Celpe-Bras course › Week 6: Brazil in ten themes
By the end of today you can:
- Use the words Brazilians use today, with respect, for race, gender, disability and access
- Recognize cotas, quilombola, povos indígenas, acessibilidade and Libras in a source, and explain each one in a sentence
- Write an open letter that asks a group to act, built on the figures of a dense report
- Discuss women in sport for five minutes from a chart
Igualdade racial, igualdade entre homens e mulheres, inclusão de pessoas com deficiência: estes assuntos aparecem no exame com frequência, nas tarefas e nos cartões. Os avaliadores não julgam a sua opinião. Julgam como você fala e escreve. Por isso, as palavras importam muito aqui: algumas eram comuns há trinta anos e hoje soam mal.
Warm-up: do you remember?
Before anything new, pull these out of memory. They come from earlier days. Getting one wrong is useful: it shows you what to look at again.
- Sugiro que a prefeitura ______ mais pontos de coleta. (criar)I suggest that the city create more collection points.
- A renda das famílias dobrou, ______ a líder da comunidade.The families’ income doubled, according to the community leader.
- Na parte oral do Celpe-Bras, o examinador entrega um cartão. Qual é a primeira pergunta?De que trata o material? Como é no seu país? Você concorda com o autor?
- Nowadays, everyone sleeps too little.______
- Qual destas frases compara sem estereótipo?Todo brasileiro é igual. Pelo que eu vejo, muitos brasileiros gostam de conversar com desconhecidos. Os brasileiros falam demais.
- ___ no Brasil quanto no México, a família é muito importante.Tanto Já Enquanto
- O cartum ______ o uso exagerado do celular. (criticar)The cartoon criticizes excessive phone use.
- O examinador pergunta: “De que trata o material?” O que ele espera?Que você leia o texto em voz alta Que você conte uma história pessoal Que você diga o tema do cartão em duas ou três frases
- “Não sou contra o celular, mas uma criança de seis anos não precisa de um.” Qual frase resume bem essa ideia?Para o autor, o celular não é necessário para crianças pequenas. O autor acha que toda criança precisa de um celular. O autor é contra o celular.
- “Proponho que cada família reserve duas tardes por semana sem atividades.” Qual frase resume bem essa ideia?O autor acha que as crianças não devem estudar. O autor sugere que as crianças tenham duas tardes livres por semana. O autor quer proibir todos os cursos para crianças.
- A tarefa pede: “apresente os resultados do projeto”. Qual informação você usa?A diretora mora perto da escola. O projeto foi criado em 2020. A leitura entre os alunos dobrou em um ano.
- Na minha ______, proibir não resolve o problema.In my opinion, banning doesn’t solve the problem.
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- Sugiro que a prefeitura crie mais pontos de coleta.
- A renda das famílias dobrou, segundo a líder da comunidade.
- Na parte oral do Celpe-Bras, o examinador entrega um cartão. Qual é a primeira pergunta? De que trata o material?
- Hoje em dia, todo mundo dorme pouco.
- Qual destas frases compara sem estereótipo? Pelo que eu vejo, muitos brasileiros gostam de conversar com desconhecidos.
- Tanto no Brasil quanto no México, a família é muito importante.
- O cartum critica o uso exagerado do celular.
- O examinador pergunta: “De que trata o material?” O que ele espera? Que você diga o tema do cartão em duas ou três frases
- “Não sou contra o celular, mas uma criança de seis anos não precisa de um.” Qual frase resume bem essa ideia? Para o autor, o celular não é necessário para crianças pequenas.
- “Proponho que cada família reserve duas tardes por semana sem atividades.” Qual frase resume bem essa ideia? O autor sugere que as crianças tenham duas tardes livres por semana.
- A tarefa pede: “apresente os resultados do projeto”. Qual informação você usa? A leitura entre os alunos dobrou em um ano.
- Na minha opinião, proibir não resolve o problema.
As palavras do tema
| Português | English |
|---|---|
| a igualdade | equality |
| a desigualdade | inequality |
| o preconceito | prejudice |
| a discriminação | discrimination |
| o racismo | racism |
| a diversidade | diversity |
| a inclusão | inclusion |
| os direitos | rights |
| a ação afirmativa | affirmative action |
| as cotas | quotas, reserved places |
| a pessoa negra | a Black person |
| os povos indígenas | Indigenous peoples |
| a igualdade de gênero | gender equality |
| a diferença salarial | the pay gap |
| o cargo de liderança | leadership position |
| a pessoa com deficiência | a person with a disability |
| o cadeirante | wheelchair user |
| a cadeira de rodas | wheelchair |
| a acessibilidade | accessibility |
| a rampa | ramp |
| o degrau | step |
| a calçada | sidewalk |
| a pessoa idosa | an older person |
| a língua de sinais | sign language |
Palavras que respeitam
No exame, use os termos que a imprensa brasileira usa hoje.
