Celpe-Bras course › Week 8: Exam conditions
Today you sit the final written paper of the course:
- Four tasks in three hours, in the exam's order: a video, an audio and two texts, all at full exam length
- Tarefa 1 has the first 30 minutes, the two showings included; at 30 minutes the Tarefa 2 audio plays
- By hand, in black ink, one page per task, with no dictionary, no notes and no pauses
- You mark the four texts afterwards. Tomorrow's oral part completes the mock and gives you your level.
Esta é a prova para a qual o curso inteiro preparou você. Ela tem o formato, o tamanho e a dificuldade de uma edição real. Faça como se fosse o dia do exame: a mesma hora da manhã, a mesma caneta, o mesmo silêncio.
Antes de começar
As regras da sala são as do exame.
- Papel. Quatro folhas de resposta impressas, uma para cada tarefa, e quatro folhas de rascunho. Só vale o que couber na folha de resposta.
- Caneta preta de corpo transparente. Duas. Nada de lápis, borracha ou corretivo.
- Sem dicionário, sem tradutor, sem anotações. Nem a sua lista de erros: releia a lista agora e guarde.
- Celular longe. Desligado, em outro cômodo.
- Três horas sem parar. Ninguém entra, você não sai.
- O seu plano. Escreva no alto do rascunho os seus horários, com as mudanças que você decidiu no dia 53.
Como funciona nesta página:
- Ligue o relógio no alto da página. Leia o enunciado da Tarefa 1 e passe o vídeo. Ele toca duas vezes, e não há terceira.
- Aos 30 minutos, o relógio avisa. Pare a Tarefa 1, mesmo sem terminar, e toque o áudio da Tarefa 2, também duas vezes.
- Daí em diante o tempo é seu. Você pode voltar à Tarefa 1.
- Quando o relógio chegar a zero, largue a caneta. Não abra as caixas de correção nem as transcrições antes disso.
Respire. Comece.
Parte escrita
Vídeo · toca duas vezes, como no exame
Caminhos do Queijo: a Canastra abre a porteira
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Transcrição (leia só depois de escrever o seu texto)
Repórter: São cinco e meia da manhã na Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais. O sol ainda não apareceu atrás do morro, e dona Cida já tirou o leite de 20 vacas. Agora começa o trabalho que ela aprendeu com a mãe, que aprendeu com a avó. Na tela: SERRA DA CANASTRA, MINAS GERAIS
Cida: O queijo daqui é feito com leite cru, tirado na hora. A gente põe o coalho e o pingo, que é o fermento natural, o soro que escorreu do queijo de ontem. É o pingo que dá o gosto da Canastra. Cada fazenda tem o seu. Na tela: Maria Aparecida Souza, a dona Cida · Produtora de queijo há 40 anos
Repórter: Durante muito tempo, só os vizinhos viam essa cena. Agora, a queijaria da dona Cida é uma das paradas dos Caminhos do Queijo, rota turística criada em 2022 por uma cooperativa de famílias produtoras. Na tela: CAMINHOS DO QUEIJO · 18 queijarias familiares em 3 municípios
Rogério: A gente percebeu que o turista vinha para a serra ver cachoeira, comprava um queijo na beira da estrada e ia embora. Ele não sabia quem fazia, nem como. Então a gente resolveu abrir a porteira. Na tela: Rogério Batista · Coordenador da rota
Repórter: A rota liga fazendas de três cidades por estradas de terra, entre morros e riachos. Em cada parada, o visitante acompanha a produção, entra na sala de maturação, onde os queijos descansam em prateleiras de madeira, e termina na cozinha. Na tela: São Roque de Minas, Vargem Bonita e Medeiros · 120 km de estradas rurais
Cida: Ninguém sai daqui sem provar. Tem o queijo fresco, o meia-cura e o curado, com café coado na hora e doce de leite. E eu ensino a fazer pão de queijo no forno a lenha. O povo da cidade fica bobo.
Repórter: A visita tem preço único em todas as fazendas e precisa ser marcada com antecedência, porque as famílias recebem pouca gente de cada vez. Na tela: Visita com degustação: R$ 45 por pessoa · Crianças de até 10 anos não pagam
Rogério: São no máximo 12 pessoas por horário. Isso aqui não é parque de diversão, é a casa das pessoas. E quem quiser pode dormir na roça: 7 fazendas têm quartos para hóspedes, com café da manhã feito na hora. Na tela: Visitas de quarta a domingo · Agendamento com 2 dias de antecedência
Repórter: Para animar o passeio, a cooperativa criou um passaporte. A cada queijaria visitada, o turista ganha um carimbo. Na tela: PASSAPORTE DO QUEIJO · 6 carimbos valem um queijo de presente
Repórter: E a região tem outras atrações. Fica aqui o Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o rio São Francisco, e a cachoeira Casca d’Anta, com quase 200 metros de queda.
