Day 13: Timed practice: two long texts

Celpe-Bras course › Week 2: Read, select, reword

Day 13 · Timed practice of 56 · about 90 minutes

Today you practice:

  • Reading two exam-length texts with the task in hand, ten minutes each
  • A formal e-mail that makes a request (Tarefa 3, 40 minutes)
  • A reader's letter that takes a position on a column (Tarefa 4, 40 minutes)
  • Two oral cards, five minutes each

Set aside about 95 minutes. Do the two tasks one after the other with no break, as you will in the exam.

Before you start

Nothing new today. Four reminders from this week:

  1. Task first, then three passes. QPQO, number what the task asks for, skim and label the paragraphs, then scan and underline a few words for each number. Ten minutes of reading for each text leaves you thirty to write.
  2. Your voice, your sentences. State facts as someone who knows them. Use segundo or a reporting verb for opinions and judgments, turn verbs into nouns, and say numbers in other words (quase dobrou, quatro em cada dez). Two or three numbers are enough.
  3. One page that holds together. An opening that says who you are and what the text is for, one paragraph for each thing asked, a closing in the genre's own way, and a connector where one idea leads to the next.
  4. The reader has not seen the source. In the second task you answer a column, so you must name it and say what its author defends before you agree or disagree. Sign a reader's letter with your name and your city.

Write on paper if you can: the answer sheet has one page for each task, like the exam's. Start the first clock when you begin to read the first task statement.

Tarefas

Texto para ler

Na Mantiqueira, turista troca o hotel pela roça

Às seis da manhã, quando a neblina ainda cobre o vale, a paulistana Renata Okamoto, de 38 anos, está de botas de borracha dentro de um curral em Gonçalves, no sul de Minas Gerais. Analista de sistemas, ela nunca tinha tirado leite de uma vaca. “Passo o ano na frente de uma tela. Aqui eu pago para acordar cedo e sujar a mão, e volto para casa descansada”, diz, rindo, enquanto o balde enche.

Renata é o tipo de visitante que a rota Caminhos da Roça quer atrair. Lançado em 2023 pela secretaria de turismo do estado, o roteiro reúne hoje 38 propriedades em nove municípios do lado mineiro da Serra da Mantiqueira, entre eles Gonçalves, Sapucaí-Mirim, Passa Quatro e Itamonte. São pousadas familiares, sítios e pequenas fábricas de queijo, azeite, café e geleias, ligados por um mapa, um site de reservas e placas padronizadas nas estradas.

Para entrar na rota, não basta ter uma vista bonita. O regulamento exige que a propriedade fique na zona rural e seja administrada pela própria família, que ofereça ao hóspede pelo menos uma experiência ligada à vida no campo, como ordenha, colheita, produção de queijo ou trilha guiada, e que pelo menos metade dos produtos servidos no café da manhã venha da região. É preciso ainda ter registro no Cadastur, o cadastro nacional de prestadores de serviços turísticos, e fazer um curso gratuito de 20 horas sobre atendimento e segurança. As inscrições abrem duas vezes por ano; o próximo prazo termina em 30 de novembro. Depois do pedido, feito por e-mail, a propriedade recebe uma visita técnica.

Quem entrou diz que valeu a pena. Na Pousada Pedra do Forno, em Gonçalves, que tem seis quartos, o casal Aparecida e João Ribeiro via a casa lotar em julho e ficar vazia no resto do ano. “De segunda a quinta não aparecia ninguém. A gente pensou em fechar”, conta Aparecida, de 57 anos. Com a rota, vieram grupos de aposentados, escolas e estrangeiros, que viajam fora dos fins de semana. Segundo um balanço feito pela associação dos participantes, a ocupação média das pousadas nos dias de semana passou de 22% para 41% em dois anos, e o faturamento das propriedades cresceu, em média, 35%.