| Diga | Evite |
|---|---|
| a pessoa com deficiência | o deficiente, o portador de deficiência |
| o cadeirante, a pessoa que usa cadeira de rodas | preso a uma cadeira de rodas |
| a pessoa surda | o surdo-mudo |
| os povos indígenas, uma pessoa indígena | os índios |
| a pessoa negra, a população negra | a pessoa de cor |
| a pessoa idosa | o velho |
Preto, pardo, negro. No censo, cada brasileiro declara a sua cor ou raça: branca, preta, parda, amarela ou indígena. Pardo é quem se declara de cor ou origem mista. As pessoas pretas e pardas, juntas, formam a população negra, que é mais da metade do país. Em um texto, pessoas negras e população negra são sempre boas escolhas.
Instituições e referências
| Nome | O que é |
|---|---|
| as cotas | Desde 2012, a Lei de Cotas reserva metade das vagas das universidades federais para estudantes de escolas públicas. Parte dessas vagas é destinada a pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e com deficiência. Há cotas também em concursos públicos. |
| o quilombo, os quilombolas | Os quilombos eram comunidades formadas por pessoas que escaparam da escravidão. O mais famoso foi o Quilombo dos Palmares, de Zumbi. Hoje, quilombolas são os moradores das comunidades que descendem desses grupos. A Constituição de 1988 reconhece o direito delas à terra. |
| o 20 de novembro | O Dia da Consciência Negra, feriado nacional. Lembra a morte de Zumbi dos Palmares. |
| os povos indígenas | São mais de 300 povos, com muitas línguas diferentes. Vivem em terras indígenas, áreas reconhecidas pelo governo, e também nas cidades. A Funai é o órgão federal que cuida do tema. |
| a Libras | A Língua Brasileira de Sinais, a língua da comunidade surda, reconhecida por lei desde 2002. Não é português com gestos: tem gramática própria. |
| a Lei Maria da Penha | Lei de 2006 contra a violência doméstica contra a mulher. Leva o nome de uma mulher que sobreviveu a essa violência e lutou por justiça. |
| a Lei Brasileira de Inclusão | Lei de 2015 que garante às pessoas com deficiência o acesso a prédios, transporte, escola, trabalho e informação. |
| a acessibilidade | Tudo o que permite a qualquer pessoa entrar, circular e entender: rampas, elevadores, piso tátil para pessoas cegas, banheiros adaptados, legendas, intérprete de Libras. |
A carta aberta volta hoje. Você já conhece o kit: um título (Carta aberta aos…), a saudação (Senhoras e senhores comerciantes,), quem assina, o problema, um pedido claro e as razões, e Respeitosamente no fim. Um cuidado a mais para a tarefa de hoje: a carta pede, não acusa. O leitor muda de atitude quando vê o que ele também ganha.
- Acusa: Vocês não respeitam os cadeirantes.
- Pede e convence: Solicitamos que as lojas instalem rampas, para que todos os moradores possam entrar e comprar.
Prática
Escolha a resposta certa.
- Qual é a forma mais respeitosa e atual?um deficiente um portador de deficiência uma pessoa com deficiência
- O que é a Libras?Um exame para entrar na universidade A língua de sinais usada pela comunidade surda no Brasil Uma lei sobre o trabalho das mulheres
- Quem são os quilombolas?Estudantes que entram na universidade por cotas Moradores de comunidades formadas por descendentes de pessoas escravizadas Trabalhadores que colhem produtos da floresta
- Para que servem as cotas nas universidades federais?Para reservar vagas a grupos que tinham pouco acesso ao ensino superior Para cobrar mensalidades mais baixas Para escolher os professores
- O que se lembra no dia 20 de novembro?A independência do Brasil A chegada dos portugueses A consciência negra
- Em uma carta aberta, qual pedido tem o tom certo?Vocês têm que colocar rampas agora. Solicitamos que as lojas instalem rampas de acesso. Seria legal ter umas rampas, né?
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- Qual é a forma mais respeitosa e atual? uma pessoa com deficiência
- O que é a Libras? A língua de sinais usada pela comunidade surda no Brasil
- Quem são os quilombolas? Moradores de comunidades formadas por descendentes de pessoas escravizadas
- Para que servem as cotas nas universidades federais? Para reservar vagas a grupos que tinham pouco acesso ao ensino superior
- O que se lembra no dia 20 de novembro? A consciência negra
- Em uma carta aberta, qual pedido tem o tom certo? Solicitamos que as lojas instalem rampas de acesso.
