Celpe-Bras course › Week 5: The conversation
By the end of today you can:
- Describe a thing, a person or a place when you can't remember its name
- Correct yourself in the middle of a sentence and keep going
- Ask the examiner to repeat or explain a question, politely
- Buy a few seconds to think the way Brazilians do
Em uma conversa de 20 minutos, alguma palavra vai faltar. Isso acontece com todo mundo, até na língua materna. A nota não cai porque a palavra faltou. Ela cai, ou não, pelo que você faz depois. Hoje você aprende quatro saídas, todas em português.
Warm-up: do you remember?
Before anything new, pull these out of memory. They come from earlier days. Getting one wrong is useful: it shows you what to look at again.
- A roupa é barata; no ______, dura pouco.The clothes are cheap; however, they don’t last long.
- “Você já provou mel de abelha sem ferrão? Venha visitar a nossa feira no sábado!” Essa abertura é típica de que gênero?Uma postagem Um e-mail formal Uma carta aberta
- Na parte oral do Celpe-Bras, o que faz o avaliador-observador?Escuta e dá notas Conversa com o candidato Lê o cartão em voz alta
- Escolhi essa profissão por ______ da minha avó.I chose this profession because of my grandmother.
- Escrevo esta carta ___ solicitar uma lei.para que a fim de que para
- Propomos que a lei ______ multa para quem a desrespeitar. (prever)We propose that the law provide for a fine for those who break it.
- O evento ______ empregos temporários na cidade. (gerar)The event creates temporary jobs in the town.
- The town has hosted the festival since 2018.______
- “Como morador do bairro, escreva um e-mail à prefeitura solicitando a reforma da praça.” Para quê?Para convidar os vizinhos Para pedir a reforma da praça Para agradecer pela reforma
- Cada tarefa recebe uma nota de zero a ______.Each task gets a mark from zero to five.
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- A roupa é barata; no entanto, dura pouco.
- “Você já provou mel de abelha sem ferrão? Venha visitar a nossa feira no sábado!” Essa abertura é típica de que gênero? Uma postagem
- Na parte oral do Celpe-Bras, o que faz o avaliador-observador? Escuta e dá notas
- Escolhi essa profissão por causa da minha avó.
- Escrevo esta carta para solicitar uma lei.
- Propomos que a lei preveja multa para quem a desrespeitar.
- O evento gera empregos temporários na cidade.
- A cidade recebe o festival desde 2018.
- “Como morador do bairro, escreva um e-mail à prefeitura solicitando a reforma da praça.” Para quê? Para pedir a reforma da praça
- Cada tarefa recebe uma nota de zero a cinco.
Quando a palavra não vem
Se você não se lembra do nome de uma coisa, diga o que ela é, para que serve ou com o que se parece. Isso se chama paráfrase, e os brasileiros fazem isso o tempo todo.
| Português | English |
|---|---|
| É um tipo de sopa fria. | It's a kind of cold soup. |
| É aquilo que a gente usa para abrir a porta. | It's the thing we use to open the door. |
| É a pessoa que cuida dos dentes. | It's the person who looks after your teeth. |
| É o lugar onde a gente deixa o carro. | It's the place where we leave the car. |
| É parecido com uma laranja, só que menor. | It's like an orange, only smaller. |
| É o contrário de barato. | It's the opposite of cheap. |
Muitas vezes, o examinador entende e diz a palavra: O regador? Responda Isso, o regador!, use a palavra na frase seguinte e continue. Isso não é um erro. É interação, e a interação faz parte da nota.
Uma palavra simples resolve. O médico dos dentes não é elegante, mas a conversa continua, e é isso que conta. Um silêncio longo custa mais do que uma palavra simples.