Rogério: A melhor época é a seca, quando a estrada está boa. No verão chove muito, e tem trecho em que só passa carro alto. Na tela: Melhor época: de maio a setembro · Nos meses de chuva, consulte as condições das estradas
Repórter: Em três anos, o número de visitantes passou de 3 mil para 14 mil por ano. E o dinheiro do turismo mudou a vida das famílias.
Cida: O meu filho tinha ido trabalhar em Belo Horizonte. Voltou no ano passado. Hoje ele cuida das visitas e da internet, e eu cuido do queijo. Eu achava que a queijaria ia acabar comigo. Não vai mais.
Repórter: O modo de fazer o queijo minas artesanal é reconhecido como patrimônio cultural do Brasil. Aqui na Canastra, o visitante descobre que esse patrimônio tem nome, sobrenome e hora de acordar.
Rogério: Eu só peço uma coisa para quem vem: venha com tempo. Queijo bom não se faz com pressa, e visita boa também não.
Material escrito para este curso, no formato do exame.
Tarefa 1 · vídeo → texto
A rota do queijo
Você é editor de um site de turismo de Minas Gerais. Com base na reportagem de TV, escreva um texto para o site divulgando a rota Caminhos do Queijo aos turistas. Em seu texto, descreva o que o visitante encontra na rota e dê as informações práticas necessárias para planejar a visita. Você vai assistir ao vídeo duas vezes, podendo fazer anotações enquanto assiste.
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Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: o editor de um site de turismo.
- O texto fala com o leitor certo: turistas que podem visitar a região.
- Cumpre o propósito: divulgar a rota e ajudar a planejar a visita.
- Tem forma de texto de divulgação para um site de turismo: começo, fim e tom adequados.
- Apresenta a rota: 18 queijarias familiares na Serra da Canastra, em São Roque de Minas, Vargem Bonita e Medeiros
- Descreve o que o visitante encontra: a produção do queijo de perto, a degustação com café e doce de leite, a hospedagem em fazendas, as atrações da região
- Dá as informações práticas da tela: R$ 45 por pessoa, de quarta a domingo, agendamento com dois dias de antecedência
- Indica a melhor época: de maio a setembro, na estação seca
- Fala com o leitor e o convida a visitar
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Caminhos do Queijo: conheça a Canastra pela porta da cozinha
Você já provou o queijo Canastra? Que tal conhecer quem o faz? Na rota Caminhos do Queijo, no sudoeste de Minas, 18 famílias produtoras de São Roque de Minas, Vargem Bonita e Medeiros abrem a porteira de suas fazendas para receber visitantes.
Em cada queijaria, você acompanha de perto um saber que passa de mãe para filha há gerações: o leite cru tirado de madrugada, o fermento natural que dá ao queijo o seu sabor único e as prateleiras de madeira onde ele amadurece. Depois, é hora de sentar à mesa para provar queijos frescos e curados, com café coado na hora e doce de leite. Quem quiser prolongar a experiência pode se hospedar em uma das sete fazendas que oferecem quartos e café da manhã. Entre uma parada e outra, vale conhecer o Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o rio São Francisco.
Para planejar a sua visita, anote. A visita com degustação custa R$ 45 por pessoa, e crianças de até 10 anos não pagam. As queijarias recebem turistas de quarta a domingo, em grupos de até 12 pessoas; por isso, é preciso agendar com dois dias de antecedência. A melhor época vai de maio a setembro, quando chove pouco e as estradas de terra estão em boas condições.
Não se esqueça de pedir o Passaporte do Queijo: com seis carimbos, você ganha um queijo de presente. Venha sem pressa e leve a Canastra para casa!
Why it’s a 5: This is a tourism site talking to a tourist: a title that invites, você from the first line, and a call to action at the end ("Venha sem pressa"). The second paragraph sells the experience and the third gives everything a visitor needs in order to book, including the facts that were only on the screen: "R$ 45", "de quarta a domingo", "dois dias de antecedência", "de maio a setembro". Dona Cida's speech is turned into the site's own voice ("um saber que passa de mãe para filha há gerações"), and nothing is copied.
Texto modelo: nota 3
Rota do queijo em Minas Gerais
Prezados turistas,
Eu gostaria de apresentar uma rota muito interessante em Minas Gerais. É a rota Caminhos do Queijo, que foi criada em 2022 por uma cooperativa de famílias produtoras.
O queijo é feito com leite cru, tirado na hora. A gente põe o coalho e o pingo, que é o fermento natural. Dona Cida faz queijo há 40 anos e ela aprendeu com sua mãe. Os turistas podem assistir a produção e depois eles provam o queijo com café e doce de leite. Também é possível dormir nas fazendas.
A rota tem 18 queijarias e a visita custa 54 reais. O melhor tempo para visitar é o verão, porque não chove muito. A região é muito bonita, com cachoeiras e um parque nacional. O turismo é bom para as famílias porque o número de visitantes aumentou e os jovens voltam para trabalhar na fazenda.