Complete a frase com a palavra que falta.
- A loja tem um ______ na entrada, e a cadeira de rodas não passa.The shop has a step at the entrance, and the wheelchair can’t get past.
- A prefeitura construiu uma ______ ao lado da escada.The city built a ramp next to the stairs.
- O evento terá intérprete de ______ para o público surdo.The event will have a Brazilian Sign Language interpreter for deaf attendees.
- As mulheres ainda ocupam poucos ______ de liderança.Women still hold few leadership positions.
- Solicitamos que a associação ______ os lojistas sobre a lei. (orientar)We request that the association advise the shopkeepers about the law.
- É necessário que as calçadas ______ consertadas. (ser)The sidewalks need to be repaired.
- A medida é necessária para ______ todos possam entrar nas lojas.The measure is needed so that everyone can get into the shops.
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- A loja tem um degrau na entrada, e a cadeira de rodas não passa.
- A prefeitura construiu uma rampa ao lado da escada.
- O evento terá intérprete de Libras para o público surdo.
- As mulheres ainda ocupam poucos cargos de liderança.
- Solicitamos que a associação oriente os lojistas sobre a lei.
- É necessário que as calçadas sejam consertadas.
- A medida é necessária para que todos possam entrar nas lojas.
Coloque as palavras em ordem.
- Accessibility is everyone’s right.______
- One in four shops has a ramp.______
- Everyone should have the same opportunities.______
- Prejudice still closes many doors.______
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- A acessibilidade é um direito de todos.
- Uma em cada quatro lojas tem rampa.
- Todos devem ter as mesmas oportunidades.
- O preconceito ainda fecha muitas portas.
Escreva em português.
- Respectfully, (the closing of an open letter)______
- people with disabilities______
- Inclusion is good for everyone.______
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- Respeitosamente,
- pessoas com deficiência
- A inclusão é boa para todos.
Ouça e escreva o que você ouviu.
- ______Only 23% of the shops have a ramp at the entrance.
- ______The inclusion law dates from 2015.
- ______The survey visited 180 shops in Vitória.
- ______In 61% of the shops, there is a step at the door.
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- Só 23% das lojas têm rampa na entrada.
- A lei de inclusão é de 2015.
- A pesquisa visitou 180 lojas em Vitória.
- Em 61% das lojas, há um degrau na porta.
Tarefa
A reportagem é densa e tem muitos números. Faça o QPQO primeiro. Depois, leia com a caneta na mão e marque só três coisas: os dados que mostram o problema, as medidas possíveis e as vantagens para quem vai ler a sua carta.
Texto para ler
A um degrau de distância: pesquisa mostra que o comércio de bairro ainda deixa clientes do lado de fora
A professora Lívia Sarmento, de 39 anos, mora a duas quadras da principal rua comercial de Jardim da Penha, em Vitória. Mesmo assim, compra quase tudo pela internet. “Não é preferência. É que a minha cadeira não sobe degrau”, diz ela, que usa cadeira de rodas desde os 20 anos, quando sofreu um acidente de carro. Na padaria, pede o pão pela janela. Na farmácia, espera na calçada até que um atendente a veja.
A experiência de Lívia agora tem números. O Instituto Caminho Livre, organização que estuda a acessibilidade nas cidades, divulgou na semana passada uma pesquisa sobre o comércio do bairro. Durante três meses, a equipe visitou 180 estabelecimentos das principais ruas comerciais do bairro e encontrou um cenário preocupante: apenas 23% deles têm entrada sem obstáculos, com rampa ou no nível da calçada. Em 61%, há pelo menos um degrau na porta.
Entrar não resolve tudo. Em 47% das lojas, os corredores entre as prateleiras têm menos de 90 centímetros, largura mínima recomendada para a passagem de uma cadeira de rodas. Só 12% dos restaurantes, bares e lanchonetes visitados têm banheiro adaptado, e 8% do total de estabelecimentos oferecem um balcão mais baixo para o atendimento. Em nenhuma das lojas havia um funcionário capaz de se comunicar em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
“As pessoas pensam em acessibilidade como um favor para poucos. Não é”, afirma a arquiteta Renata Lobo, coordenadora da pesquisa. Pelas contas do instituto, cerca de 2.400 moradores do bairro têm alguma dificuldade de locomoção, entre pessoas com deficiência e idosos. “E a rampa que serve ao cadeirante serve também à mãe com carrinho de bebê, ao entregador e a quem quebrou o pé jogando futebol.”