Corrigir, perguntar de novo, ganhar tempo
| Para quê | Português | English |
|---|---|---|
| Corrigir o que você disse | Fui ao Brasil em 2019, quer dizer, em 2018. | I went to Brazil in 2019, I mean, in 2018. |
| Corrigir o que você disse | Custa 50 reais, ou melhor, 15. | It costs 50 reais, or rather, 15. |
| Pedir a pergunta de novo | Pode repetir, por favor? | Can you repeat that, please? |
| Pedir uma explicação | Como assim? | What do you mean? |
| Pedir uma explicação | O que quer dizer essa palavra? | What does that word mean? |
| Confirmar o que entendeu | Você quer saber se eu concordo com o texto? | Do you want to know if I agree with the text? |
| Ganhar tempo | Deixa eu pensar. | Let me think. |
| Ganhar tempo | Boa pergunta. Nunca pensei nisso. | Good question. I've never thought about that. |
| Ganhar tempo | Como é que eu posso dizer? | How can I put it? |
Corrija e siga em frente. Um erro corrigido na hora mostra que você controla a língua. Corrija uma vez, com quer dizer ou ou melhor, e continue. Não peça desculpas e não volte ao começo da frase.
Sobre pedir de novo: uma ou duas vezes em vinte minutos é normal. Quem pede em todas as perguntas mostra que não está entendendo. Se você entendeu quase tudo, é melhor confirmar: Você quer saber se isso também acontece no meu país? Assim você mostra o que entendeu e ganha tempo.
Deixa eu pensar é português falado, e é assim que os brasileiros dizem. Na escrita formal seria deixe-me pensar, que quase ninguém usa em uma conversa. Com o examinador, você pode usar você ou o senhor / a senhora. Pode repetir, por favor? serve nos dois casos.
Por que trocar de língua custa caro
Os critérios da parte oral descrevem o candidato das notas mais altas assim: quando tem uma dificuldade, ele resolve o problema em português, explicando de outro jeito ou corrigindo a si mesmo. Ele não troca de língua e não traduz palavra por palavra. Uma palavra em inglês ou em espanhol no meio da frase mostra ao observador exatamente o que você não sabe fazer.
| O que acontece | Resposta fraca | Resposta melhor |
|---|---|---|
| Falta uma palavra | Eu trabalho com accounting. | Eu cuido das contas da empresa, quer dizer, sou contador. |
| Você traduz palavra por palavra | Isso não faz senso. | Isso não faz sentido. |
| Você fica em silêncio | Cinco segundos sem dizer nada. | Deixa eu pensar. Bom, eu acho que depende. |
A segunda linha mostra um risco para quem fala inglês: a frase sai com palavras portuguesas e forma inglesa. Quando você não tiver certeza de uma expressão, diga a ideia com palavras simples: Eu não entendo por que isso acontece.
Prática
Leia e ouça. Emma usa três saídas diferentes. Quais?
Examinador Você tem algum passatempo? Do you have a hobby?
Emma Tenho, sim. Eu cuido de plantas no meu apartamento. Yes, I do. I look after plants in my apartment.
Emma Todo dia eu molho as plantas com aquele, como é que se diz, aquilo que a gente usa para jogar água. Every day I water the plants with that, how do you say it, the thing we use to pour water.
Examinador O regador? The watering can?
Emma Isso, o regador! Eu tenho um regador pequeno, de metal. That’s it, the watering can! I have a small metal watering can.
Examinador E quem ensinou você a cuidar de plantas? And who taught you to look after plants?
Emma Foi o meu avô, quer dizer, a minha avó. O meu avô só olhava. It was my grandfather, I mean, my grandmother. My grandfather only watched.
Examinador Então você tem dedo verde? So do you have a green thumb?
Emma Dedo verde? Como assim? A green finger? What do you mean?
Examinador É uma expressão. Quer dizer que a pessoa tem jeito para cuidar de plantas. It’s an expression. It means the person has a knack for looking after plants.
Emma Ah, entendi! Deixa eu pensar. Acho que não: as minhas plantas vivem, mas não ficam bonitas. Oh, I see! Let me think. I don’t think so: my plants live, but they don’t look pretty.
Responda sobre a conversa.
- O que Emma fez quando não se lembrou da palavra “regador”?Explicou para que o objeto serve Ficou em silêncio Disse a palavra em inglês
- Que expressão Emma usou para se corrigir?Deixa eu pensar Como assim Quer dizer
- O que Emma fez quando não entendeu “dedo verde”?Respondeu que sim Mudou de assunto Pediu uma explicação
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- O que Emma fez quando não se lembrou da palavra “regador”? Explicou para que o objeto serve
- Que expressão Emma usou para se corrigir? Quer dizer
- O que Emma fez quando não entendeu “dedo verde”? Pediu uma explicação
Escolha a resposta certa.