Eu recomendo esta rota para todas as pessoas que gostam de queijo. Vocês não vão se arrepender!
Atenciosamente,
O editor
Why it’s a 3: The reader learns what the route is and what happens on a visit, so the text does its main job. It loses ground on the practical side: "54 reais" should be 45, "o verão" is the opposite of what the report said (summer is the rainy season; the screen showed de maio a setembro), and the days and the booking rule are missing. "Prezados turistas," and "Atenciosamente, O editor" turn a website text into a letter, and "A gente põe o coalho e o pingo" is dona Cida's sentence, copied in her voice. The slips (assistir a produção for à produção, o melhor tempo for a melhor época) don't block the reader. The right price and season, the days and the booking rule, and no letter frame would make this a 4.
Áudio · toca duas vezes, como no exame
Saúde em Pauta: o que tem no prato da escola?
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Transcrição (leia só depois de escrever o seu texto)
Apresentador: Bom dia, ouvinte. Começa agora o Saúde em Pauta, o nosso espaço semanal sobre alimentação. Comigo, como sempre, a nutricionista Beatriz Lacerda. Beatriz, o assunto de hoje veio dos ouvintes, não foi?
Beatriz: Veio, Paulo. Bom dia a todos. Nas últimas semanas, a gente recebeu dezenas de mensagens de pais e mães de alunos da rede municipal, com fotos da merenda dos filhos. E o que aparece nas fotos? Biscoito recheado, suco de caixinha, salsicha, macarrão instantâneo.
Beatriz: Aí eu fui ver de perto. Nos últimos dois meses, a minha equipe visitou 12 escolas municipais aqui da cidade. Em 9 delas, o cardápio tinha alimentos ultraprocessados pelo menos três vezes por semana. E só 2 escolas serviam fruta fresca todos os dias.
Apresentador: Ultraprocessado, para quem não conhece a palavra, é o quê?
Beatriz: É aquele produto que sai pronto da fábrica, com muito açúcar, muito sal, gordura, corante, conservante. É prático e é barato. Mas, Paulo, para muita criança, a merenda é a principal refeição do dia. Às vezes é a única refeição completa.
Beatriz: E a gente já vê o resultado. Nas escolas que visitamos, uma em cada três crianças estava acima do peso. E as professoras contam que, depois de um lanche cheio de açúcar, a turma fica agitada e depois sonolenta. Ninguém aprende direito assim.
Apresentador: Mas por que isso acontece? É falta de dinheiro?
Beatriz: Olha, não é só dinheiro. É falta de estrutura. Tem cozinha de escola com fogão quebrado, sem geladeira. Tem escola com uma merendeira só para 400 alunos. Aí, né, abrir um pacote é mais fácil do que descascar legume para 400 crianças.
Apresentador: No meu tempo era sopa todo dia. A gente reclamava, mas era comida de verdade.
Beatriz: Pois é, e hoje dá para fazer muito melhor do que a sopa. Eu queria contar um exemplo que eu conheci numa cidade do oeste de Santa Catarina. Desde 2022, as escolas municipais de lá têm um programa chamado Prato da Roça.
Beatriz: Funciona assim: 60% dos ingredientes são comprados de 85 agricultores familiares da própria região. Chega verdura, fruta, feijão, ovo, tudo fresco. As merendeiras fizeram um curso com nutricionistas e ajudaram a montar o cardápio. Fritura, refrigerante e suco de caixinha foram proibidos.
Beatriz: E tem um detalhe de que eu gosto muito: antes de uma receita nova entrar no cardápio, os alunos provam e dão nota. Se a maioria não gosta, a receita volta para a cozinha.
Apresentador: E isso não ficou caro?
Beatriz: Cada refeição ficou 30 centavos mais cara. Só isso. Em compensação, o desperdício de comida caiu 40%, porque criança que gosta da comida não deixa no prato. E os agricultores passaram a ter renda garantida o ano inteiro.
Apresentador: Então, o que os pais daqui podem pedir, Beatriz?
Beatriz: Quatro coisas, Paulo. Primeira: tirar os ultraprocessados do cardápio. Segunda: fruta fresca todos os dias, em todas as escolas. Terceira: comprar dos agricultores da região, o que, aliás, a lei federal da merenda já incentiva. Quarta: contratar e treinar mais merendeiras e consertar as cozinhas.
Beatriz: E eu acrescento uma quinta: transparência. O cardápio do mês tem que estar no portão da escola e na internet, para os pais acompanharem.
Apresentador: E a quem os pais devem se dirigir?
Beatriz: À Secretaria Municipal de Educação, que é quem compra a merenda e define o cardápio. Escrevam, cobrem, participem. Merenda não é favor, é direito do aluno.
Apresentador: Beatriz Lacerda, muito obrigado. A gente volta na próxima terça.