A lei está do lado desses clientes. A Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, determina que os prédios de uso coletivo, como lojas e restaurantes, garantam o acesso das pessoas com deficiência. Na prática, a fiscalização é rara, e muitos comerciantes dizem desconhecer as regras.
Marcelo Pinheiro, presidente da associação dos lojistas do bairro, reconhece o problema, mas pede compreensão. “A maioria dos nossos associados é pequena e trabalha em imóveis antigos e alugados. O lojista tem medo de gastar numa obra e o dono do prédio não autorizar”, explica. Ele também reclama do estado das calçadas: “Não adianta a loja ter rampa se a calçada em frente está quebrada”.
Para Renata, o custo é menor do que se imagina. Uma rampa móvel de alumínio, que é colocada e retirada quando necessário, custa a partir de R$ 350. Uma rampa fixa sai, em média, por R$ 1.800. Outras medidas não custam quase nada: afastar prateleiras e mesas para liberar a passagem, instalar uma campainha na entrada para que o cliente chame um atendente e treinar a equipe para oferecer ajuda sem constranger. O instituto distribui gratuitamente um guia para comerciantes e faz uma visita de orientação a quem pedir.
Quem investiu não se arrepende. O instituto acompanhou por um ano 20 lojas do bairro que fizeram adaptações: em média, o número de clientes cresceu 15%. Na padaria de Sônia Bastos, a rampa fixa foi instalada em 2023. “Paguei a obra em quatro meses. Apareceu cadeirante, apareceu idoso de andador, apareceu gente que eu nunca tinha visto”, conta. “Eu é que estava perdendo freguês e não sabia.”
Lívia já escolheu onde vai comprar pão. “Eu só quero fazer o que todo mundo faz: entrar, olhar, escolher e pagar”, diz. “Não quero favor. Quero uma porta.”
Reportagem escrita para este curso, no formato do exame.
Tarefa 4 · leitura → texto · 40 minutos
Lojas de portas abertas para todos
Você é cadeirante e faz parte do conselho de moradores do bairro Jardim da Penha. Depois de ler a reportagem, escreva uma carta aberta à associação dos lojistas do bairro solicitando que as lojas se tornem acessíveis. Em seu texto, apresente a situação mostrada pela pesquisa, proponha medidas concretas e argumente que a acessibilidade também traz vantagens para o comércio.
Write your text on paper or in a document, then open the box below to check it.
I’ve finished writing: check my text
Confira o seu texto
- Dá para ver quem escreve: um cadeirante, membro do conselho de moradores.
- O texto fala com o leitor certo: a associação dos lojistas do bairro.
- Cumpre o propósito: solicitar que as lojas se tornem acessíveis.
- Tem forma de carta aberta: começo, fim e tom adequados.
- Apresenta-se como cadeirante e membro do conselho de moradores e pede claramente lojas acessíveis
- Mostra a situação com pelo menos dois dados da pesquisa: poucas entradas sem obstáculos, degraus, corredores estreitos, banheiros
- Propõe pelo menos duas medidas concretas: rampa móvel ou fixa, corredores livres, campainha, treinamento, visita de orientação
- Argumenta com pelo menos uma vantagem para os lojistas: mais clientes, custo baixo, cumprimento da lei
- Usei as minhas próprias palavras: não copiei frases da fonte.
- Quem não viu a fonte entenderia o meu texto.
- Os erros de língua não atrapalham a leitura.
Texto modelo: nota 5
Carta aberta aos lojistas de Jardim da Penha
Senhoras e senhores comerciantes,
Sou Rafael Antunes, morador do bairro há quinze anos, cadeirante e membro do conselho de moradores. Escrevo em nome de muitos vizinhos que, como eu, gostariam de comprar nas lojas do bairro e não conseguem entrar nelas.
Uma pesquisa recente do Instituto Caminho Livre, feita em 180 estabelecimentos das nossas ruas, confirma o que vivemos todos os dias: menos de um quarto das lojas tem entrada livre de obstáculos, e em seis de cada dez há pelo menos um degrau na porta. Em quase metade delas, uma cadeira de rodas não passa entre as prateleiras.
Por isso, solicitamos que a associação incentive seus associados a adotar medidas simples. Uma rampa móvel custa a partir de R$ 350 e resolve a maior parte dos casos. Além disso, basta reorganizar os móveis para liberar os corredores e instalar uma campainha na entrada, para que o cliente possa pedir ajuda. O instituto oferece, sem custo, um guia e uma visita de orientação.
Sabemos que muitos imóveis são antigos e alugados, mas a mudança compensa. A acessibilidade é exigida por lei desde 2015 e, sobretudo, é um bom negócio: as lojas que se adaptaram passaram a receber mais clientes, entre eles idosos e pais com carrinhos de bebê. Só no nosso bairro, cerca de 2.400 pessoas têm dificuldade para se locomover.
