
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  1. O cartum critica o uso excessivo do celular.
  2. Nunca tinha pensado nisso antes.
  3. A graça está no contraste entre os dois quadrinhos.
  4. Portanto, proibir não é a solução.

Ouça e escreva o que você ouviu.

  1. ______I don’t know much about this subject.
  2. ______The author criticizes the perfect life shown on social media.
  3. ______Seven in ten students have already used the tool.
  4. ______Let me think for a moment.
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  1. Não conheço bem esse assunto.
  2. O autor critica a vida perfeita das redes sociais.
  3. Sete em cada dez alunos já usaram a ferramenta.
  4. Deixa eu pensar um pouco.

Tarefa

A fonte de hoje é uma coluna densa, com argumentos a favor e contra. Faça o QPQO, leia marcando os argumentos da colunista e decida a sua posição antes de escrever. Pare aos 37 minutos e faça as quatro leituras.

Texto para ler

A lição de casa morreu. Viva a lição de casa

Na semana passada, recebi trinta redações sobre a Revolução Industrial. Vinte e duas tinham a mesma estrutura, os mesmos três argumentos e a mesma frase final sobre “os desafios do nosso tempo”. Nenhuma tinha um erro de vírgula. Dou aula de história há dezenove anos e nunca vi trinta adolescentes acertarem todas as vírgulas.

Não é preciso ser detetive. Qualquer aluno com um celular pede a um programa de inteligência artificial um texto pronto, em dez segundos e de graça. Em uma sondagem que fiz com 240 alunos das três escolas em que trabalho, sete em cada dez admitiram já ter usado uma dessas ferramentas para fazer a lição de casa. Metade deles disse que entregou a resposta sem ler até o fim.

A primeira reação da escola foi a de sempre: proibir. Mas proibir em casa aquilo que não podemos vigiar é fingir que mandamos. Os programas que prometem detectar textos de máquina erram muito, e acusar de fraude um aluno que escreveu sozinho é pior do que deixar passar dez cópias.

Também não me convence o entusiasmo de quem diz que “a ferramenta veio para ficar” e que basta ensinar os jovens a “usá-la bem”. Usar bem o quê, exatamente? Quem escreve aprende enquanto escreve: é ao procurar a palavra, ao perceber que o segundo parágrafo contradiz o primeiro, que o pensamento se organiza. O esforço não é um obstáculo no caminho da aprendizagem; o esforço é a aprendizagem. Um aluno que pede o texto pronto não economizou tempo. Pulou a aula.

Há ainda uma questão de justiça. As versões gratuitas desses programas inventam datas, citações e até livros que não existem; as versões melhores são pagas. Se a escola passa a contar com a máquina, quem pode pagar a assinatura sai na frente, mais uma vez.

O que fazer, então? No colégio estadual onde leciono, em Campinas, três professores resolveram testar outro caminho neste ano. A lição de casa mudou de lugar e de forma. A redação passou a ser escrita em sala, à mão, em duas aulas. Para casa vai o que a máquina não faz pelo aluno: entrevistar um avô, medir a própria rua, ler um capítulo para discuti-lo em voz alta no dia seguinte. E, uma vez por mês, a tarefa é justamente usar a inteligência artificial: o aluno pede uma resposta ao programa e entrega, junto, uma lista dos erros que encontrou nela.

Os resultados ainda são modestos, mas animadores. Nas turmas do teste, a nota média das redações feitas em sala subiu de 5,8 para 6,9 em dois bimestres, e os alunos passaram a desconfiar do que a tela diz: um deles descobriu que o programa tinha atribuído a um presidente um discurso que nunca existiu. O custo foi nosso: corrigir em sala e ouvir cada aluno toma mais tempo, e ninguém nos paga por essas horas.

Não tenho saudade da lição de casa antiga, aquela que muitas vezes era copiada do colega ou feita pela mãe. A máquina apenas tornou visível uma mentira que já existia. Se a tarefa pode ser feita sem pensar, o problema está na tarefa. Cabe à escola inventar tarefas que só possam ser feitas por alguém que pensa. E isso, convenhamos, sempre foi o nosso trabalho.

Coluna de opinião escrita para este curso, no formato do exame. A autora, Raquel Sampaio, é uma personagem inventada.

Tarefa 4 · leitura → texto · 40 minutos

Inteligência artificial na lição de casa

Você é professor de uma escola de ensino médio. Depois de ler a coluna “A lição de casa morreu. Viva a lição de casa”, de Raquel Sampaio, escreva um artigo de opinião para o jornal da sua escola, posicionando-se sobre o uso da inteligência artificial nas lições de casa. Em seu texto, apresente o seu ponto de vista, comente pelo menos dois argumentos da colunista e proponha o que a escola deve fazer.

Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.

I’ve finished writing: check my text

Confira o seu texto

  • Dá para ver quem escreve: um professor da escola.
  • O texto fala com o leitor certo: os leitores do jornal da escola: alunos, pais e colegas.
  • Cumpre o propósito: defender uma posição sobre a inteligência artificial nas lições de casa.
  • Tem forma de artigo de opinião: começo, fim e tom adequados.
  • Deixa clara a posição do autor logo no começo
  • Comenta pelo menos dois argumentos da coluna: proibir não funciona, é o esforço que ensina, as versões pagas criam desigualdade, os programas erram
  • Propõe o que a escola deve fazer, com ações concretas
  • Tem título e conclusão, sem saudação nem despedida
  • Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
  • Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
  • Os erros de língua não atrapalham a leitura.

Texto modelo: nota 5

Inteligência artificial: aliada ou atalho?

Como professor de português desta escola, vejo todos os dias lições de casa que não foram escritas por quem as entregou. Diante disso, defendo que a escola deve ensinar a usar a inteligência artificial, e não proibi-la, mas precisa mudar as tarefas que pede.