O efeito se espalha pela vizinhança. O produtor de queijos Antônio Braz, de Passa Quatro, vendia quase tudo para um atravessador. Hoje, 60% da produção sai direto para os visitantes e para as pousadas da rota, a um preço melhor. A associação calcula que o roteiro criou 140 postos de trabalho, a maioria ocupada por jovens que antes saíam da região para procurar emprego. “Meu filho ia embora para São José dos Campos. Ficou para ser guia de trilha”, diz Braz.

Para a turismóloga Débora Antunes, consultora que ajudou a desenhar o roteiro, o segredo está em vender o que a região já é. “O turista de hoje não quer piscina aquecida no meio do mato. Quer comer o queijo de quem fez e ouvir a história da família”, afirma. Ela destaca que uma propriedade sozinha, numa estrada de terra, é quase invisível: no site da rota, as 38 aparecem juntas, e um hóspede que reserva uma noite em uma pousada recebe sugestões de visita às vizinhas.

Há problemas, claro. Boa parte dos acessos não tem asfalto, e em dias de chuva forte alguns sítios ficam isolados. O sinal de celular falha, o que complica reservas e pagamentos. E há quem tema o sucesso: em alguns municípios, o preço da terra subiu, e moradores antigos reclamam do movimento nos fins de semana. Débora reconhece o risco e defende que a rota cresça devagar. “O limite é a roça continuar sendo roça”, resume.

Na Pedra do Forno, o plano para o próximo ano é modesto: mais dois quartos e um fogão a lenha maior. “Hotel a gente não quer virar”, garante Aparecida.

Reportagem escrita para este curso, no formato do exame.

Tarefa 3 · leitura → texto · 40 minutos

Uma pousada na rota

Você é dono de uma pequena pousada rural em um município mineiro da Serra da Mantiqueira, que ainda não faz parte da rota Caminhos da Roça. Depois de ler a reportagem, escreva um e-mail à secretaria de turismo do estado solicitando a inclusão da sua pousada na rota. Em seu texto, apresente a pousada, mostrando que ela atende às exigências do regulamento, e explique por que a participação é importante para o seu negócio e para a região.

Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.

I’ve finished writing: check my text

Confira o seu texto

  • Dá para ver quem escreve: o dono de uma pequena pousada rural.
  • O texto fala com o leitor certo: a secretaria de turismo do estado.
  • Cumpre o propósito: solicitar a inclusão da pousada na rota Caminhos da Roça.
  • Tem forma de e-mail formal: começo, fim e tom adequados.
  • Solicita claramente a inclusão da pousada na rota Caminhos da Roça
  • Apresenta a pousada de acordo com as exigências da reportagem: zona rural, gestão familiar, uma experiência do campo, produtos da região no café da manhã, Cadastur
  • Explica por que participar é importante para o negócio: mais hóspedes durante a semana, site de reservas, placas nas estradas
  • Explica o ganho para a região: empregos para os jovens, venda direta dos produtores locais
  • Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
  • Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
  • Os erros de língua não atrapalham a leitura.

Texto modelo: nota 5

Assunto: Pedido de inclusão da Pousada Vale das Araucárias na rota Caminhos da Roça

Prezados Senhores,

Sou Marcos Teixeira, proprietário da Pousada Vale das Araucárias, na zona rural de Itamonte, e escrevo para solicitar a inclusão da nossa pousada na rota Caminhos da Roça, no período de inscrições que termina em 30 de novembro.

A pousada tem cinco quartos e é administrada por mim, minha esposa e nossos dois filhos. Acredito que ela atende ao que o regulamento da rota exige. Os hóspedes podem participar da ordenha pela manhã e da colheita de frutas no pomar, e o café da manhã é preparado quase todo com produtos nossos e de sítios vizinhos, como queijo, mel e geleias. Já temos registro no Cadastur e estamos prontos para fazer o curso de atendimento e segurança.