Material escrito para este curso, no formato do exame.
Tarefa 2 · áudio → texto
Uma merenda mais saudável
Você é pai ou mãe de um aluno da rede municipal de ensino da sua cidade e está preocupado com a qualidade da merenda escolar. Depois de ouvir o programa Saúde em Pauta, escreva uma carta aberta à secretária municipal de Educação solicitando uma alimentação mais saudável nas escolas. Em seu texto, descreva os problemas da merenda atual, apresente o exemplo do programa Prato da Roça e proponha medidas concretas. Você vai ouvir o áudio duas vezes, podendo fazer anotações enquanto ouve.
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Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: o pai ou a mãe de um aluno da rede municipal.
- O texto fala com o leitor certo: a secretária municipal de Educação.
- Cumpre o propósito: solicitar uma merenda mais saudável.
- Tem forma de carta aberta: começo, fim e tom adequados.
- Solicita claramente uma alimentação mais saudável nas escolas municipais
- Descreve os problemas atuais: ultraprocessados várias vezes por semana, pouca fruta fresca, cozinhas sem estrutura e poucas merendeiras, efeitos no peso e na atenção das crianças
- Apresenta o exemplo do programa Prato da Roça, de Santa Catarina: compra de agricultores da região, merendeiras treinadas, alunos que provam as receitas, só 30 centavos a mais por refeição, menos desperdício
- Propõe pelo menos duas medidas: retirar os ultraprocessados, fruta todos os dias, comprar da agricultura familiar, mais merendeiras e cozinhas consertadas, cardápio divulgado
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Carta aberta à Secretária Municipal de Educação
Senhora Secretária,
Sou pai de dois alunos da rede municipal e escrevo, em nome de muitas famílias, para solicitar que a Secretaria ofereça uma alimentação mais saudável em nossas escolas.
A merenda servida hoje preocupa. Um levantamento feito em 12 escolas da cidade e divulgado por um programa de rádio mostrou que, em nove delas, produtos ultraprocessados, como biscoito recheado, salsicha e suco de caixinha, aparecem no cardápio ao menos três vezes por semana, e que apenas duas oferecem fruta fresca diariamente. Faltam também merendeiras e cozinhas equipadas. Como essa é, para muitas crianças, a refeição mais importante do dia, as consequências são sérias: um terço dos alunos observados está acima do peso, e os professores relatam dificuldade de concentração.
É possível fazer diferente. Em uma cidade do oeste de Santa Catarina, o programa Prato da Roça existe desde 2022: a maior parte dos ingredientes da merenda vem de agricultores familiares da região, as merendeiras foram capacitadas por nutricionistas e os próprios alunos experimentam e avaliam as receitas. A mudança encareceu cada refeição em apenas 30 centavos e reduziu o desperdício em 40%.
Diante disso, peço que a Secretaria retire os ultraprocessados do cardápio, garanta fruta fresca todos os dias, compre alimentos dos produtores locais e invista na contratação e na formação de merendeiras. Solicito ainda que o cardápio mensal seja divulgado, para que os pais possam acompanhá-lo.
Certo de que a senhora compartilha dessa preocupação, agradeço a atenção.
Respeitosamente,
André Siqueira, pai de alunos da rede municipal
Why it’s a 5: An open letter in every part: the title, "Senhora Secretária," a parent who speaks "em nome de muitas famílias", and "Respeitosamente". The three things the task asks for follow in order, one paragraph each, and the fourth paragraph turns the commentator's advice into requests with the subjunctive right four times over (retire, garanta, compre, invista). The figures are used accurately and reworded ("uma em cada três" becomes "um terço"; "60%" becomes "a maior parte"), and the Prato da Roça paragraph answers the objection a secretary would raise first: cost.
Texto modelo: nota 3
Cara Secretária de Educação,
Eu sou uma mãe de um aluno e eu estou muito preocupada sobre a merenda da escola. Eu ouvi um programa de rádio que falou deste problema.
A merenda atual é ruim. As crianças comem biscoito recheado, suco de caixinha e salsicha. Ultraprocessado é aquele produto que sai pronto da fábrica, com muito açúcar, muito sal, gordura, corante, conservante. É prático e é barato, mas não é saudável. Uma em cada três crianças é acima do peso.
Em uma cidade de Santa Catarina as escolas compram comida dos agricultores e as crianças comem frutas e verduras frescas. Eu acho isso é muito melhor. Em minha opinião, a alimentação saudável é a base da educação, porque uma criança que tem fome não pode aprender. Todos sabemos que a saúde começa na mesa.
Por isso eu peço que a secretaria muda a merenda. Nossos filhos merecem uma comida melhor!
Eu espero sua resposta.
