Celpe-Bras course › Week 5: The conversation
By the end of today you can:
- Compare two countries with enquanto, já, ao contrário de, tanto… quanto and assim como
- Talk about habits and people without sweeping statements
- Answer a question about Brazil even when you know little about the subject
- Recognize a few references that come up again and again in conversations about Brazil
Quase toda conversa sobre um cartão termina com duas perguntas: E no seu país, como é? e E no Brasil, o que você observa? São os movimentos 5 e 6. Como eles sempre vêm, você pode chegar ao exame com a língua pronta.
Warm-up: do you remember?
Before anything new, pull these out of memory. They come from earlier days. Getting one wrong is useful: it shows you what to look at again.
- A gente ______ jantar tarde lá em casa. (costumar)We usually have dinner late at our house.
- Na nota do observador da parte oral do Celpe-Bras, o que pesa mais?O tamanho das palavras A pronúncia Compreensão, interação e fluência, juntas
- I’ve never thought about that, but I think so.______
- Em uma conversa, para que serve perguntar “Como assim?”Para terminar a resposta Para pedir uma explicação Para concordar
- “Você gosta do seu trabalho?” Qual resposta tem as três partes: resposta, razão e exemplo?Gosto, sim, porque aprendo todo dia. Ontem, por exemplo, uma colega me ensinou a usar um programa novo. Gosto muito, muito mesmo. Sim. É um trabalho. Eu trabalho lá.
- Na parte oral do Celpe-Bras, de onde vêm as perguntas dos primeiros cinco minutos?De um sorteio feito na hora Do questionário de inscrição De um texto de jornal
- A estrada foi asfaltada; ___, o número de turistas aumentou.visto que por conseguinte embora
- Qual frase apresenta uma causa do problema?A vila lotou; portanto, falta água. A vila lotou porque a estrada foi asfaltada. A prefeitura deveria limitar os visitantes.
- A feira é pequena; além ______, só funciona aos sábados.The market is small; besides, it is only open on Saturdays.
- Ela contou que tinha ______ a cozinhar com a avó. (aprender)She said she had learned to cook from her grandmother.
- We’re counting on everyone being there.______
- Você é síndico e escreve aos moradores do prédio. Qual saudação é adequada?Caros moradores, Excelentíssimo Senhor, E aí, pessoal?
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- A gente costuma jantar tarde lá em casa.
- Na nota do observador da parte oral do Celpe-Bras, o que pesa mais? Compreensão, interação e fluência, juntas
- Nunca pensei nisso, mas acho que sim.
- Em uma conversa, para que serve perguntar “Como assim?” Para pedir uma explicação
- “Você gosta do seu trabalho?” Qual resposta tem as três partes: resposta, razão e exemplo? Gosto, sim, porque aprendo todo dia. Ontem, por exemplo, uma colega me ensinou a usar um programa novo.
- Na parte oral do Celpe-Bras, de onde vêm as perguntas dos primeiros cinco minutos? Do questionário de inscrição
- A estrada foi asfaltada; por conseguinte, o número de turistas aumentou.
- Qual frase apresenta uma causa do problema? A vila lotou porque a estrada foi asfaltada.
- A feira é pequena; além disso, só funciona aos sábados.
- Ela contou que tinha aprendido a cozinhar com a avó.
- Contamos com a presença de todos.
- Você é síndico e escreve aos moradores do prédio. Qual saudação é adequada? Caros moradores,
Comparar dois países
| Português | English | Como se usa |
|---|---|---|
| No Brasil, o almoço é a refeição principal, enquanto no meu país é o jantar. | In Brazil, lunch is the main meal, whereas in my country it's dinner. | enquanto liga as duas partes na mesma frase |
| Aqui as pessoas jantam tarde. Já no meu país, a gente janta às seis. | Here people have dinner late. In my country, though, we have dinner at six. | já abre a segunda frase e marca o contraste |
| Ao contrário dos brasileiros, nós quase nunca abraçamos os colegas. | Unlike Brazilians, we almost never hug our colleagues. | ao contrário de + artigo: do, da, dos, das |
| Tanto no Brasil quanto no meu país, o futebol é uma paixão. | Both in Brazil and in my country, soccer is a passion. | tanto… quanto mostra o que é igual |
| Assim como no Brasil, as famílias se reúnem no domingo. | Just as in Brazil, families get together on Sundays. | assim como também mostra o que é igual |
| No meu país, as lojas fecham mais cedo do que aqui. | In my country, shops close earlier than here. | mais… do que, menos… do que |
Uma boa comparação tem diferenças e semelhanças. Quem só fala das diferenças perde metade do assunto.