- Em uma conversa, para que serve dizer “Deixa eu pensar”?Para corrigir um erro Para ganhar tempo Para pedir que a pessoa repita
- Em uma conversa, para que serve perguntar “Como assim?”Para terminar a resposta Para pedir uma explicação Para concordar
- Você não ouviu bem a pergunta do examinador. O que você diz?Pode repetir, por favor? É um tipo de pergunta. Ou melhor.
- Você esqueceu a palavra “tesoura” no meio de uma frase. Qual é a melhor saída?Dizer: é aquilo que a gente usa para cortar papel Dizer a palavra em inglês Parar de falar e esperar
- Por que trocar de língua no meio da resposta custa pontos na parte oral do Celpe-Bras?Porque é proibido falar outra língua na sala Porque o examinador não entende outras línguas Porque o exame valoriza quem resolve a dificuldade em português
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- Em uma conversa, para que serve dizer “Deixa eu pensar”? Para ganhar tempo
- Em uma conversa, para que serve perguntar “Como assim?” Para pedir uma explicação
- Você não ouviu bem a pergunta do examinador. O que você diz? Pode repetir, por favor?
- Você esqueceu a palavra “tesoura” no meio de uma frase. Qual é a melhor saída? Dizer: é aquilo que a gente usa para cortar papel
- Por que trocar de língua no meio da resposta custa pontos na parte oral do Celpe-Bras? Porque o exame valoriza quem resolve a dificuldade em português
Leia a explicação e descubra a palavra.
- “É aquilo que a gente usa para abrir uma garrafa de vinho.” De que objeto a pessoa está falando?Do guarda-chuva Do saca-rolhas Da tesoura
- “É o lugar onde a gente deixa o carro.” De que lugar a pessoa está falando?Do estacionamento Da padaria Do elevador
- “É a pessoa que conserta os canos e as torneiras.” De quem a pessoa está falando?Do motorista Do encanador Do padeiro
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- “É aquilo que a gente usa para abrir uma garrafa de vinho.” De que objeto a pessoa está falando? Do saca-rolhas
- “É o lugar onde a gente deixa o carro.” De que lugar a pessoa está falando? Do estacionamento
- “É a pessoa que conserta os canos e as torneiras.” De quem a pessoa está falando? Do encanador
Complete a frase.
- É um ______ de fruta, parecida com a laranja.It’s a kind of fruit, similar to an orange.
- Estive no Brasil em 2019, quer ______, em 2018.I was in Brazil in 2019, I mean, in 2018.
- É aquilo que a gente usa ______ secar o cabelo.It’s the thing we use to dry our hair.
- Desculpe, pode ______ a pergunta, por favor?Sorry, can you repeat the question, please?
- O ingresso custa 50 reais, ou ______, 15.The ticket costs 50 reais, or rather, 15.
- O material ______ de um encontro mensal para consertar objetos.The material is about a monthly meeting to repair objects.
- Proponho que a associação ______ um encontro por mês. (organizar)I propose that the association organize one meeting a month.
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- É um tipo de fruta, parecida com a laranja.
- Estive no Brasil em 2019, quer dizer, em 2018.
- É aquilo que a gente usa para secar o cabelo.
- Desculpe, pode repetir a pergunta, por favor?
- O ingresso custa 50 reais, ou melhor, 15.
- O material trata de um encontro mensal para consertar objetos.
- Proponho que a associação organize um encontro por mês.
Coloque as palavras em ordem.
- How do you say that in Portuguese?______
- I didn’t quite understand the question.______
- I’ve never thought about that, but I think so.______
- According to the report, the repair is free.______
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- Como é que se diz isso em português?
- Não entendi bem a pergunta.
- Nunca pensei nisso, mas acho que sim.
- Segundo a reportagem, o conserto é gratuito.
Ouça e escreva o que você ouve.