Um abraço,
Jennifer
Why it’s a 3: The request is there and so are the problem and the Santa Catarina example, so the letter does the task. It stays at 3 because the measures are missing: "peço que a secretaria muda a merenda" doesn't say what to change, and the task asked for concrete measures. The example gets one thin sentence, without the programme's name, the cost or the trained cooks that would convince a secretary. The definition of ultraprocessado is copied from the nutritionist, and the third paragraph slides into an essay ("a saúde começa na mesa"). "Cara Secretária" and "Um abraço" are too familiar for an open letter. The slips: preocupada sobre for com, é acima do peso for está, eu acho isso é for acho que isso é, peço que a secretaria muda for mude. Three named measures and the 30 centavos would make this a 4.
Texto para ler
Em Belém, orquestra jovem transforma sucata em música e procura quem a ajude a ir mais longe
O violino de Kauê Monteiro, de 14 anos, já foi uma lata de azeite. O violoncelo da colega ao lado nasceu de um tambor de tinta, e as flautas da última fila são canos de PVC. Quando o maestro Raimundo Farias levanta os braços, porém, o que se ouve no salão paroquial da Terra Firme, bairro da periferia de Belém, não é barulho de ferro-velho: é Villa-Lobos, é carimbó, é Luiz Gonzaga.
A Orquestra Lata Viva nasceu em 2016, quando Farias, professor de música da rede pública, quis montar um grupo com os alunos e descobriu que um violino novo custava mais do que o salário de muitos pais. A solução veio do vizinho Anselmo Pantoja, de 63 anos, carpinteiro naval aposentado, que passou a vida construindo barcos. “Se eu faço um casco que não afunda, faço uma caixa que soa”, disse ele na época. O primeiro instrumento levou três semanas para ficar pronto.
Hoje, a orquestra reúne 45 músicos de 10 a 19 anos, que ensaiam três vezes por semana, depois da escola. A matéria-prima vem de uma cooperativa de catadores do bairro, que separa latas, tambores, canos e talheres. Na oficina de seu Anselmo, os próprios jovens aprendem a construir e a consertar o que tocam. “Aqui ninguém ganha instrumento. Cada um faz o seu”, explica o maestro. As aulas são gratuitas, e a única condição é não abandonar a escola.
Em nove anos, mais de 300 crianças e adolescentes passaram pelo projeto. Seis ex-integrantes cursam hoje faculdade de música, e outros dois trabalham construindo instrumentos. A orquestra faz cerca de 30 apresentações por ano, em escolas, praças e hospitais, e em 2023 tocou no Theatro da Paz, a principal casa de espetáculos da cidade. “Minha mãe chorou o concerto inteiro. Ela nunca tinha entrado naquele teatro”, lembra Kauê.
Para a educadora musical Débora Sarmento, o projeto ensina duas coisas ao mesmo tempo. “Eles aprendem música e aprendem que o lixo é um recurso. Depois de fazer um violino com uma lata, a pessoa nunca mais olha para uma lata do mesmo jeito”, afirma. Ela lembra que orquestras de instrumentos reciclados existem em vários países, mas poucas formam os próprios construtores.
O reconhecimento chegou, mas o dinheiro não. A Lata Viva foi convidada para o Festival Nacional de Orquestras Jovens, que acontece em novembro, em São Paulo. Para levar os 45 músicos, são necessários R$ 60 mil, entre passagens, hospedagem e transporte dos instrumentos. Além disso, a oficina funciona com ferramentas emprestadas, faltam cordas e arcos, que não podem ser feitos de sucata, e os dois professores auxiliares trabalham sem remuneração. No total, o maestro calcula que o projeto precise de R$ 150 mil por ano para funcionar sem sustos. Hoje, vive de cachês de apresentações e de rifas organizadas pelas famílias.
Por isso, a orquestra procura empresas patrocinadoras. Em troca, oferece o que tem: a marca da empresa nos uniformes e no material de divulgação, quatro concertos por ano em eventos do patrocinador e oficinas de construção de instrumentos para funcionários e seus filhos. “Não estamos pedindo esmola. Estamos oferecendo uma parceria com um projeto que dá resultado”, diz Farias.
Enquanto a resposta não vem, o ensaio continua. Seu Anselmo termina um contrabaixo feito com um tonel de 200 litros, e Kauê treina o solo que pretende tocar em São Paulo. “Se a gente não for este ano, vai no outro”, diz o menino, afinando a lata. “Mas eu queria muito que fosse este.”
Reportagem escrita para este curso, no formato do exame.
Tarefa 3 · leitura → texto
Patrocínio para a Orquestra Lata Viva
Você é regente da Orquestra Lata Viva, de Belém. Com base na reportagem, escreva um e-mail ao diretor da Norte Embalagens, empresa da cidade que fabrica latas e tambores, solicitando patrocínio para a orquestra. Em seu texto, apresente o projeto e os resultados já alcançados, explique para que os recursos são necessários e informe o que a empresa receberá em troca.
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Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: o regente da Orquestra Lata Viva.