Este já não é already. No começo de uma frase de comparação, já quer dizer por outro lado: Já no meu país, é diferente. É uma palavra pequena que soa muito brasileira.
Sem estereótipos
Frases como os brasileiros são… ou no meu país todo mundo… são fáceis de dizer e difíceis de defender. Os avaliadores não julgam as suas opiniões. Mesmo assim, a frase com cuidado é melhor para você por duas razões: ela é mais longa e mostra mais língua, e ela convida o examinador a continuar a conversa.
| Frase fraca | Português |
|---|---|
| Os brasileiros chegam sempre atrasados. | Pelo que eu vejo, nas festas muita gente chega depois da hora marcada. |
| No meu país, as pessoas são frias. | Em geral, as pessoas do meu país demoram mais para fazer amizade. |
| Todo brasileiro adora futebol. | Muitos brasileiros adoram futebol, mas nem todos. |
| No Brasil, é assim. | Na minha experiência, isso depende da região. |
As expressões que fazem esse trabalho:
- Em geral, e na maioria das vezes;
- muitas pessoas, muita gente, nem todo mundo;
- Pelo que eu vejo, e Na minha experiência,;
- Não posso falar por todos, mas…;
- Depende da região. e Depende da idade.
Use o mesmo cuidado quando falar do seu país. Você conhece bem a sua cidade e a sua família, e talvez não o país inteiro: Pelo menos na minha cidade, é assim.
E se você não conhece bem o Brasil?
Muitos candidatos fazem o exame fora do Brasil e nunca moraram aqui. A pergunta E no Brasil? vem do mesmo jeito. A pior resposta é Não sei. A melhor é dizer, em português, de onde vem o pouco que você sabe:
| Português | English |
|---|---|
| Nunca morei no Brasil, mas, pelo que eu leio, depende muito da região. | I've never lived in Brazil, but from what I read, it depends a lot on the region. |
| Pelo que os meus amigos brasileiros contam, é bem comum. | From what my Brazilian friends tell me, it's quite common. |
| Eu vi em uma reportagem que isso está mudando. | I saw in a news report that this is changing. |
| Não tenho certeza, mas imagino que seja parecido. | I'm not sure, but I imagine it's similar. |
| É uma coisa que eu gostaria de conhecer melhor. | It's something I'd like to know more about. |
Depois, volte para o que você conhece: o seu país, a sua experiência, um filme brasileiro que você viu. A conversa continua, e é isso que conta.
Referências que vale a pena conhecer
Você não precisa ser especialista em Brasil. Mas algumas referências aparecem em muitas conversas, e conhecê-las ajuda a entender as perguntas e a dar exemplos.
| Assunto | O que vale a pena saber |
|---|---|
| As regiões | O Brasil tem cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O clima, a comida e o sotaque mudam muito de uma para outra. |
| As festas | O Carnaval, em fevereiro ou março; as festas juninas, em junho; o Réveillon, quando muita gente se veste de branco. |
| A mesa | Arroz e feijão quase todos os dias, o churrasco de fim de semana, o cafezinho depois do almoço. |
| O dia a dia | O Pix, para pagar e transferir dinheiro; o SUS, que é o sistema público de saúde; a novela; o futebol. |
| Os costumes | O abraço ou o beijo no rosto para cumprimentar, os apelidos, o almoço de domingo com a família. |
A semana que vem trata de dez temas do Brasil com calma. Por enquanto, guarde uma frase que serve para quase tudo: Depende da região.
Prática
Leia e ouça. Ingrid compara os dois países e não generaliza. Como ela faz isso?
Examinador No seu país, as pessoas costumam chegar na hora? In your country, do people usually arrive on time?
Ingrid Em geral, sim. Na Noruega, se o jantar é às sete, as pessoas chegam às sete. In general, yes. In Norway, if dinner is at seven, people arrive at seven.
Ingrid Já no Brasil, pelo que eu vejo, depende da situação. In Brazil, though, from what I see, it depends on the situation.