Em coluna recente, a professora Raquel Sampaio lembra que é inútil proibir em casa o que ninguém consegue fiscalizar. Concordo: os programas que identificam textos de máquina falham, e um aluno honesto pode ser acusado injustamente. Ela também afirma que é o esforço de escrever que organiza o pensamento. Esse é, para mim, o argumento mais forte. Quem recebe a resposta pronta não ganha tempo; perde a oportunidade de aprender.

É verdade que essas ferramentas têm riscos: inventam informações, e as melhores versões são pagas, o que favorece os alunos com mais recursos. No entanto, esses riscos são justamente o que precisamos discutir em aula.

Por isso, proponho três medidas. Primeiro, que as redações sejam feitas em sala, à mão. Segundo, que a lição de casa peça o que nenhuma máquina faz pelo aluno, como entrevistar um familiar ou observar o próprio bairro. Terceiro, que, uma vez por mês, os alunos usem um desses programas e apontem os erros da resposta. Em uma escola de Campinas que testou esse caminho, as notas das redações subiram mais de um ponto.

Portanto, proibir não é a solução. Cabe a nós, professores, criar tarefas que valham o esforço de pensar.

Why it’s a 5: A title, no greeting, and the position in the first paragraph ("defendo que a escola deve ensinar… e não proibi-la"): this is an opinion article, and the writer is visibly a teacher of the school ("desta escola", "cabe a nós, professores"). Three of the columnist's arguments are taken up, credited to her and reworded, with a concession ("É verdade que… No entanto"). The proposal is concrete, three numbered measures, and the figure is rounded honestly ("subiram mais de um ponto" for 5,8 to 6,9).

Texto modelo: nota 3

Prezados alunos e pais,

Eu sou professor e eu quero falar sobre a inteligência artificial. Atualmente todos os alunos usam ela para fazer a lição de casa. Sete em cada dez admitiram já ter usado uma dessas ferramentas para fazer a lição de casa.

A colunista Raquel Sampaio diz que proibir não funciona, e eu sou de acordo. Mas eu não sei se a inteligência artificial é boa ou má para os alunos, porque tem vantagens e desvantagens. O esforço não é um obstáculo no caminho da aprendizagem; o esforço é a aprendizagem. Também as versões melhores são pagas e isso não é justo para as famílias pobres.

Eu acho que é importante que os alunos aprendem a pensar. A tecnologia é o futuro e nós não podemos parar ele. Em minha escola antiga, nós não tínhamos computadores e nós aprendemos muito bem. A escola precisa de fazer alguma coisa sobre este problema.

Atenciosamente,

Professor Daniel

Why it’s a 3: The subject and the source are right, and two of the columnist's arguments appear. But the frame is a letter ("Prezados alunos e pais… Atenciosamente") with no title, the writer never takes a side ("eu não sei se a inteligência artificial é boa ou má"), and the proposal is empty ("fazer alguma coisa"). Two sentences are copied from the column, and "todos os alunos" contradicts the "sete em cada dez" that follows. The slips: usam ela, eu sou de acordo for concordo, é importante que os alunos aprendem for aprendam, parar ele, precisa de fazer for precisa fazer. A title, a position in the first lines and one concrete measure would make this a 4.

Fala

Leia o cartão em um minuto. O quadrinho é irônico: use os três passos de hoje. Depois, uma pergunta pede uma ideia abstrata. Responda com uma definição sua e um exemplo.

Elemento provocador · 5 minutos

Comportamento

A felicidade dos outros

Nas redes sociais, todo mundo parece estar de férias, apaixonado e de bem com a vida. As fotos mostram a praia, o jantar e o sorriso; ninguém publica a fila, a conta e a briga. Psicólogos chamam a atenção para um efeito curioso: quanto mais tempo passamos vendo a vida editada dos outros, pior avaliamos a nossa. Comparamos os nossos bastidores com o palco dos outros. E, para não ficar para trás, também editamos a nossa vida antes de mostrá-la.

Lia: Olha as fotos da Paula na praia! A vida dela é perfeita.

Beto: Ela me ligou ontem chorando. Choveu a semana inteira, e ela brigou com o namorado.

Lia: Coitada. Bom, vou postar a nossa foto de domingo.

Beto: Aquela em que a gente sorri, tirada depois de duas horas de briga?

Material criado para este curso.

The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.

  1. De que trata o material?
  2. Que relação você vê entre o quadrinho e o texto?
  3. No terceiro quadrinho, Lia sente pena da amiga e logo decide postar uma foto. O que há de irônico nisso?
  4. O que o quadrinho critica?
  5. Você acha que as redes sociais mostram a vida real das pessoas? Por quê?
  6. Você já se comparou com alguém por causa do que viu na internet? Como se sentiu?
  7. Para você, o que é felicidade? Dê um exemplo concreto.
  8. No seu país, as pessoas costumam mostrar a vida pessoal nas redes ou são mais reservadas?
  9. O que você já observou sobre o jeito como os brasileiros usam as redes sociais?
Palavras úteis e uma resposta modelo
  • os bastidores backstage, what goes on behind the scenes
  • o palco the stage
  • postar, publicar to post
  • comparar-se com to compare yourself with
  • ter inveja de to envy
  • de bem com a vida happy with life

Pergunta 3: A ironia é que a Lia acabou de descobrir que as fotos da amiga não mostram a verdade, e logo depois faz a mesma coisa. Ela diz “coitada”, mas não aprende nada. E a foto que ela quer postar, pelo que o Beto diz, foi tirada depois de uma briga. Ou seja, o casal também parece feliz só na foto. Acho que o quadrinho critica isso: todo mundo sabe que é falso e todo mundo continua fazendo.

Finish day 47

Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.

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