- O texto fala com o leitor certo: o diretor da empresa Norte Embalagens.
- Cumpre o propósito: solicitar patrocínio para a orquestra.
- Tem forma de e-mail formal: começo, fim e tom adequados.
- Solicita claramente o patrocínio da empresa
- Apresenta o projeto: jovens de 10 a 19 anos da periferia de Belém que constroem e tocam instrumentos feitos de sucata, em aulas gratuitas
- Cita pelo menos dois resultados: mais de 300 participantes, ex-integrantes na faculdade de música, cerca de 30 apresentações por ano, o concerto no Theatro da Paz, o convite para o festival
- Explica para que serve o dinheiro: a viagem ao festival (R$ 60 mil), ferramentas, cordas e arcos, pagamento dos professores
- Informa o que a empresa recebe: a marca nos uniformes e na divulgação, concertos em seus eventos, oficinas para funcionários
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Assunto: Pedido de patrocínio para a Orquestra Lata Viva
Prezado Senhor Diretor,
Sou Raimundo Farias, professor de música e regente da Orquestra Lata Viva, da Terra Firme. Escrevo para solicitar o patrocínio da Norte Embalagens a um projeto que, assim como a sua empresa, trabalha com latas e tambores, mas para fazer música.
Desde 2016, ensinamos gratuitamente crianças e adolescentes do bairro a construir e a tocar instrumentos feitos de material reaproveitado: violinos de lata, violoncelos de tambor, flautas de cano. Hoje somos 45 músicos, de 10 a 19 anos. Mais de 300 jovens já passaram pela orquestra, seis deles estudam música na universidade, e fazemos cerca de trinta apresentações por ano. Em 2023, tocamos no Theatro da Paz.
Neste ano, fomos convidados para um festival nacional de orquestras jovens, em novembro, em São Paulo, mas não temos os R$ 60 mil necessários para a viagem do grupo. Precisamos também comprar ferramentas para a oficina, cordas e arcos, e remunerar os dois professores que hoje nos ajudam como voluntários.
Em contrapartida, oferecemos a divulgação da marca da empresa em nossos uniformes e cartazes, quatro concertos anuais em eventos da Norte Embalagens e oficinas de construção de instrumentos para os seus funcionários e familiares.
Gostaria de convidar o senhor para assistir a um de nossos ensaios e conhecer os músicos. Fico à disposição para apresentar o orçamento completo.
Atenciosamente,
Raimundo Farias, regente da Orquestra Lata Viva
Why it’s a 5: The conductor speaks as the conductor: "ensinamos", "somos 45 músicos", "tocamos no Theatro da Paz". The first paragraph makes the request and gives this particular reader a reason to care ("assim como a sua empresa, trabalha com latas e tambores"). Project and results, the need, and what the company gets each have a paragraph, so all three things the task asks for are easy to find. The report is reworded into the first person plural throughout, and the invitation to a rehearsal is the kind of closing a real sponsorship request has.
Texto modelo: nota 3
Prezado Diretor,
Eu sou o maestro da Orquestra Lata Viva e eu escrevo para pedir um patrocínio de sua empresa.
A Orquestra Lata Viva nasceu em 2016. Hoje, a orquestra reúne 45 músicos de 10 a 19 anos, que ensaiam três vezes por semana, depois da escola. A matéria-prima vem de uma cooperativa de catadores do bairro, que separa latas, tambores, canos e talheres. Os instrumentos são feitos de lixo e os jovens fazem eles mesmos.
Nossa orquestra é muito sucedida. Nós tocamos em um teatro importante e 300 crianças participaram. Também fomos convidados para um festival em São Paulo em novembro, mas não temos o dinheiro para viajar. Nós precisamos 60 mil reais para o ano.
A música é muito importante para os jovens da periferia porque dá um futuro para eles. Sem a música muitos jovens ficam na rua. Eu espero que o senhor entende a importância do nosso projeto e que sua empresa vai nos ajudar.
Obrigado,
Maestro Raimundo
Why it’s a 3: Role, reader and request are clear, and the project and two results are there. What is missing is the third thing the task asked for: nothing says what the company gets in return, and for a sponsor that is half the argument. Two sentences of the second paragraph are copied from the report ("reúne 45 músicos de 10 a 19 anos, que ensaiam três vezes por semana…"), and "60 mil reais para o ano" confuses the cost of the trip with the yearly budget of R$ 150 mil. The slips: muito sucedida for bem-sucedida, precisamos 60 mil for precisamos de, os jovens fazem eles mesmos, espero que o senhor entende for entenda. A paragraph on the logo, the concerts and the workshops would make this a 4.
Texto para ler
Ler no papel ou na tela?
Toda vez que entro em sala no primeiro dia de aula, faço a mesma pergunta: quem trouxe o livro? Há dez anos, levantavam-se trinta braços com trinta exemplares de papel. Hoje, levantam-se trinta celulares. O texto é o mesmo, garantem os alunos. Será?