Participar da rota é muito importante para nós. Como outras pousadas da serra, ficamos cheios em julho e quase vazios durante a semana no resto do ano. Sei que, entre as propriedades participantes, a ocupação nos dias de semana quase dobrou em dois anos, graças ao site de reservas e às placas nas estradas. Com mais movimento, poderíamos contratar jovens da comunidade e comprar mais dos produtores locais, o que beneficia toda a região.

Solicito, portanto, o agendamento da visita técnica e fico à disposição para enviar documentos e fotos.

Atenciosamente,

Marcos Teixeira Pousada Vale das Araucárias, Itamonte (MG)

Why it’s a 5: The request is made in the first paragraph and repeated as a concrete next step at the end ("o agendamento da visita técnica"). The writer invents his own inn, as the task requires, but builds it on the report's rules one by one: rural area, run by the family, "ordenha", local products at breakfast, Cadastur. He doesn't explain the route to the people who created it. The report's figure is reworded honestly (22% to 41% becomes "quase dobrou"), and the gain for the region has its own sentence.

Texto modelo: nota 3

Bom dia,

Meu nome é Marcos e eu tenho uma pousada na Serra da Mantiqueira. Eu quero entrar na rota Caminhos da Roça.

A rota é muito boa. Lançado em 2023, o roteiro reúne hoje 38 propriedades em nove municípios do lado mineiro da Serra da Mantiqueira. São pousadas familiares, sítios e pequenas fábricas de queijo, azeite, café e geleias. A ocupação das pousadas passou de 22% para 41% e o faturamento cresceu 35%.

Minha pousada é muito bonita e tem uma vista maravilhosa. Os hóspedes sempre gostam muito e eles voltam. Nós temos cinco quartos confortáveis e um café da manhã delicioso. Eu acho que minha pousada é perfeito para a rota porque os turistas querem natureza.

Eu preciso de mais clientes porque a pousada está vazia na semana e eu não posso pagar as contas. Eu espero que vocês aceitam meu pedido. Eu fico esperando por sua resposta.

Obrigado,

Marcos

Why it’s a 3: The request is clear and the inn is described, so the e-mail does its job. But the second paragraph copies the report to tell the tourism office about its own route, which this reader already knows, and the description of the inn ignores what the rules ask for: nothing about who runs it, a rural activity, local products or the Cadastur. The only reason given is the owner's own bills, with nothing for the region. "Bom dia" and "Obrigado" are too light for a public office. The slips (é perfeito for perfeita, na semana for durante a semana, não posso pagar for não consigo pagar, espero que vocês aceitam for aceitem, esperando por sua resposta for aguardo a sua resposta) don't block the reader. Showing that the inn meets two or three of the rules would make this a 4.

Texto para ler

Trabalho remoto: liberdade ou isolamento?

Ricardo Leal, colunista da revista Horizonte

Faz cinco anos que não tenho mesa em escritório nenhum. Escrevo esta coluna da cozinha, entre o café e a máquina de lavar, e durante muito tempo achei que tinha ganhado na loteria. Não pego trânsito, almoço com a minha filha, trabalho de bermuda. Quando me perguntavam se eu voltaria ao escritório, eu ria.

Parei de rir no dia em que percebi que tinha passado uma semana inteira sem conversar com um adulto que não fosse a minha mulher ou o entregador. Todas as reuniões tinham acontecido, todos os prazos tinham sido cumpridos, e eu não saberia dizer o nome do filho de nenhum colega.

Não sou um caso isolado. Uma pesquisa da consultoria Pulso, feita no ano passado com 1.400 profissionais brasileiros que trabalham de casa pelo menos três dias por semana, traz números que parecem se contradizer. De um lado, 68% afirmam que não aceitariam voltar ao escritório todos os dias, e 74% dizem que ganharam tempo para a família e para si mesmos. De outro, 41% se sentem mais sozinhos do que antes, e 53% admitem que trabalham mais horas do que quando batiam ponto. Entre os que têm menos de 30 anos, a solidão sobe para 57%.