Contamos com a associação para que nenhum morador fique do lado de fora.
Respeitosamente,
Rafael Antunes Conselho de Moradores de Jardim da Penha
Why it’s a 5: The writer says at once who he is ("cadeirante e membro do conselho de moradores") and speaks for a group, as an open letter does. The survey's figures are chosen and reworded for this reader: 23% becomes "menos de um quarto", 61% becomes "seis de cada dez". The request is one clear sentence ("solicitamos que a associação incentive seus associados"), the measures are concrete and cheap, and the last argument is the shopkeepers' own interest ("é um bom negócio"). It even answers the association's objection about old, rented buildings. Title, greeting and "Respeitosamente" are those of the genre.
Texto modelo: nota 3
Prezados lojistas,
Eu sou cadeirante e moro em Jardim da Penha. Eu li uma reportagem sobre a acessibilidade nas lojas do nosso bairro e fiquei muito triste.
A pesquisa visitou 180 estabelecimentos das principais ruas comerciais do bairro e encontrou um cenário preocupante: apenas 23% deles têm entrada sem obstáculos. Isso é um problema muito grande para as pessoas deficientes. Um degrau parece pequeno, mas atualmente ele é como uma parede para mim. Eu não posso entrar em quase nenhuma loja e preciso comprar tudo na internet.
Eu acho que vocês não pensam nos cadeirantes. É necessário que vocês fazem alguma coisa logo, porque a lei fala que as lojas têm que ser acessível. Por exemplo, vocês podem melhorar as entradas e ajudar mais os clientes. Eu sou de acordo com a arquiteta da reportagem, que diz que não é caro.
Eu espero que eventualmente todas as pessoas podem comprar no bairro.
Obrigado pela atenção,
Rafael
Why it’s a 3: The letter makes its request and the reader is the right one, but the writer never says he sits on the residents' council, and the tone turns into an accusation ("vocês não pensam nos cadeirantes"). One sentence is lifted from the report ("encontrou um cenário preocupante: apenas 23% deles…"), only one figure is used, the measures are vague ("melhorar as entradas") and nothing shows the shopkeepers what they gain. Language: atualmente means "these days" (he wants na verdade), eventualmente means "occasionally" (he wants um dia), É necessário que vocês fazem should be façam, sou de acordo should be concordo, and pessoas deficientes is the term to avoid. Two concrete measures with their prices and the 15% rise in customers would make this a 4.
Fala
Um minuto para ler o cartão. Depois, responda a cada pergunta em voz alta, com uma razão ou um exemplo. Compare pelo menos dois números do gráfico.
Elemento provocador · 5 minutos
Esporte
Mulheres no esporte
Elas enchem estádios, ganham medalhas e inspiram meninas no país inteiro. Mesmo assim, as atletas brasileiras ainda recebem menos atenção e menos dinheiro do que os homens. No futebol, o esporte mais popular do país, as mulheres foram proibidas de jogar por quase quarenta anos, até 1979. Uma pesquisa com torcedores mostra que o interesse cresce, mas a distância continua grande.
Material criado para este curso.
The examiner’s questions are below. Read each one aloud, then answer it out loud for about 40 seconds.
- De que trata o material?
- Que relação você vê entre os números e o texto?
- Por que você acha que o esporte feminino recebe menos atenção?
- Você acompanha algum esporte feminino? Qual?
- Na sua opinião, homens e mulheres devem receber os mesmos prêmios no esporte? Por quê?
- Quando você era criança, meninos e meninas praticavam os mesmos esportes na escola?
- No seu país, quais são as atletas mais conhecidas?
- No Brasil, o futebol feminino foi proibido por muito tempo. O que você sabe sobre as mulheres no esporte brasileiro?
Palavras úteis e uma resposta modelo
- a torcida the fans
- a seleção the national team
- o patrocínio sponsorship
- a transmissão broadcast
- o prêmio prize, prize money
Pergunta 2: Bom, o texto diz que as atletas recebem menos atenção, e os números confirmam isso. Olha só: 68% acompanham o futebol masculino e só 29% o feminino, quer dizer, menos da metade. O curioso é que 77% acham que elas deveriam ganhar o mesmo que os homens. Então as pessoas apoiam a ideia da igualdade, mas, na prática, não assistem aos jogos. Para mim, essa é a contradição que o material mostra.
Finish day 37
Written your text or recorded your answers, and marked them? Then that’s today finished. Come back tomorrow: steady daily work is what moves your score.