A discussão sobre papel e tela costuma ser travada como uma briga de torcidas. De um lado, os nostálgicos, para quem só é leitura de verdade a que tem cheiro de livro. De outro, os entusiastas, para quem o papel é uma tecnologia do passado, cara, pesada e condenada a desaparecer. As duas torcidas estão erradas, e o erro custa caro quando chega a quem decide o orçamento de uma biblioteca.
Comecemos pelo que se sabe. No ano passado, meu grupo de pesquisa acompanhou 480 estudantes de graduação. Metade leu um capítulo de trinta páginas em papel; a outra metade leu o mesmo capítulo no celular ou no computador. Em seguida, todos responderam a perguntas sobre o texto. Nas questões sobre informações pontuais, como datas e nomes, não houve diferença entre os grupos. Nas questões que exigiam relacionar ideias de partes diferentes do capítulo, quem leu em papel acertou 23% mais. Com textos curtos, de duas ou três páginas, a vantagem desapareceu.
A explicação não tem nada de misterioso. Na tela, lemos como quem procura: os olhos saltam, a mão rola a página, uma notificação pisca no canto. Os estudantes que leram no celular foram interrompidos, em média, onze vezes durante a tarefa. O papel, ao contrário, não faz nada além de ser lido. Além disso, quem lê em papel sublinha, anota na margem, lembra que tal ideia estava “no alto da página da esquerda”. Essa memória do lugar ajuda a montar o mapa do texto.
Os próprios alunos sabem disso. Em nossa pesquisa, 82% disseram preferir o papel para estudar textos longos. No entanto, 74% leem quase sempre na tela, porque o arquivo é gratuito, o livro está esgotado ou a biblioteca tem dois exemplares para uma turma de sessenta.
Nada disso autoriza a nostalgia. O livro digital permite que uma estudante do interior consulte, à meia-noite, uma obra que antes exigiria uma viagem à capital. Permite buscar uma palavra em quinhentas páginas em um segundo. Permite aumentar a letra e, para leitores cegos ou com baixa visão, ouvir o texto em voz alta, o que o papel jamais fará. Não ocupa estantes nem se estraga com a umidade. Para a consulta rápida, o artigo recente e a obra de referência, a tela é imbatível.
O problema começa quando uma instituição conclui, por economia, que pode trocar um formato pelo outro. Várias bibliotecas universitárias vêm reduzindo a compra de impressos e transformando estantes em salas de computadores, com o argumento de que “está tudo on-line”. É uma decisão que parece moderna e sai barata, mas que entrega ao estudante justamente o pior suporte para a leitura que a universidade mais exige: a longa, lenta e difícil.
O contrário também seria um erro. Uma biblioteca que desconfia da tela abandona os alunos exatamente onde eles já estão lendo, sem lhes ensinar a ler melhor ali. Há maneiras conhecidas de reduzir as desvantagens do digital, como desligar as notificações, usar aparelhos próprios para leitura, que não brilham nem recebem mensagens, e fazer anotações enquanto se lê. Quase ninguém ensina isso.
A pergunta do título, portanto, está mal formulada. Não se trata de papel ou tela, e sim de saber qual leitura pede qual suporte, e de garantir que o estudante possa escolher. Enquanto isso não acontece, continuarei perguntando quem trouxe o livro. E continuarei emprestando o meu.
Otávio Mendonça é professor de Letras e pesquisador na área de leitura.
Artigo de opinião escrito para este curso, no formato do exame. O autor e a pesquisa são fictícios.
Tarefa 4 · leitura → texto
Papel ou tela: a opinião de um estudante
Você é estudante universitário e colabora com o jornal dos estudantes da sua universidade. Depois de ler o artigo “Ler no papel ou na tela?”, de Otávio Mendonça, escreva um artigo de opinião para o jornal posicionando-se sobre a questão. Em seu texto, discuta os principais argumentos do autor e defenda o seu ponto de vista.
Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.
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Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um estudante universitário.
- O texto fala com o leitor certo: os leitores do jornal dos estudantes.
- Cumpre o propósito: posicionar-se sobre a leitura no papel e na tela.
- Tem forma de artigo de opinião: começo, fim e tom adequados.
- Tem um título e toma uma posição clara logo no início
- Discute pelo menos dois argumentos do autor: textos longos são mais bem compreendidos no papel, a tela traz interrupções, os alunos preferem o papel mas leem na tela, o digital ganha em acesso, busca e acessibilidade, a biblioteca não deve trocar um formato pelo outro
- Defende a posição com razões próprias, ligadas ao que o artigo diz
- Termina com uma conclusão, sem saudação nem despedida de carta
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Papel para estudar, tela para consultar
Na semana de provas, a cena se repete na nossa biblioteca: dois exemplares do livro, sessenta alunos e uma fila de celulares abertos no mesmo arquivo. Defendo que a universidade não pode tratar isso como modernidade. Para a leitura longa, o papel ainda é o melhor suporte, e o estudante deve ter o direito de escolhê-lo.