- ______Can you repeat the question, please?
- ______It’s the thing we use to cut paper.
- ______I arrived in March, or rather, in April.
- ______The group has already done more than fourteen hundred repairs.
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- Pode repetir a pergunta, por favor?
- É aquilo que a gente usa para cortar papel.
- Cheguei em março, ou melhor, em abril.
- O grupo já fez mais de mil e quatrocentos consertos.
Diga em voz alta e depois compare com o modelo.
-
Explique o que é uma geladeira, sem dizer a palavra.
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É aquilo que a gente tem na cozinha para guardar a comida e deixar as bebidas frias.
-
Explique o que é um dentista, sem dizer a palavra.
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É a pessoa que cuida dos dentes. A gente vai lá quando sente dor ou para fazer uma limpeza.
-
Você disse “terça-feira”, mas a reunião é na quinta. Corrija-se e continue.
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A reunião é na terça, quer dizer, na quinta-feira, às dez horas.
-
O examinador fez uma pergunta com a palavra “lazer”, e você não a conhece. Peça uma explicação.
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Desculpe, o que quer dizer “lazer”? Pode me dar um exemplo?
Tarefa
Trinta minutos. O enunciado pede três coisas depois de Em seu texto: numere as três no rascunho e marque na reportagem só o que elas pedem.
Texto para ler
Em Joinville, voluntários consertam de graça o que ia para o lixo
No segundo sábado de cada mês, o salão do centro comunitário do bairro América, em Joinville, vira uma grande oficina. Sobre as mesas aparecem ventiladores que não giram, liquidificadores mudos, calças sem zíper, bicicletas com o freio solto. Do outro lado estão os voluntários do Café Conserto: eletricistas, costureiras, mecânicos e estudantes de informática dispostos a dar uma segunda vida a esses objetos, sem cobrar nada.
O encontro foi criado há dois anos pela engenheira aposentada Sílvia Hartmann, de 63 anos, inspirada nos “repair cafés” que surgiram na Holanda e se espalharam por vários países. “A gente desaprendeu a consertar. Quebrou, joga fora e compra outro. Eu queria mostrar que quase tudo tem conserto”, diz. No início eram cinco voluntários; hoje são 30.
As regras são poucas. O conserto é gratuito, e o visitante paga apenas a peça, quando é preciso trocar alguma. O dono do objeto não o deixa na mesa para buscar depois: fica ao lado do voluntário, ajuda e aprende. Antes, assina um termo em que declara saber que o conserto pode não dar certo. Enquanto espera a vez, toma café e come bolo, oferecidos em troca de uma contribuição voluntária.
Cada edição recebe cerca de 80 objetos, e seis em cada dez voltam para casa funcionando. Desde a primeira edição, foram mais de 1.400 consertos, o que, pelas contas dos organizadores, evitou que cerca de três toneladas de material fossem para o lixo. A professora Larissa Koch, de 26 anos, levou o liquidificador que foi da avó. “Na assistência técnica, o conserto custava mais que um aparelho novo. Aqui gastei R$ 12 em uma peça e aprendi a abrir o motor”, conta.
Para os voluntários, o ganho é outro. O eletricista aposentado Osvaldo Reis, de 71 anos, não perde uma edição. “Eu estava parado em casa, vendo televisão. Aqui eu me sinto útil e ainda ensino a meninada”, diz. Sílvia confirma: boa parte dos voluntários tem mais de 60 anos, e muitos vizinhos que nunca tinham se falado se conheceram na fila do café.
Montar um encontro parecido não exige muito, garante a fundadora: uma sala com mesas e tomadas, um conjunto básico de ferramentas e uma lista de voluntários com habilidades diferentes. Em Joinville, as ferramentas foram doadas por uma loja de material de construção do bairro, e o centro comunitário cede o espaço. O grupo já ajudou moradores de duas cidades vizinhas a criar seus próprios encontros e publica na internet um guia com o passo a passo.
Reportagem escrita para este curso, no formato do exame.