Ingrid No trabalho, os meus colegas são pontuais, enquanto nas festas quase ninguém chega na hora marcada. At work, my colleagues are punctual, whereas at parties almost nobody arrives at the set time.
Examinador E isso incomoda você? And does that bother you?
Ingrid No começo, incomodava. Hoje eu acho até simpático. At first, it did. Today I actually find it rather nice.
Ingrid Mas não posso falar por todos: tenho amigos brasileiros que detestam atraso. But I can’t speak for everyone: I have Brazilian friends who hate lateness.
Examinador Existe alguma coisa parecida entre os dois países? Is there anything similar between the two countries?
Ingrid Existe, sim. Tanto no Brasil quanto na Noruega, a família se reúne no domingo. Yes, there is. Both in Brazil and in Norway, the family gets together on Sunday.
Ingrid A diferença é que, aqui, o almoço dura a tarde inteira. The difference is that, here, lunch lasts the whole afternoon.
Responda sobre a conversa.
- Segundo Ingrid, como são os colegas de trabalho brasileiros dela?Sempre atrasados Pontuais Pouco simpáticos
- Que expressão Ingrid usa para não generalizar?É sempre assim Não posso falar por todos Todo mundo sabe
- O que é parecido nos dois países, segundo Ingrid?A duração do almoço O horário do jantar A reunião da família no domingo
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- Segundo Ingrid, como são os colegas de trabalho brasileiros dela? Pontuais
- Que expressão Ingrid usa para não generalizar? Não posso falar por todos
- O que é parecido nos dois países, segundo Ingrid? A reunião da família no domingo
Escolha a palavra ou a frase certa.
- No Brasil, o almoço é a refeição principal, ___ no meu país é o jantar.assim como tanto enquanto
- ___ no Brasil quanto no México, a família é muito importante.Tanto Já Enquanto
- Aqui as lojas abrem aos domingos. ___ no meu país, quase tudo fecha.Já Tanto Assim
- ___ como no Brasil, no meu país o futebol é uma paixão.Ao contrário Assim Enquanto
- Qual destas frases compara sem estereótipo?Todo brasileiro é igual. Pelo que eu vejo, muitos brasileiros gostam de conversar com desconhecidos. Os brasileiros falam demais.
- Você não conhece bem o Brasil, e o examinador pergunta: “E no Brasil, como é?” Qual é a melhor resposta?Eu não posso responder a essa pergunta. Nunca morei no Brasil, mas, pelo que eu leio, depende muito da região. Não sei.
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- No Brasil, o almoço é a refeição principal, enquanto no meu país é o jantar.
- Tanto no Brasil quanto no México, a família é muito importante.
- Aqui as lojas abrem aos domingos. Já no meu país, quase tudo fecha.
- Assim como no Brasil, no meu país o futebol é uma paixão.
- Qual destas frases compara sem estereótipo? Pelo que eu vejo, muitos brasileiros gostam de conversar com desconhecidos.
- Você não conhece bem o Brasil, e o examinador pergunta: “E no Brasil, como é?” Qual é a melhor resposta? Nunca morei no Brasil, mas, pelo que eu leio, depende muito da região.
Complete a frase.
- Ao contrário ______ brasileiros, nós quase nunca abraçamos os colegas.Unlike Brazilians, we almost never hug our colleagues.
- Tanto no Brasil ______ no Canadá, o clima muda muito de uma região para outra.Both in Brazil and in Canada, the climate changes a lot from one region to another.
- Pelo que eu ______, os brasileiros almoçam mais tarde do que nós. (ver)From what I see, Brazilians have lunch later than we do.
- No meu país, as pessoas jantam mais cedo ______ que no Brasil.In my country, people have dinner earlier than in Brazil.
- Em ______, as famílias se reúnem no domingo.In general, families get together on Sundays.
- Não acho que o atraso ______ sempre uma falta de respeito. (ser)I don’t think lateness is always a lack of respect.
- Embora eu ______ com o autor, acho o título exagerado. (concordar)Although I agree with the author, I find the headline exaggerated.
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- Ao contrário dos brasileiros, nós quase nunca abraçamos os colegas.
- Tanto no Brasil quanto no Canadá, o clima muda muito de uma região para outra.
- Pelo que eu vejo, os brasileiros almoçam mais tarde do que nós.
- No meu país, as pessoas jantam mais cedo do que no Brasil.