Em artigo recente, o professor Otávio Mendonça apresenta dados que confirmam o que muitos de nós sentimos. Em uma pesquisa com 480 universitários, quem leu um capítulo de trinta páginas no papel relacionou melhor as ideias do texto do que quem leu na tela, onde as interrupções foram constantes. O mais revelador, porém, é outro número: a grande maioria dos alunos prefere o papel para estudar, mas três em cada quatro leem quase sempre na tela, porque o arquivo é gratuito ou faltam exemplares.
É verdade que o livro digital tem vantagens que ninguém quer perder. Como lembra o autor, ele chega a quem mora longe, permite buscar uma palavra em segundos e pode ser ouvido por quem não enxerga. Mas consultar não é estudar, e é justamente no estudo demorado que a tela nos atrapalha.
Discordo do professor em um ponto: ele cobra das bibliotecas que nos ensinem a ler melhor na tela. Parte dessa tarefa é nossa. Desligar as notificações durante uma hora não depende de orçamento.
Portanto, a escolha entre papel e tela não deveria ser feita pela economia. Que a universidade compre os livros, e que nós desliguemos o celular.
Why it’s a 5: An opinion article in every part: a title that already states the view, the position in the first paragraph ("Defendo que a universidade não pode tratar isso como modernidade"), arguments, a concession and a conclusion, with no greeting and no signature. The student writes for other students ("na nossa biblioteca", "muitos de nós") and discusses the article instead of summing it up: its figures are reworded ("82%" becomes "a grande maioria", "74%" becomes "três em cada quatro"), its case for digital books is granted ("É verdade que o livro digital tem vantagens"), and one point is disputed ("Parte dessa tarefa é nossa"). The connectors carry the argument (porém, mas, portanto).
Texto modelo: nota 3
Olá, colegas!
Eu sou estudante e eu li o artigo “Ler no papel ou na tela?”. Eu quero dar minha opinião sobre este assunto.
O artigo diz que a leitura no papel é melhor. Na tela, lemos como quem procura: os olhos saltam, a mão rola a página, uma notificação pisca no canto. Os estudantes que leram no celular foram interrompidos onze vezes. Os estudantes que leram em papel acertaram 23% mais em todas as perguntas. Por isso eu sou de acordo com o autor.
Eu pessoalmente prefiro os livros de papel. Eu gosto do cheiro do livro e eu posso escrever nas páginas. Os livros digitais cansam meus olhos. Mas eu sei que os jovens gostam mais do celular e nós não podemos parar a tecnologia.
Em conclusão, eu acho que os estudantes devem ler mais livros de papel. É importante que a universidade compra mais livros para a biblioteca.
Obrigado por ler,
Mark
Why it’s a 3: There is a position and it leans on the article, so the task is done in part. But the article is misreported: the 23% advantage was only in questions that link ideas across a long text, not "em todas as perguntas", and the author's case for digital books is left out, so his arguments are repeated and not discussed. One sentence is copied ("os olhos saltam, a mão rola a página…"), and the third paragraph is about the writer's own taste, which is not an argument. The form is off too: there is no title, and "Olá, colegas!" and "Obrigado por ler" belong to a message, not to an opinion article. The slips: eu sou de acordo com for concordo com, é importante que a universidade compra for compre. A title, the 23% reported correctly and an answer to one of the author's points in favour of the screen would make this a 4.
Depois da prova
Largue a caneta quando o relógio chegar a zero. Levante-se, beba água e descanse pelo menos quinze minutos antes de corrigir.
Depois, para cada uma das quatro tarefas:
- Abra a caixa de correção e marque na lista só o que o seu texto faz de verdade. Um ponto “mais ou menos” não é um ponto feito.
- Leia os dois textos modelo e os comentários. O seu texto está mais perto de qual deles? Em quê?
- Leia as transcrições do vídeo e do áudio e confira cada número, nome e data que você usou. O que só aparecia na tela está no seu texto?
- Procure frases copiadas. Se uma frase sua está igual à da fonte, ela não conta a seu favor.
- Dê a sua nota, de 0 a 5. A página guarda as quatro notas para o resultado de amanhã.
Compare com o simulado A, tarefa por tarefa. Você terminou as quatro? A Tarefa 4 teve os seus 45 minutos? O erro que você consertou no dia 53 voltou a aparecer? Essas três respostas dizem mais sobre o seu progresso do que a diferença entre as médias.
Se puder, mostre estes quatro textos a um professor de português. A sua correção é honesta, mas é a de quem escreveu. Um segundo par de olhos, antes do exame, vale muito.
Guarde as folhas. Amanhã, a parte oral: uma entrevista, três cartões e, no fim, o seu nível.
Finish day 55
Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.