Os dois lados da pesquisa dizem a verdade. O trabalho remoto devolveu às pessoas horas que o trânsito roubava e permitiu que muita gente fosse morar longe dos grandes centros, perto dos pais ou do mar. Para quem cuida de filhos pequenos ou tem alguma deficiência, foi mais do que conforto: foi a diferença entre ter e não ter emprego. Quem defende a volta obrigatória ao escritório costuma esquecer essas pessoas.

Mas o escritório, com todos os seus defeitos, fazia de graça coisas que agora ninguém faz. Era no corredor que o estagiário aprendia, ouvindo, como se fala com um cliente difícil. Era no café que duas áreas descobriam que estavam resolvendo o mesmo problema. Era ali, também, que alguém notava que um colega não estava bem. Em casa, só existe o que cabe na agenda: reunião marcada, com pauta e hora para acabar. O acaso ficou do lado de fora. E os jovens, que mais precisam aprender observando, são os que mais perdem.

Há ainda o problema do relógio. Sem a porta do escritório para fechar, o dia de trabalho não termina: escorre para a noite, para o sábado, para a mesa do jantar. Chamamos isso de flexibilidade, mas muitas vezes é só disponibilidade permanente.

Não proponho voltar atrás. Obrigar todo mundo a enfrentar duas horas de ônibus para sentar diante do mesmo computador seria trocar um problema por outro. O que defendo é que as empresas parem de tratar o trabalho remoto como uma simples mudança de endereço. Ele exige organização própria: um ou dois dias fixos por semana em que a equipe inteira se encontra, não para fazer reuniões, mas para trabalhar lado a lado e almoçar junto; alguém responsável por acompanhar os mais novos; e um horário depois do qual ninguém manda mensagem.

A liberdade de trabalhar de casa é uma conquista, e eu não abriria mão dela. Mas liberdade sem convivência vira isolamento, e isolamento ninguém escolheu. Cabe às empresas, e a cada um de nós, desenhar o encontro que antes acontecia sozinho.

Coluna escrita para este curso, no formato do exame.

Tarefa 4 · leitura → texto · 40 minutos

Carta sobre o trabalho remoto

A revista Horizonte publicou a coluna “Trabalho remoto: liberdade ou isolamento?”, de Ricardo Leal. Como leitor da revista, escreva uma carta para a seção de cartas, posicionando-se sobre a opinião do autor. Em seu texto, retome a ideia central da coluna e defenda o seu ponto de vista com pelo menos dois argumentos.

Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.

I’ve finished writing: check my text

Confira o seu texto

  • Dá para ver quem escreve: um leitor da revista.
  • O texto fala com o leitor certo: o editor e os leitores da revista.
  • Cumpre o propósito: posicionar-se sobre a opinião do colunista.
  • Tem forma de carta do leitor: começo, fim e tom adequados.
  • Identifica a coluna e o autor logo no início
  • Retoma a ideia central do autor: o trabalho remoto é uma conquista, mas isola; a saída é organizar a convivência, e não voltar ao escritório
  • Posiciona-se claramente: concorda, discorda ou concorda em parte
  • Defende a posição com pelo menos dois argumentos, usando dados ou ideias da coluna com as próprias palavras
  • Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
  • Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
  • Os erros de língua não atrapalham a leitura.

Texto modelo: nota 5

Prezado editor,

Li com interesse a coluna “Trabalho remoto: liberdade ou isolamento?”, de Ricardo Leal, publicada nesta revista. Trabalho de casa há três anos e me reconheci em quase tudo o que ele descreve. Concordo com o autor quando afirma que o trabalho remoto é uma conquista, mas que, sem momentos de convivência, a liberdade acaba virando solidão.