- Em geral, as famílias se reúnem no domingo.
- Não acho que o atraso seja sempre uma falta de respeito.
- Embora eu concorde com o autor, acho o título exagerado.
Escreva em português.
- It depends on the region.______
- In my country, it’s different.______
- I can’t speak for everyone.______
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- Depende da região.
- No meu país, é diferente.
- Não posso falar por todos.
Coloque as palavras em ordem.
- From what I read, Brazil is very diverse.______
- Not all Brazilians like soccer.______
- Actually, there are many differences between the regions.______
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- Pelo que eu leio, o Brasil é muito diverso.
- Nem todos os brasileiros gostam de futebol.
- Na verdade, existem muitas diferenças entre as regiões.
Ouça e escreva o que você ouve.
- ______Brazil has five regions and 26 states.
- ______In my country, we have dinner at six in the evening.
- ______The June festivals take place in June.
- ______While it’s hot here, it’s snowing there.
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- O Brasil tem cinco regiões e 26 estados.
- No meu país, a gente janta às seis da tarde.
- As festas juninas acontecem em junho.
- Enquanto aqui faz calor, lá está nevando.
Diga em voz alta e depois compare com o modelo.
-
Compare o horário do jantar no Brasil e no seu país. Use “enquanto”.
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No Brasil, muita gente janta às oito ou nove da noite, enquanto no meu país a gente janta às seis.
-
Diga uma coisa parecida entre o Brasil e o seu país. Use “tanto… quanto”.
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Tanto no Brasil quanto no meu país, as pessoas adoram reclamar do trânsito.
-
Fale de um costume brasileiro sem generalizar. Comece com “Pelo que eu vejo”.
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Pelo que eu vejo, muitos brasileiros se cumprimentam com um abraço, mas isso depende da região e da situação.
-
O examinador pergunta como são as escolas no Brasil, e você conhece pouco o assunto. Responda mesmo assim.
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Olha, eu não conheço bem as escolas brasileiras. Pelo que os meus amigos contam, muitas crianças estudam só de manhã ou só à tarde, o que é diferente do meu país.
Tarefa
Hoje é uma Tarefa 4: você lê uma coluna de opinião e responde com uma carta do leitor. Lembre o kit: cite o texto e o autor, diga a sua posição, argumente, feche. Você tem 30 minutos.
Texto para ler
Chegar atrasado é falta de respeito ou jeito de ser?
O convite dizia 19h. Cheguei às 19h, de terno e com o presente na mão, e encontrei o salão vazio e os garçons ainda forrando as mesas. A noiva entrou às 20h40. Ninguém pareceu surpreso, a não ser eu. Um tio dela ainda me explicou, com pena: “Casamento marcado para as sete começa às oito e meia, todo mundo sabe”.
Todo mundo sabe, e é esse o problema. Criamos no Brasil um curioso sistema de dois horários: o que está escrito e o que vale. Quem conhece o código se dá bem; quem acredita no relógio espera sozinho. Costumamos tratar isso com simpatia, como parte do nosso jeito descontraído. Eu mesmo já tratei. Hoje penso diferente: na maioria das vezes, o atraso é uma pequena falta de respeito que aprendemos a achar normal.
Explico. Quem se atrasa decide, sem consultar ninguém, que o seu tempo vale mais do que o tempo do outro. Em uma reunião de oito pessoas que começa vinte minutos depois do combinado, são 160 minutos jogados fora, quase três horas de trabalho. Em um consultório, o atraso do primeiro paciente empurra todos os outros. E quem paga a conta é sempre o pontual, que acaba punido por ter feito o que foi combinado.
Conheço as desculpas. A primeira é o trânsito. Mas o trânsito das nossas cidades é ruim todos os dias, e o que acontece todos os dias não é surpresa: é só sair mais cedo. A segunda é a cultura: “brasileiro é assim”. Não é. O mesmo brasileiro que chega uma hora depois ao churrasco está no portão de embarque na hora certa, porque o avião não espera. Sabemos ser pontuais quando o atraso custa caro.
Fiz uma pequena enquete com os leitores desta coluna, e 412 responderam. Dois em cada três disseram que se irritam com o atraso dos outros. Mais da metade, 54%, admitiu que costuma se atrasar. Ou seja: há muita gente irritada com aquilo que ela mesma faz.