Tarefa 3 · leitura → texto · 30 minutos
Um Café Conserto no bairro
Você mora em um bairro onde aparelhos e móveis quebrados costumam ir para o lixo. Depois de ler a reportagem “Em Joinville, voluntários consertam de graça o que ia para o lixo”, escreva uma carta à associação de moradores do seu bairro propondo a criação de um Café Conserto mensal. Em seu texto, explique como o encontro funciona, apresente os benefícios que ele pode trazer ao bairro e informe o que é necessário para começar.
Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.
I’ve finished writing: check my text
Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um morador do bairro.
- O texto fala com o leitor certo: a associação de moradores.
- Cumpre o propósito: propor a criação de um Café Conserto mensal.
- Tem forma de carta formal: começo, fim e tom adequados.
- Propõe claramente um Café Conserto mensal no bairro
- Explica como o encontro funciona: voluntários consertam de graça, o dono acompanha o conserto, só a peça é paga
- Apresenta pelo menos dois benefícios: menos lixo, economia para os moradores, vizinhos mais próximos, valorização dos mais velhos
- Informa o que é necessário para começar: uma sala, ferramentas e voluntários
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Prezados membros da Associação de Moradores,
Sou Anna Keller, moradora da Rua das Acácias há seis anos, e escrevo para propor uma atividade nova para o nosso bairro: um Café Conserto, uma vez por mês, no salão da associação.
Conheci a ideia por uma reportagem sobre Joinville. Lá, voluntários que entendem de eletricidade, costura, bicicletas ou computadores se reúnem em um sábado por mês para consertar, sem cobrar, objetos trazidos pelos moradores. Quem leva o objeto acompanha o trabalho e aprende com o voluntário; só paga a peça, se for necessário trocá-la. Enquanto esperam, as pessoas tomam café juntas.
Os benefícios são claros. Em dois anos, o grupo de Joinville recuperou mais de 1.400 objetos e, com isso, deixou de mandar toneladas de material para o lixo. Os moradores economizam, pois muitas vezes o conserto sai bem mais barato do que um aparelho novo. Além disso, o encontro aproxima vizinhos e valoriza os mais velhos, que são grande parte dos voluntários e têm muito a ensinar.
Para começar, precisamos de pouco: uma sala com mesas e tomadas, algumas ferramentas, que podem ser pedidas como doação a lojas do bairro, e uma lista de vizinhos dispostos a ajudar. Há também um guia gratuito na internet, feito pelo grupo de Joinville.
Proponho que o assunto seja discutido na próxima reunião. Ofereço-me para procurar voluntários e organizar a primeira edição.
Atenciosamente,
Anna Keller
Why it’s a 5: The first sentence gives the writer ("moradora da Rua das Acácias há seis anos"), the readers and the proposal. Each of the three things the task asks for has its own paragraph, in the order of the task statement, and the facts are chosen and reworded for people who have to decide: "cerca de três toneladas" becomes "toneladas de material", and the cost of starting comes with a solution ("pedidas como doação a lojas do bairro"). It ends with a concrete next step ("discutido na próxima reunião") and an offer of work.
Texto modelo: nota 3
Olá Associação,
Meu nome é Anna e eu moro no bairro. Eu quero propor um Café Conserto por o nosso bairro.
O Café Conserto é em Joinville. No segundo sábado de cada mês, o salão do centro comunitário vira uma grande oficina. O conserto é gratuito, e o visitante paga apenas a peça, quando é preciso trocar alguma. Cada edição recebe cerca de 80 objetos.
Eu acho que é uma ideia muito legal porque as pessoas hoje jogam fora tudo. É bom para o meio ambiente e as pessoas podem salvar dinheiro. Eu tenho um ventilador quebrado em casa e eu não sei onde consertar ele, então eu preciso de um lugar assim.
Nós precisamos uma sala e pessoas que sabem consertar coisas. Eu penso que não é difícil.
Eu espero que vocês aceitam minha proposta.
Obrigada,
Anna
Why it’s a 3: The proposal is there and the reader can follow it, but "Olá Associação" and "Obrigada" are not how a letter to an association opens and closes. The explanation is three sentences copied from the report, and it never says who does the repairs. The benefits are general ("bom para o meio ambiente") with none of the report's facts behind them, and the tools are missing from what is needed. The slips (por o nosso bairro for para o, salvar dinheiro for economizar, precisamos uma sala for precisamos de, espero que vocês aceitam for aceitem) don't block the reader. Explaining the meeting in the writer's own words and backing one benefit with a figure would make this a 4.