Em primeiro lugar, os números citados na coluna mostram que não se trata de escolher um lado. Mais de dois terços dos profissionais ouvidos não querem voltar ao escritório todos os dias; ao mesmo tempo, quatro em cada dez se sentem mais sozinhos, e, entre os jovens, mais da metade. Minha experiência confirma isso: os colegas mais novos da minha equipe são os que mais sofrem, pois não têm com quem aprender no dia a dia.

Em segundo lugar, a proposta de um ou dois dias fixos de encontro me parece realista. Na minha empresa, passamos a nos reunir às quartas-feiras, e o resultado foi imediato: problemas que levavam semanas em mensagens se resolvem em uma conversa.

Discordo do colunista em apenas um ponto. Ele deixa a solução quase toda nas mãos das empresas, quando o limite de horário também depende de nós: ninguém é obrigado a responder a mensagens às dez da noite.

Parabéns à revista por tratar do tema com equilíbrio.

Atenciosamente,

Paula Nogueira Belo Horizonte, MG

Why it’s a 5: The first sentence names the column, its author and where it appeared, and the next ones give the writer's position and the author's central idea in a single line ("sem momentos de convivência, a liberdade acaba virando solidão"). Two arguments follow, each tied to something the column says and reworded: 41% becomes "quatro em cada dez". The point of disagreement shows that the writer has a view of her own. It opens, closes and is signed like a reader's letter, with name and city.

Texto modelo: nota 3

Trabalho remoto

O trabalho remoto é um tema muito atual. Hoje em dia muitas pessoas trabalham em casa por causa da tecnologia. Isso tem vantagens e desvantagens.

A coluna diz que 68% afirmam que não aceitariam voltar ao escritório todos os dias, e 74% dizem que ganharam tempo para a família e para si mesmos. De outro lado, 41% se sentem mais sozinhos do que antes, e 53% admitem que trabalham mais horas.

Eu sou de acordo com o autor. Eu trabalho em casa também e eu gosto muito porque eu não preciso de pegar o trânsito e eu posso passar mais tempo com meus filhos. Mas às vezes eu sinto falta de meus colegas. Na minha opinião, cada pessoa é diferente e as empresas devem deixar os funcionários escolher. É importante que as pessoas têm equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal.

Em conclusão, o trabalho remoto tem pontos positivos e negativos e nós precisamos encontrar um solução.

Paula

Why it’s a 3: The writer gives an opinion on the subject, so the task is done in part. But this is a school essay and not a letter: it has a title, no greeting, and "Em conclusão". "A coluna" and "o autor" are never named, and the reader isn't told what the author actually defends, so "Eu sou de acordo com o autor" agrees with nothing in particular. The second paragraph copies the column's figures in the column's words. The slips (sou de acordo for concordo, preciso de pegar for preciso pegar, é importante que as pessoas têm for tenham, um solução for uma solução) don't block the reader. A greeting, the name of the column and one line on what its author proposes would make this a 4.

Fala

Two cards, five minutes each, one after the other. Give yourself one minute to read each card before you start its questions. In every answer: more than one sentence, a reason or an example, and a number said in your own words where there is a chart.

Elemento provocador · 5 minutos

Cidades

Trânsito: quanto tempo você perde?

Quem mora em uma grande cidade brasileira conhece bem a cena: ônibus lotado, fila de carros parados e o relógio correndo. Uma pesquisa com 1.200 trabalhadores de regiões metropolitanas calculou o tempo gasto todos os dias no caminho entre a casa e o trabalho. Quem gasta duas horas por dia perde, em um ano, o equivalente a vinte dias inteiros dentro de um veículo. Tempo que, segundo os entrevistados, faz falta para dormir, ficar com a família e cuidar da saúde.

Gastam mais de uma hora por dia no trajeto57%

Gastam mais de duas horas por dia23%

Vão ao trabalho de ônibus, trem ou metrô46%

Mudariam de emprego para trabalhar mais perto de casa38%

Material criado para este curso.