Não defendo um país de relógios suíços. Em uma festa em casa, chegar meia hora depois é até uma gentileza com quem ainda está arrumando a sala, e seria triste perder a leveza de um encontro sem hora para acabar. A diferença está em saber se alguém está esperando por você. Se está, o atraso tem dono e tem vítima.
Minha proposta é modesta: escrever no convite a hora verdadeira e começar na hora, com quem estiver presente. Na terceira reunião que começar sem os atrasados, eles deixarão de existir. Respeitar o relógio, no fundo, é respeitar as pessoas. O jeito de ser pode ficar para a hora de ir embora, que essa, sim, ninguém precisa marcar.
Coluna de Otávio Medeiros para a revista Convívio. Texto escrito para este curso, no formato do exame.
Tarefa 4 · leitura → texto · 30 minutos
Atraso: respeito ou jeito de ser?
Você é leitor da revista Convívio e leu a coluna “Chegar atrasado é falta de respeito ou jeito de ser?”, de Otávio Medeiros. Escreva uma carta para a seção de cartas do leitor posicionando-se sobre a opinião do colunista. Em seu texto, retome os principais argumentos da coluna e defenda o seu ponto de vista.
Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.
I’ve finished writing: check my text
Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um leitor da revista.
- O texto fala com o leitor certo: o editor e os leitores da revista.
- Cumpre o propósito: posicionar-se sobre a opinião do colunista.
- Tem forma de carta do leitor: começo, fim e tom adequados.
- Cita a coluna e o autor logo no início
- Retoma pelo menos dois argumentos do autor: o tempo do outro, o custo das reuniões que atrasam, as desculpas do trânsito e da cultura, a diferença entre uma festa e um compromisso
- Deixa clara a sua posição: concorda, discorda ou concorda em parte
- Defende a posição com razões próprias
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Prezado editor,
Li com interesse a coluna “Chegar atrasado é falta de respeito ou jeito de ser?”, de Otávio Medeiros, publicada na última edição. Sou alemã, moro no Recife há cinco anos e, como o colunista, já esperei sozinha em muitos salões vazios. Concordo com boa parte do que ele diz, mas não com tudo.
O autor tem razão quando afirma que quem se atrasa trata o próprio tempo como mais valioso que o dos outros. O exemplo da reunião é convincente: vinte minutos de espera, multiplicados por oito pessoas, viram quase três horas perdidas. Também me parece verdade que o trânsito não serve de desculpa, já que os engarrafamentos são previsíveis.
No entanto, acho exagerado chamar de falta de respeito um costume que todos conhecem. Enquanto no meu país um convite para as sete significa sete em ponto, aqui ele significa “a partir das sete”, e os anfitriões contam com isso. Não há vítima quando ninguém espera pontualidade. O próprio colunista reconhece que, em uma festa, chegar depois pode ser uma gentileza.
Por isso, embora eu apoie a proposta de começar as reuniões de trabalho na hora, não acredito que seja preciso mudar o horário dos convites. Basta que cada um saiba distinguir um compromisso de um encontro entre amigos.
Atenciosamente,
Katrin Vogel, Recife (PE)
Why it’s a 5: It names the column and its author in the first line and states a position at once ("Concordo com boa parte do que ele diz, mas não com tudo"). Two of the author's arguments are summed up fairly and in new words (his "160 minutos jogados fora" becomes "quase três horas perdidas") before the writer answers them. Her own reason, that nobody is wronged when everyone knows the code, is clear and uses the column against itself. The form is a reader's letter from start to finish: the greeting to the editor, the short closing, the name and city.
Texto modelo: nota 3
Olá,
Eu li o artigo sobre chegar atrasado e eu sou de acordo com o autor. Chegar atrasado é uma falta de respeito.
O autor diz que quem se atrasa decide, sem consultar ninguém, que o seu tempo vale mais do que o tempo do outro. Em uma reunião de oito pessoas que começa vinte minutos depois do combinado, são 160 minutos jogados fora.
No meu país as pessoas são sempre pontuais e os brasileiros são sempre atrasados. Quando eu cheguei no Brasil eu fiquei muito chocado. Uma vez eu esperei meu amigo por uma hora e ele não pediu desculpa. Eu realizei que aqui é diferente. Eu não acho que isso é normal.
Em conclusão, eu penso que as pessoas devem chegar na hora. É mais respeitoso para todos.