Fala
Duas rodadas. Hoje há uma regra a mais: nenhuma palavra em outra língua. Se uma palavra faltar, descreva. Se você errar, corrija com quer dizer e continue. Se não entender a pergunta, peça uma explicação em voz alta, como faria no exame.
Elemento provocador · 5 minutos
Comportamento
Dinheiro traz felicidade?
O ditado garante que não, mas quem está com as contas atrasadas costuma discordar. Estudos sobre bem-estar sugerem um meio-termo: o dinheiro ajuda muito até cobrir o básico, como moradia, comida e saúde. Depois disso, cada aumento pesa menos, e outras coisas passam a contar mais: tempo livre, amigos, um trabalho com sentido. Há ainda quem diga que o segredo está no modo de gastar: experiências, como uma viagem, deixariam lembranças melhores do que objetos.
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- Que relação você vê entre a imagem e o título?
- Você concorda com o ditado que diz que dinheiro não traz felicidade? Por quê?
- O que é mais importante para você: ganhar bem ou ter tempo livre?
- Fale de uma compra ou de uma experiência que deixou você muito feliz.
- No seu país, as pessoas falam abertamente sobre dinheiro e salário?
- Se você ganhasse muito dinheiro de repente, o que mudaria na sua vida?
- Pelo que você observa, os brasileiros dão muita importância ao dinheiro?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- o ditado the saying
- as contas atrasadas overdue bills
- o meio-termo the middle ground
- cobrir o básico to cover the basics
- um trabalho com sentido meaningful work
Pergunta 7: Boa pergunta. Deixa eu pensar. Acho que eu não pararia de trabalhar, porque eu gosto do que faço. Mas eu trabalharia menos e faria aquele curso de, como é que se diz, de dirigir avião, quer dizer, um curso de piloto. É um sonho antigo. E ajudaria a minha irmã a comprar uma casa. Agora, mudar de cidade, de amigos, isso não. Eu teria medo de virar outra pessoa.
Elemento provocador · 5 minutos
Cultura
Superstições
Bater na madeira, não passar debaixo de escada, entrar com o pé direito, fugir de gato preto na sexta-feira 13. Muita gente jura que não acredita em nada disso, mas, por via das dúvidas, obedece. Para quem estuda o assunto, as superstições dão uma sensação de controle em momentos de incerteza: antes de uma prova, de um jogo, de uma viagem. Elas também passam de geração em geração, como receitas de família. E você, tem alguma?
Avó: Não passe debaixo da escada, menino. Dá azar!
Neto: Vó, isso é superstição. Eu só acredito na ciência.
Avó: E essa camisa velha em dia de prova?
Neto: É a minha camisa da sorte. Isso é diferente!
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- Onde está o humor do cartum? Que relação ele tem com o texto?
- Você é uma pessoa supersticiosa? Tem algum objeto ou costume que dá sorte?
- Por que você acha que tantas pessoas seguem superstições, mesmo dizendo que não acreditam?
- Quais são as superstições mais comuns no seu país?
- Você acha que as superstições podem atrapalhar a vida de alguém? Como?
- Você conhece alguma superstição brasileira? O que achou dela?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- dar azar, dar sorte to bring bad luck, good luck
- bater na madeira to knock on wood
- por via das dúvidas just in case
- entrar com o pé direito to step in with your right foot (for luck)
- pular sete ondas no Ano-Novo to jump seven waves at New Year (a Brazilian custom)
Pergunta 5: Olha, no meu país a mais conhecida é a do número 13. Muitos prédios não têm o décimo terceiro andar, quer dizer, o andar existe, mas tem outro número. Também dizem que quebrar um espelho dá sete anos de azar. E tem uma com aquele objeto para a chuva, o guarda-chuva: não se pode abrir dentro de casa. Eu não acredito, mas, por via das dúvidas, nunca abro.
Finish day 31
Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.