The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.

  1. De que trata o material?
  2. Que relação você vê entre os números e o título?
  3. Quanto tempo você gasta por dia para ir e voltar do trabalho ou da escola? Como você usa esse tempo?
  4. Você mudaria de emprego ou de casa para perder menos tempo no trânsito? Por quê?
  5. Na sua opinião, o que as cidades deveriam fazer para melhorar o trânsito?
  6. Como é o transporte público na cidade onde você mora?
  7. No seu país, as pessoas usam mais o carro ou o transporte público? Por quê?
  8. O que você já observou ou ouviu falar sobre o trânsito nas cidades brasileiras?
Palavras úteis e uma resposta modelo
  • o engarrafamento the traffic jam
  • o trajeto the journey, the commute
  • o horário de pico rush hour
  • a faixa de ônibus the bus lane
  • pegar trânsito to get stuck in traffic

Pergunta 2: Bom, o título pergunta quanto tempo a gente perde, e os números respondem: muito. Mais da metade das pessoas gasta mais de uma hora por dia no caminho, e quase um quarto gasta mais de duas horas. Além disso, mais de um terço trocaria de emprego só para ficar mais perto de casa. Ou seja, o tempo perdido pesa tanto que as pessoas mudariam de vida por causa dele.

Elemento provocador · 5 minutos

Cotidiano

Feiras livres

Uma vez por semana, a rua muda de cara. Barracas coloridas ocupam o asfalto, feirantes anunciam as ofertas aos gritos e o cheiro de pastel frito se mistura ao de frutas maduras. As feiras livres existem em quase todas as cidades do Brasil e resistem à concorrência dos supermercados e dos aplicativos de entrega. Para os fregueses, o segredo está nos produtos frescos, na pechincha e na conversa com o feirante, que muitas vezes conhece a família inteira. No fim da feira, na hora da xepa, os preços caem e nada se perde.

Material criado para este curso.

The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.

  1. De que trata o material?
  2. Que relação você vê entre a imagem e o texto?
  3. Por que você acha que as feiras livres resistem, mesmo com tantos supermercados?
  4. Você costuma comprar frutas e verduras em feiras ou mercados de rua? Conte como é.
  5. O que você prefere: pechinchar com o vendedor ou pagar um preço fixo? Por quê?
  6. No seu país, existem feiras parecidas? O que se vende nelas?
  7. Você já foi a uma feira no Brasil ou já provou alguma fruta brasileira? Como foi?
Palavras úteis e uma resposta modelo
  • a barraca the market stall
  • o feirante the market vendor
  • o freguês, a freguesa the regular customer
  • pechinchar to haggle
  • a xepa the end of the market, when leftovers sell cheap
  • o pastel a fried pastry sold at street markets

Pergunta 3: Eu acho que é por causa do contato humano, sabe? No supermercado ninguém fala com você, e na feira o vendedor deixa provar a fruta, dá uma dica de receita, lembra o que você comprou na semana passada. Além disso, os produtos são mais frescos e, no fim da feira, mais baratos. Quer dizer, não é só uma compra, é quase um passeio. Por isso, na minha opinião, o aplicativo não substitui a feira.

After

Put your two texts side by side. Both start from a text of the same length, but they do different things: the e-mail asks an office for one thing and has to prove that you qualify, and the letter takes a position on someone else's ideas. Check each one against the same four questions. Is it clear who is writing, and to whom? Is each thing the task asked for there? Are the sentences yours, numbers included? Could the reader follow it without the source? Then compare your two marks. If the letter scored lower, that is normal: Tarefa 4 is usually the hardest of the four, and week 4 is all about it. Last, look at the clock. If the reading took much more than ten minutes, or if you didn't finish, write that down: it is the first thing to work on in next week's timed practice.

Finish day 13

Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.

Next: Day 14: Checkpoint 2 →

Scroll to Top