Obrigado,
John
Why it’s a 3: The position is clear and the letter can be followed. But it doesn't name the column or its author, "Olá" and "Obrigado" are not how a reader's letter opens and closes, and the second paragraph is two sentences copied from the column. Only one of the author's arguments appears, and the writer's own reasons are one story and a sweeping claim ("os brasileiros são sempre atrasados"). The slips (eu sou de acordo for concordo, Eu realizei for Eu percebi, não acho que isso é for seja) don't block the reader. Naming the column, rewording the copied part and answering a second argument would make this a 4.
Fala
Duas rodadas. Hoje, capriche nos dois últimos movimentos. Em cada cartão, diga pelo menos uma diferença e uma semelhança entre o seu país e o Brasil, e troque todo sempre e todo todo mundo por em geral ou muita gente.
Elemento provocador · 5 minutos
Família
Filhos adultos na casa dos pais
Aos 30 anos, com diploma e emprego, e ainda no quarto da adolescência. A cena, cada vez mais comum nas cidades brasileiras, tem várias explicações: aluguéis altos, salários de início de carreira, estudos mais longos e também o conforto de uma casa onde a comida aparece pronta. Em uma pesquisa com jovens de 25 a 34 anos que vivem com os pais, a maioria diz que pretende sair, mas não tem data. Muitos pais, por sua vez, confessam que gostam da casa cheia.
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- Segundo os dados, por que esses jovens continuam na casa dos pais?
- Na sua opinião, existe uma idade certa para sair de casa?
- Com que idade você saiu da casa dos seus pais, ou pretende sair? Como foi?
- Quais são as vantagens e os problemas de morar com os pais depois de adulto?
- No seu país, o que as pessoas pensam de um adulto de 30 anos que mora com os pais?
- Que diferenças e que semelhanças você vê entre as famílias brasileiras e as do seu país?
- O que poderia ajudar os jovens brasileiros a ter a própria casa mais cedo?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- sair de casa to move out
- o aluguel the rent
- as despesas da casa household expenses
- o início de carreira the start of a career
- a casa cheia a full house
Pergunta 6: Olha, depende um pouco da família, mas, em geral, as pessoas acham estranho. No Canadá, o normal é sair de casa aos dezoito ou dezenove anos, para estudar em outra cidade. Já no Brasil, pelo que eu vejo, muitos jovens ficam até casar, e ninguém critica. Na verdade, isso está mudando lá também: assim como aqui, os aluguéis subiram muito, e hoje tem muita gente de trinta anos voltando para a casa dos pais.
Elemento provocador · 5 minutos
Cultura
Nomes e apelidos
No Brasil, quase ninguém é chamado pelo nome completo. Francisco vira Chico, Eduardo vira Dudu, e a Gabriela do escritório é a Gabi desde o primeiro dia. Jogadores de futebol entram em campo com o apelido na camisa, e há quem só descubra o nome verdadeiro de um amigo no dia do casamento dele. Para os brasileiros, o apelido costuma ser sinal de carinho e de proximidade. Mas nem sempre: quando o apelido aponta um defeito ou vem de quem não tem intimidade, a brincadeira pode machucar.
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- Que relação você vê entre a imagem e o texto?
- Você tem ou já teve um apelido? Como ele surgiu?
- O que você acha do costume de chamar as pessoas pelo apelido, até no trabalho?
- O texto diz que um apelido pode machucar. Você concorda? Dê um exemplo.
- No seu país, como as pessoas se tratam no trabalho: pelo nome, pelo sobrenome ou por um título?
- Como os brasileiros chamam você? Já mudaram o seu nome?
- Que outras diferenças você nota entre o jeito brasileiro de tratar as pessoas e o do seu país?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- o apelido the nickname
- o sobrenome the last name
- a intimidade closeness
- o carinho affection
- chamar alguém pelo sobrenome to call someone by their last name
Pergunta 6: No meu país, a gente é bem mais formal do que aqui. No trabalho, usamos o sobrenome com um título, como senhor ou doutora, pelo menos no começo. Ao contrário dos brasileiros que eu conheço, que já no primeiro dia me chamaram pelo primeiro nome, quer dizer, por um apelido que eles inventaram. Tanto lá quanto aqui, claro, os amigos usam apelidos. A diferença é que, no Brasil, até o chefe tem um.
Finish day 33
Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.